Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
@cinemacrica
21 seguidores
107 críticas
Seguir usuário
4,0
Enviada em 18 de abril de 2019
@cinemacrica (Perfil Insta
A ironia do título é incorporada com maestria pelo personagem principal. Baseado numa assustadora passagem verídica, “O Anjo” proporciona uma overdose de indiferença ao ilícito. De rosto e aparência angelical, com direito a cachos dourados e do ar inocente da pré-adolescência, Lorenzo Ferro representa o personagem principal Carlitos. A paradoxalidade entre o aspecto físico e comportamental é espantosa. O retrato recai no acompanhamento do hábito do protagonista em exercer sua natural delinquência materializada em roubos e homicídios. O termo “hábito” é apropriado visto que tudo transcorre em meio à ditadura argentina e sem motivações como a ambição financeira.
O diretor Luis Ortega, portanto, leva a representação da falta de pudor transgressora ao extremo. A prática de crimes hediondos, que por si já é revoltante, quando feita sem lastro de remorso passa a ser perturbadora. Nessa narrativa, passamos a conviver com essa sensação à medida que Carlitos parece se alimentar do prazer de delinquir. As representações são longes de serem monótonas, apesar de não rodar os 11 homicídios dos quais foi acusados, as sucessivas transgressões são construídas de forma a lapidarem novos contextos e reforçar a indubitável vocação criminal do personagem principal.
O aprofundamento psicológico também é rico. A exposição dos delitos não é gratuita, mas adicionam sucessivas camadas convergentes à indiferença ao mundo real. Carlitos transparece, por exemplo, desejos homossexuais por seu comparsa em meio a um tenso assalto a uma joalheria. Em outras ocasiões, o desapego encarna num corpo sádico que propositalmente causa acidentes que colocam em risco sua vida. “O Anjo” é um exercício provocador onde o protagonista irá constantemente aparentar ter libido de situações em que o público estará se contraindo de tensão.
A trilha sonora do filme é espetacular, as atuações também são muito boas, destaque para o Lorenzo Ferro, a ambientação do filme que se passa nos anos 70 é boa, e a fotografia é ótima. Porém, o filme se torna um pouco repetitivo depois de uma hora mais ou menos.
É aquele tipo de filme que simplesmente transmitirá algum impacto ou até mesmo reflexões, pois é totalmente imprevisível. Enfim, excelente e digno no mínimo de 4 estrelas, sem mais.
O Anjo é um filme argentino lançado em 2018, o filme conta a trajetória de um dos maiores serial killers da Argentina, Carlos Robledo Puch que além de assassino era também um assaltante que vez mais de 40 roubos. A trilha sonora do filme é espetacular, as atuações também são muito boas, destaque para o Lorenzo Ferro, a ambientação do filme que se passa nos anos 70 é um detalhe que se destaca, e a fotografia que é muito boa. Porém, o filme se torna um pouco repetitivo depois de uma hora mais ou menos, e as vezes também o filme se torna previsível em certas partes. O Anjo é um filme muito bom que vale a pena ser visto, ainda mais para quem quer conhecer um pouco mais do cinema argentino. Se eu fosse dar uma nota de zero a dez, daria nota 8.2.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade