Era uma Vez em... Hollywood
Média
3,9
1567 notas

216 Críticas do usuário

5
38 críticas
4
46 críticas
3
34 críticas
2
28 críticas
1
27 críticas
0
43 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Luciano R
Luciano R

1 seguidor 4 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 16 de agosto de 2019
Quando 2:40h da sua vida passam num estalar de dedos e você nem percebe o tempo, é sinal de que a coisa estava muito boa.
É claro que você já tem que ir ao cinema sabendo quem é Charles Manson (isso não é spoiler). O pano de fundo do filme é uma tragédia que certamente ainda é dolorida nas entranhas hollywoodianas e dá um imenso frio na espinha de se imaginar o desfecho. Mas o filme é engraçado e divertidíssimo. Como fechar essa equação? Seria polêmico e seria tabu, se não fosse Tarantino.
Esse filme são vários filmes num só. Todos eles brilhantes. É uma sucessão de esquetes geniais, algumas delas antológicas. Está lá a enxurrada referencial (e auto referencial) que não deixa a gente piscar nem um segundo.
O elenco especialíssimo abre sorrisos a cada primeira aparição. Di Caprio “rouba a cena” (ao roubar a cena no filme dentro do filme). É metalinguagem com uma genialidade que só a dupla Tarantino / Di Caprio conseguiria fazer.
Tragam os Oscares para esses homens!
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 23 de agosto de 2019
Do cinema recente de Tarantino, este chega perto de ser o seu melhor. Bem superior aos bem feitos porém maçantes Os Oito Odiados e Django Livre, porém não chega perto da maestria de Bastardos Inglórios(na minha opinião seu melhor filme). Eu concordo com muitas das críticas que fazem dos filmes recentes do excêntrico cineasta, é bem verdade que ele trocou a experimentação, ousadia, pela construção narrativa meticulosa ala Hollywood clássica, mas acredito que se trata apenas de uma evolução natural que todo grande realizador passa. Afinal, pessoas e seus gostos mudam com o tempo. No começo de sua carreira, porralouquice : Tiro, porrada, bomba e o caralho, filmes ousados e inovadores que mudaram o jogo na indústria e marcaram gerações ( Cães de Aluguel, Pulp Fiction, Kill vol. I & II ). A acomodação do diretor nos últimos anos, optando por filmes mais tradicionais estruturalmente e dançando conforme a música da indústria é evidente, mas também é absolutamente inegável o valor das obras mais recentes do cineasta, principalmente no visual e técnica. Em tudo que ele se limitou em comparação as suas obras mais antigas, ele também se aprimorou na mesma medida em diversos outros aspectos. Era Uma Vez em Hollywood encerra( por assim dizer ) a trilogia das fábulas revisionistas de Tarantino, iniciada há 10 anos com Bastardos Inglórios e expandida há 7 em Django Livre. Apenas do ponto de vista técnico, o diretor nunca esteve melhor, com uma reconstrução de época praticamente perfeita, realmente impressionante como reavivaram a Los Angeles de 1969. (quase) todo elenco está muito bem, nenhuma atuação antológica, mas todos os astros principais estão bem a vontade em seus papéis e entregam o que o roteiro pede deles. DiCaprio está bem como o ator decadente Rick Dalton, mas sua escalação não deixa de parecer um "miscast" às vezes, eu particularmente acho que um ator mais velho cairia melhor no papel. Mas quem rouba a cena mesmo é Brad Pitt, neste que parece ser o papel que marca uma mini ressureição do ator do cinema este ano. Margot Robbie não tem muito de espetacular para fazer com sua personagem, mas está convincente. Enfim, não é o melhor filme do icônico diretor, mas é uma boa diversão contracultural tarantinesca que todo cinéfilo fã dele curte. E o terceiro ato é simplesmente sensacionalmente maluco. NOTA: 8
Sidney  M.
Sidney M.

29.815 seguidores 1.082 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 8 de setembro de 2019
Depois de procurar entender mais sobre as referencias que o filme abordou, ao assisti-lo novamente consegui entende a sua grandeza. Opinião mudada, filmaço!
Chumbens J
Chumbens J

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 2 de agosto de 2019
ERA UMA VEZ EM HOLLYWOOD
(Once Upon a Time... in Hollywood - 2019)

Quentin Tarantino é um sujeito que não gosta da mesmice.

Quando, ainda jovem, trabalhando em uma locadora de filmes na Califórnia, resolveu escrever roteiros de filmes que saíssem da normalidade padrão da época, onde misturaria humor e violência extrema com muito sangue (o chamado gore). Daí surgiram os roteiros de “Amor à Queima-Roupa (1993)” e “Assassinos por Natureza (1994)”. Contudo, não satisfeito com o rumo incerto de seus roteiros nas mãos dos outros, resolveu dirigir seus próprios trabalhos. Começou por “Cães de Aluguel (1992)” que foi seguido de outros sucessos estrondosos.

Tarantino sempre gostou de explorar seus personagens, mas sem perder a oportunidade de colocá-los nas mais inusitadas e selvagens situações. Eis que resolveu inovar novamente. Desta vez dentro de seu próprio universo. Passou a achar mais interessante a busca pelo personagem em tudo o que ele representa e que pode mostrar, sem se preocupar tanto com o aonde isso pode levá-lo. Experimentou um pouco disso, de leve, em "Jackie Brown (1997)", mas voltou atrás, talvez devido a baixa recepção do público. Quase duas décadas depois fez novamente em “Os Oito Odiados (2015)”, dessa vez um pouco mais.

Eis que em seu novo trabalho resolveu que é isso que ele deseja fazer, surpreendendo a muitos com uma história que não se importa tanto com desfechos, mas sim com o amor ao cinema e seus personagens, tanto dentro quanto fora das telas.

Na trama, ambientada na Los Angeles de 1969, e que dura apenas três dias (um final de semana em fevereiro e um dia em agosto), temos três figuras marcantes: Rick Dalton (Leonardo DiCaprio), um famoso ator de TV que está com a carreira em declínio por ter tentado de forma fracassada migrar para o cinema, não aceitando que os tempos são outros e que a fila anda para todos no cruel mundo de Hollywood, apesar de ainda conseguir papéis na TV. Cliff Booth (Brad Pitt), antigo dublê de Dalton que hoje serve de seu faz tudo e amigo de todas as horas, não se incomodando com nada e sempre sorridente. Por fim temos Sharon Tate (Margot Robbie), jovem atriz em início de carreira que adora passear pela cidade, ir a festas badaladas e ter a sorte de ser mulher do diretor Roman Polanski no auge de seu estrelato. Os três vivem tranquilamente, mas o perigo vem rondando suas vidas, pois esse ano foi marcado por crimes brutais na cidade, sendo o maior deles atribuído a Charles Manson e sua seita.

Se a carreira de Tarantino fosse representada por fases da vida, filmes como Pulp Fiction (1994), Kill Bill (2003-2004) e Bastardos Inglórios (2009) seriam sua juventude e “Era uma vez em Hollywood” a fase realmente adulta. Fase essa que chegou de vez e sem possibilidade de volta (já que pretende fazer apenas mais um filme autoral).

Sendo assim, alguns fãs mais fervorosos do gore produzido pelo diretor em outros filmes podem ficar um pouco decepcionados, tendo em vista a expectativa criada durante duas horas de apresentação de personagens para na hora final (é, o filme tem três horas) não sentirem-se totalmente saciados, apesar do gore estar lá.

Contudo, tem muito Tarantino sim no filme, seja pela sempre e ótima trilha sonora de seu arquivo pessoal, pelas referências ao cinema, pelas mudanças da história de figuras reais como Bruce Lee e até mesmo pelo estranho fetiche por pés que nunca falta em seus filmes.

Quentin Tarantino é um sujeito que não gosta da mesmice, mas só em algumas coisas.

Nota: ⭐⭐⭐⭐
Rosangela Machado
Rosangela Machado

8 seguidores 22 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de agosto de 2019
A homenagem inesperada que Tarantino faz a Polanski só entende quem passou dos cinquenta ou quem é cinéfilo. É um filme de memória, é uma grande homenagem ao cinema primitivo, como os atores lidavam com a carreira e a fama, tão distante dos modelos tecnológicos atuais. A temática do diretor se repete, na perspectiva de falar do ser humano e suas contradições, sentimentos adversos que embrulham uma única pessoa. De forma caricatural, como é o seu estilo, Tarantino faz uma grande homenagem ao cinema, seus grandes atores e diretores, sem deixar de falar de um momento histórico cheio de contradições, que incluem sonhos e fantasias, traduzidas pela violência, seu principal pilar., .
Eduardo Santos
Eduardo Santos

340 seguidores 183 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de agosto de 2019
Quem me conhece minimamente sabe que Tarantino é um dos cineastas que mais admiro pela miscelânea cinematográfica que atestam seu padrão de qualidade. Seus filmes são sempre surpreendentes na forma com que ele narra suas histórias rocambolescas. Todos seus filmes são excepcionais ao seu modo, o que é algo plenamente admirável e raro na indústria do cinema. Claro que filmes tidos como menores e mais “modestos” como À Prova de Morte e Jackie Brown, que me parecem mais despretensiosos que os demais de sua filmografia, estão ali para mostrar o talento de Tarantino ao dirigir seus atores e mostrar seu talento como roteirista e mestre de cenas violentas. Agora, seus filmes mais famosos e, invariavelmente mais pretensiosos, têm em sua companhia Era Uma Vez Em... Hollywood. Trata-se de uma fábula tarantinesca que demonstra mais uma vez o amor do cineasta por filmes. Ele homenageia e, com seu cinismo habitual, também ri de si mesmo numa ode a Hollywood, mostrando seu lado cruel e lúdico em quase três horas de duração. Além de prezar pela técnica impecável, que desde Kill Bill sobressai aos olhos, ele aqui nos brinda com uma narrativa um tanto irregular, mas ainda assim bem construída devido ao seu talento em contar histórias e prender a atenção mesmo quando não há muita ação envolvida. Seus diálogos até me pareceram mais brandos, embora sempre ácidos e bem pensados. Há cenas extremamente bem construídas que valorizam o trio de protagonistas: Leonardo DiCaprio está mais uma vez excelente, em um personagem bem complexo e difícil, onde retrata um astro em decadência, mas sensível e humanizado, sem o glamour de celebridade que povoa o imaginário da maioria das pessoas; Brad Pitt, com sua canastrice corriqueira, interpretando um dublê eficiente e amigo, que acaba se metendo numa história paralela bem intrigante; e a excepcional Margot Robbie, que além de hipnotizar por sua beleza estonteante, tem um talento extraordinário, e aqui interpreta a atriz Sharon Tate, em franca ascensão em Hollywood, e se torna vizinha do personagem do DiCaprio, ao lado de seu então marido, o famoso cineasta Roman Polanski, com evidente delicadeza e ingenuidade. No demais, participações interessantes de atores meio sumidos como Emile Hirsch, Damian Lewis, Dakota Fanning, o recentemente falecido Luke Perry, Timothy Olyphant, Kurt Russel, Bruce Dern e Al Pacino. Aliás, vale ressaltar que há cenas incrivelmente bem filmadas, mas não darei nenhum spoiler. Embora seja um filme meio lento, e que poderia ser mais enxuto, trata-se de um filme de alta qualidade, que entretém e deixa um final poético, mudando a realidade como ele fez em Bastardos Inglórios, mas de maneira bem mais humana e bonita. Vale muito a conferida.
Carlos Henrique S.
Carlos Henrique S.

