Erin Bell é uma detetive da polícia norte-americana que aceita participar de um plano arriscado, infiltrando-se entre bandidos para obter informações. A estratégia dá errado, gerando uma tragédia que marca a sua vida para sempre. Anos mais tarde, ela reencontra pistas da gangue de antigamente, e volta a perseguir os responsáveis por seu drama pessoal.
apesar da belíssima atuação da Nicole Kidman ainda assim não fui muito com o filme achei muito comprido com uma história cansativa ao extremo a maioria do filme me deu sono⭐⭐
Tentativa de deixar Kidman feia foi um fracasso. Filme confuso, cheio de idas e vindas, flasbacks e que só se esclarece no final. Roteiro deixa a desejar e não condiz com o talento dela.
O PESO DO PASSADO já entrega, no título em português, que a história tratará de culpas e funestas consequências. Realmente, os responsáveis brasileiros por títulos estrangeiros raramente são felizes, já que o original é DESTROYER. O filme é pesado, sombrio, com cortes rápidos para flashbacks que explicam cronologicamente o que aconteceu anos antes da protagonista tornar-se amarga, desleixada com a aparência e com um urgente senso de vingança camuflada de justiça. Nicole Kidman é tão boa atriz que esquecemos das tantas vezes que vimos histórias de revanchismo e penitência. Não é o fato da maquiagem envelhecê-la ou enfeá-la que torna o filme atraente, mas sim sua estupenda interpretação, calcada em olhares de ódio, autocomiseração e no lamento de um tempo perdido.
Após o término de O Peso do Passado, filme dirigido por Karyn Kusama, fica a sensação de que a tradução do título para o português é muito mais adequada do que a sua versão original, Destroyer. Afinal, no decorrer do roteiro escrito por Phil Hay e Matt Manfredi, veremos a detetive Erin Bell (Nicole Kidman) enfrentar muito mais as consequências dos atos do seu passado, o qual, aí sim, foi destruidor com ela mesma.
A narrativa de O Peso do Passado é bastante interessante na maneira como ela foi estruturada pela diretora. O filme tem duas linhas narrativas bastante fortes: a do presente, que envolve a detetive Bell numa investigação particular sobre um crime ocorrido em Los Angeles; e a do passado, que a coloca numa das suas primeiras atividades como detetive, quando ela se infiltrou com o colega Chris (Sebastian Stan), em uma gangue cujo maior propósito era cometer grandes assaltos na cidade.
Um dos pontos mais chamativos de O Peso do Passado é a caracterização de Erin Bell. Quando a vemos, no passado, conseguimos enxergar alguém cheio de vida, uma mulher dedicada à sua profissão, mesmo com a difícil missão com a qual ela foi confrontada. Já quando a conhecemos no presente, vemos o quanto a sua vida como infiltrada a prejudicou, o quanto que ela se auto destruiu e o quanto que ela estabeleceu relações péssimas com as pessoas mais próximas a ela. Neste ponto, vale mencionar a atuação de Nicole Kidman, que está muito bem como Erin.
Mesmo assim, apesar de O Peso do Passado ser um filme policial bem construído, ainda apresenta algumas falhas, especialmente no que diz respeito ao trabalho desenvolvido pela diretora Karyn Kusama. O filme falha, no final, ao deixar algumas pontas do roteiro bastante soltas e, principalmente, por não aproveitar melhor a trama do passado dentro do que está acontecendo no presente. Se fosse enfocado bem mais no passado, talvez, o longa tivesse um melhor desempenho.
A única coisa que vale a pena é a caracterização de Nicole Kidman, pois todo o resto parece cansativo e exagerado, incluindo sua interpretação. Só vale assistir por esse motivo. O roteiro não é bom.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade