Triângulo da Tristeza
Média
3,4
247 notas

39 Críticas do usuário

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Felipe F.
Felipe F.

3.714 seguidores 758 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de março de 2023
Grande filme, uma bela e caótica sátira a comunidade rica. Diversas inversões de papéis, e criticas sociais muito boas. Filme bem escrito, dirigido e atuado. Muito bom.
Jackson A L
Jackson A L

13.604 seguidores 1.230 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 21 de março de 2023
Tá aí um filme que merecia um oscar. Que filmaço! Sequer foi mencionado o falecimento de Charlbi Dean (Yaya), que teve uma grande atuação. Crítica irônica de forma muito ácida, retratando o antagonismo social sob várias esferas. Como a classe dominante exerce a influência e dita o ritmo da sociedade, e como a sociedade pode ser tão diferente e semelhantes ao mesmo tempo. Vale muito a pena! muito melhor que o filme ganhador do oscar.
Ricardo L.
Ricardo L.

63.042 seguidores 3.148 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 8 de março de 2023
Um filme de qualidade com um ótimo elenco! Aqui temos um lugar cheio rincões e um casal que parou lá por sorte, ai já dar pra vê a loucura que é esse local que entra em colapso quando ocorre o centro da história e nos trás uma história forte, com pitadas de comédia e ato final um pouco insosso, mesmo assim temos aqui um filme no mínimo interessante.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.607 seguidores 478 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 27 de janeiro de 2023
TEM SPOILERS!

Triângulo da Tristeza (Triangle of Sadness)

"Triângulo da Tristeza" é um filme sueco co-produzido com Alemanha, França e Reino Unido. O longa é escrito e dirigido por Ruben Östlund em sua estreia no cinema em inglês.

O diretor sueco Ruben Östlund é conhecido por apostar em filmes que conversam com o espectador no sentindo de propor suas ideias, de querer construir todas as suas críticas de uma forma mais direta, mais escancarada, sem ficar criando muitas metáforas, ou situações incompreensíveis. Até por isso a sua forma de escrever um roteiro é indo exatamente na abordagem de temas contundentes, importantes, contemporâneos, que clamam por urgência, ou seja, construir e desenvolver uma crítica social batendo de frente, colocando o dedo na ferida, jogando toda merda no ventilador. Dentro desse contexto o diretor faz sua crítica social de maneira inteligente e muito provocadora.

Ruben Östlund venceu o Festival de Cannes duas vezes: uma por "The Square - A Arte da Discórdia" (2017), onde tínhamos uma comédia dramática que confrontava toda a elite, e a outra justamente por "Triângulo da Tristeza", onde recebeu aplausos de pé por oito minutos além de ser o vencedor do principal prêmio do festival, a Palma de Ouro.

"Triângulo da Tristeza" é um filme satírico, cujo seu principal ponto em questão é exatamente a crítica social, o humor negro, a intolerância, a futilidade, a superficialidade, o egocentrismo, o egoísmo, o preconceito e o pré-conceito. Temos aqui inúmeras discursões sobre o capitalismo e o comunismo, o proletariado e a burguesia, o consumismo e a futilidade, a igualdade e o empoderamento. O filme faz uma crítica irônica e bastante ácida sobre a alta sociedade, a cúpula do alto escalão, a desigualdade social, sendo exatamente a posição na sociedade quando estamos nos referindo a classe dos trabalhadores (ou a classe pobre), a classe média (como o casal que ganharam as passagens para o Cruzeiro) e consequentemente a classe dos milionários e bilionários.

O filme é construído em cima do sarcasmo, da ironia, do marxismo, da desconstrução de imagens e aparências, da quebra de estereótipos, da degradação social e os conflitos sociais. Temos também a inversão de poderes, a quebra de hierarquia, o feminismo, o machismo e o racismo. Tudo isso está ali, faz parte do roteiro, faz parte de toda história, vamos sendo confrontados na medida que a trama vai avançando e ganhando corpo.

O longa-metragem é composto por três atos que se conversam entre si - achei uma ideia um tanto quanto interessante.
Logo na primeira parte do filme somos confrontados com um discurso acerca da definição do título "Triângulo da Tristeza" (bastante curioso por sinal). Logo após temos a introdução do casal disfuncional, que estão justamente discutindo sobre quem vai pagar a conta. Já iniciamos com uma crítica bem clichê porém bastante funcional dado à toda estrutura que o roteiro quer construir. Vemos ali uma relação conturbada que é movida pelo interesse de ambas às partes, logo mais uma crítica sobre a igualdade e o empoderamento. Dentro desse mesmo contexto do casal temos uma crítica social feita às pessoas e aos costumes de maneira caricata, ou seja, exatamente a toda futilidade e ambição de uma influencer. Yaya (Charlbi Dean) vive sua vida acerca dos likes, da fama e da beleza, ou seja, uma personalidade fútil, rasa, vazia, que está aprisionada nessa vida por uma escolha própria e financeira, onde a parcela de toda essa vida ambiciosa também aprisiona seu namorado, o modelo Carl (Harris Dickinson).

O segundo ato é muito intrigante ao nos revelar o Cruzeiro de luxo, onde facilmente podemos encarar o navio como uma espécie de metáfora sobre a nossa própria sociedade. Onde temos a classe operária (as pessoas que trabalham no navio) trabalhando em prol do luxo, da mordomia e do requinte da classe rica, para lhes proporcionar uma ótima viagem e uma ótima diversão. Este segundo ato é a melhor parte do filme, onde naturalmente temos o luxo e o lixo ali em nossa frente de mãos dadas. Uma sátira perfeita que se encaixa em nossos tempos atuais. Podemos observar de forma cômica como as pessoas daquele cruzeiro pouco se importavam com quem era o capitão daquele navio, ou, a forma como ele estava sendo guiado, ou, se realmente tinha alguém guiando o tal navio. Outro ponto que podemos facilmente encaixar em nossa sociedade, e sem defender nenhum lado, nenhuma posição, sem levantar nenhuma bandeira, pois obviamente ninguém naquele navio estava se importando com esta questão.
Um dos pontos alto do filme foi observar toda soberba e todo luxo da classe rica sendo esvaído em vômitos e merdas por todos os lados. Isso serviu para nos frisar que ricos também cagam, ricos também vomitam, ricos também fazem coisas nojentas - sensacional!

Já no terceiro ato é onde temos as inversões de papéis, a quebra de estereótipos, o desfecho de toda hierarquia. Diante desse ponto observamos que o luxo e toda riqueza é completamente inútil quando fator é a sobrevivência (como observamos na cena em que o magnata oferece o seu rolex). Esse terceiro ato funciona como uma forma de criticar o nosso próprio posicionamento na sociedade, as pessoas que se dizem pobres e humildes, pois até que ponto você iria se tivesse o mesmo poder da classe rica? Se você tivesse todo o poder em mãos você continuaria sendo uma pessoa humilde? Ajudaria os mais necessitados? Ou você se deixaria corromper pelo poder que está em suas mãos e se colocaria na mesma classe das pessoas que antes você criticava? Este é o ponto aqui, esta é a maior discursão desse terceiro ato, pois como observamos na inversões de papéis, a faxineira virou a líder, virou a capitã, e ainda exigiu à todos que se reportasse à ela como a nova capitã. Ou seja, dê o poder nas mãos de uma pessoa e você conhecerá quem realmente ela é.

"Triângulo da Tristeza" foi o último filme da atriz Sul-africana Charlbi Dean, a jovem de apenas 32 anos faleceu inesperadamente em agosto de 2022 após uma sépis bacteriana. Charlbi Dean construiu uma ótima personagem na pele da influencer Yaya, nos mostrando a futilidade dessas pessoas que fazem de tudo por fama e dinheiro - como na cena em que ela usa o macarrão apenas para tirar fotos e ganhar likes e não pra realmente comer.
Harris Dickinson esteve bem em cena, conseguiu nos passar a realidade daquelas pessoas que se vendem e se aprisionam em outra pessoa apenas por interesse próprio.
Woody Harrelson faz um personagem bastante intrigante e interessante dentro da história. Aquele capitão bêbado, aquele comunista que pouca se importa com tudo e com todos ao seu redor - realmente ele toca o foda-se dentro do navio. E completando com a ótima atriz filipina Dolly de Leon, que deu vida à faxineira Abigail, nos mostrando todas as suas facetas, desde a sua representação da classe trabalhadora, passando pelo seu empoderamento feminino, até chegar em suas atitudes tomadas quando ela se viu com o poder nas mãos.

Além de ter ganhado a Palma de Ouro no Festival de Cannes, o filme fez parte da seleção oficial do Festival Internacional de Cinema de Toronto. No Rotten Tomatoes, 70% das 211 críticas dos críticos são positivas. O Metacritic atribuiu ao filme uma pontuação de 63 em 100, com base em 47 críticos. O excelente desempenho da atriz Dolly de Leon recebeu elogios internacionais, conquistando suas primeiras indicações ao Globo de Ouro e ao BAFTA por seu papel coadjuvante. O longa também ganhou quatro European Film Awards, incluindo o prêmio de Melhor Filme, e recebeu três indicações ao Oscar 2023 - Roteiro Original, Diretor e Melhor Filme.

Temos aqui mais um filme que critica diretamente toda classe social que encontramos em nossa sociedade, e pasmem, não é uma crítica apenas direcionada para a classe dos ricos, mas para todas as classes e todas as atitudes que se aplicam à cada um dos indivíduos presentes na sociedade como um todo.
Um filme que traz uma comédia sarcástica na forma de criticar cada ponto levantado dentro da trama. Uma abordagem satírica e ácida que aponta o dedo na cara de um ali presente na hora de inverter os papéis e expor uma quebra de hierarquia. Uma abordagem cômica que justamente não faz nenhuma questão de ser levado a sério na hora de apontar toda futilidade e superficialidade do ser humano.

Apesar da ótima direção e do ótimo roteiro, "Triângulo da Tristeza" não é um filme inovador, pois dentro desse universo de crítica social temos outras produções tão boas ou até melhores - como "Parasita", "Nós", "Corra", "Não Olhe para Cima", "O Poço" (este eu acho até melhor como um todo) e até o mais recente "O Menu". Porém, Ruben Östlund faz um trabalho primoroso, traz um texto muito bem escrito e que conversa diretamente com o espectador, pois é impossível você não se identificar com algumas das personalidades presentes no filme. Sem falar na opção por um final em aberto, que nos dá margens para a imaginação e amplifica a nossa mente em grau ainda mais elevado de interpretação e consequentemente de autocrítica. [26/01/2023]
Anderson  G.
Anderson G.

1.363 seguidores 386 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 14 de maio de 2023
"Triangulo Da Tristeza" é um filme de três atos bem diferentes, tem um bom, um ótimo e um péssimo, apesar da divergência da qualidade entre eles entendemos perfeitamente suas escolhas narrativas. Começamos sendo apresentados ao casal Yaya e Carl e suas desaventuras cotidianas, discussões sobre femismo, bem diferentes inclusive, são postas e sentimos o impacto da direção, bem naturalista, explorando seus personagens, com enquadramentos irônicos e cortes secos, sentimos uma inspiração bem europeia no estilo artístico do diretor Rubem Ostuld, não é para menos visto que o diretor é sueco, embora a obra seja americana. Após isso temos um ato irretocável, a onde a crítica se transforma em uma discussão sobre a exploração e riqueza, critica essa que é muito bem embasada e explanada mediante um perfeito humor acido e sempre muito bem colocado, tudo funciona nessas quase uma hora, os personagens, o texto, a narração e as atuações, porem isso transborda para um inevitável aprofundamento da crítica, levando-nos ao terceiro ato, a onde o humor migra para seriedade, que não funciona, e deixa a obra monótona e chata, porém, sua conclusão é ótima e salva o longa conseguindo unir perfeitamente o humor juntamente da crítica social. "Triangulo Da Tristeza" é uma montanha-russa, ou melhor, um barco em uma tempestade perniciosa. 8/10
Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

990 seguidores 1.229 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de janeiro de 2025
"Sátira ousada e desconfortável, mas cativante, que critica desigualdades e fragilidades humanas com precisão."
Um modelo em decadência e sua namorada influencer embarcam em um cruzeiro luxuoso, onde tensões de classe e dinâmicas sociais são expostas em uma sátira ácida e desconfortável.
Ruben Östlund cria, em Triângulo da Tristeza, um microcosmo de nossa sociedade repleto de hipocrisia, consumismo e desigualdades. Em um estilo que combina humor ácido e desconforto, o cineasta satiriza a fragilidade das elites ao explorar espaços simbólicos – da moda ao luxo de um cruzeiro – para expor personagens presos a papéis sociais, como o oligarca, o influenciador e a trabalhadora invisível. Destaque para a cena do jantar em mar revolto, uma metáfora grotesca e brilhante da instabilidade das estruturas sociais. A reviravolta no último ato, que redefine as posições de poder, questiona meritocracia e privilégios. Östlund mostra, sem sutileza, a patética complexidade humana.
Farah L
Farah L

3 seguidores 10 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de julho de 2023
É um filme meio diferente, mas bem legal.
Não entendi nada do final, mas isso é irrelevante. Me diverti durante a 'tempestade'.hehe
Izaias Junior
Izaias Junior

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4,0
Enviada em 17 de junho de 2023
O filme traz uma crítica, um ensaio sobre o mundo dos detentores de capital e os que querem e pensam que podem chegar ao poder que estes magnatas têm.

Passando por personagens bilionários, excêntricos ou pacatos, porém todos tem em comum a fortuna, neles que estão focadas as alfinetada e críticas mais ácidas ao longo da trama. Porém os protagonistas (se assim podemos dizer) o jovem casal, não são parte desse mundo, porém almejam ser, desfrutar desse meio e gozar do poder que eles oferecem.

O filme mescla desde artifícios sutis embutido em nossa sociedade como a preocupação em mostrar o que não é nas redes sociais, ou até mesmo a subserviência e exploração que os trabalhadores sofrem, até artifícios mais pesados e escatológicos para representar de forma incisiva a podridão moral dos milionários.

No que tange ao ritmo da duração, considero um pouco massante, começa com uma postura mais intimista, depois engata numa fase mais cômica e ácida, porém sem muito dinamismo, e aí talvez more o seu principal defeito. Porém encerra em sua melhor forma, com inclusão de novos personagens, elvando a atenção, trazendo mais reflexões, mas sem ser sisudo.

Confesso que esperava uma comédia mais boba, ou menos ácida e inteligente, me surpreendi positivamente.
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