13.790 seguidores 809 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de dezembro de 2019
Uma carta de amor ao cinema em geral,especificamente da década de 60,um real retrato dos atores com problemas em suas carreiras e atores com um crescimento na fama.Rick Dalton é um ator de tv que junto a seu dublê buscam a ascensão em Hollywood,mas vê sua carreira decair com papeis pequenos em séries,até que ele começa a se juntar a nomes influentes que acabam levando eles ao assassinato de Sharon Tate cometidos a mando de Charles Manson.Não é o que você espera do Tarantino,aqui temos um filme que não possui tanto as características do diretor,e sim é uma visita as qualidades de Hollywood e suas estrelas.É também o primeiro filme do cineasta a ser inspirado em fatos,mesmo que sendo apenas pano de fundo para a história.O roteiro põe muitas estrelas de diversos setores para se reunir,Tarantino então propõe situações que vão do cômico ao estrelato,as polêmicas em volta de Bruce Lee que é retratado de maneira duvidosa são de certo ponto até válidas mas também pode ser uma interpretação equivocada pois podemos levar para o lado cômico também,os personagens fictícios aqui presentes são bem desenvolvidos e suas características são marcantes,aqui temos longos diálogos característicos que são muito bem representativos sobre a questão busca pela fama que é estampada pelo personagem do DiCaprio que transita do depressivo ao típico ator Americano da época,uma boa atuação.Margot Robbie é outra que tem uma boa presença e faz uma personagem oposta ao do DiCaprio,ela está em ascensão e se vê feliz com seus trabalhos,o Brad Pitt merece uma indicação ao Oscar,ele imprime um personagem impecável,carismático,Durão e que consegue ter todas as atenções quando está em cena,com destaque para a espetacular cena do 3° ato.Temos ainda no elenco o Al Pacino,Russel Crowe e o Austin Butler todos comprometidos com seus personagens.O filme tem um belo trabalho de construção de época,com figurinos e locações,tem um bom trabalho de montagem e apesar de ser um pouco lento na parte central,ainda é um ótimo filme.O diretor ainda nos reserva surpresas no final com muita violência escatológica,o que é um barato para os fãs.Era Uma Vez em Hollywood é charmoso,divertido e ainda reserva surpresas e referências,não é o melhor do Tarantino,mas continua em um alto nível de excelência,merece uma indicação ao Oscar.
DANIEL BARRAL
DANIEL BARRAL

27 seguidores 235 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 16 de março de 2025
Minha primeira crítica de Quentin Tarantino, e devo dizer que o filme é bacana. Dicaprio e Pitt fizeram excelentes atuações. É uma carta de amor a era dourada e antiga do cinema, com uma ótima recriação de uma Los Angeles de 1969. Tarantino trouxe um ritmo muito bem feito e completativo, mas em algumas cenas, o filme é lento. Mas mesmo assim, gostei desse filme.
Crismika
Crismika

1.192 seguidores 510 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 24 de janeiro de 2020
Se existe uma pessoa suspeita para falar sobre Quentin Tarantino sou EU, portanto vamos lá. Esse não é o melhor filme de Tarantino, porém o roteiro baseado numa história real, porém adaptado é impecável, muito bom mesmo. Leonardo de Caprio está muito bem em seu personagem, mas Brad Pitt rouba todas as cenas. Quem amo Tarantino não pode perder e deleitar-se com mais um filmaço.
Carlos P.
Carlos P.

266 seguidores 431 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 29 de junho de 2025
Eu vou manter abaixo a crítica original, mas digo que após ver uma segunda vez, com um pouco mais de conhecimento sobre a época, aumentei a nota. É fantástico. Ainda não gosto de como Bruce Lee foi tratado, mas por outro lado, que final satisfatório.
Era uma vez... difere de outros filmes do Tarantino. Não é uma história cheia de ação e violência. Não é o melhor filme de Tarantino, mas talvez seja o filme que ele sempre tenha sonhado em fazer. Uma homenagem à uma Hollywood a qual ele é apaixonado, uma mistura de realidade e ficção.
Dicaprio traz a melhor performance o filme, elevando as cenas em que atua. Pitt tem o melhor personagem, um anti herói divertido e durão. Robbie interpreta Sharon Tate. Embora, em primeiro momento, as cenas dela pareçam pouco importantes, elas homenageam Tate, mostrando como era promissora a carreira da atriz. Tarantino errou feio na retratação de Bruce Lee, que é mostrado no filme como uma pessoa arrogante e que provoca brigas, o contrário do que se sabe sobre ele.
No desenrolar do filme não vemos uma missão clara para os personagens, não sabemos exatamente o que devemos torcer para acontecer, mas isso não chega a ser um problema, uma vez que nos sentimos tão confortáveis vendo a história desses personagens. Porém, para um filme de 2h40, talvez isso tenha tornado um pouco cansativa a experiência.
Mas isso é corrigido com o final. Quando os eventos derradeiros chegam, é exatamente o que...não esperávamos. spoiler: Tarantino reescreve a história de uma maneira brilhante e com seu estilo. Nessa história temos um final feliz pra Sharon Tate, temos os vilões psicopatas mortos de uma maneira que deixa óbvio é o diretor do filme e, como não tivemos alguém levando tiro nos órgãos genitais, tivemos alguém tendo seus órgãos genitais devorados por um cachorro.

Diferente de tudo que já vimos do Tarantino e ao mesmo tempo com a cara do Tarantino.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa