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Crismika
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510 críticas
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4,0
Enviada em 27 de abril de 2021
O filme tem uma fotografia deslumbrante acompanhado por um trilha sonora perfeita para o gênero faroeste a que se propõe o filme. O destaque fica para a jovem atriz que tem uma atuação impressionante e a história é bem interessante. Vale a pena conferir.
Talvez Relatos do Mundo fosse o filme que faltava para a carreira de Tom Hanks, um faroeste. Sem bem que, o longa esta mais para um drama ambientado no velho oeste sulista estadunidense. Relatos do Mundo é uma ótima e agradável surpresa na minha opinião, tem um bom roteiro uma atuação e construção de personagem muito sólida de Hanks e uma ótima atuação também da pequena Helena Zengel. Vale ressaltar as lindas fotografias e trilha sonora que o filme tem, e é interessante notar também certo conceitos, ideias e opiniões atuais do diretor inseridos pelo decorrer da obra. O único deslize do filme talvez seja o CGI, que é bem mal feito. Ótimo e belíssimo filme.
Um filme em um ritmo mais cadenciado, intimista mas muito bom de se ver. Tom Hanks não decepciona e a história apesar de um tanto simples e sem reviravoltas mostra uma amizade que cresce e transforma. Apequena selvagem também manda muito bem. Recomendo.
"Uma história cativante sobre conexão humana, com ótimas atuações e uma direção sensível." Relatos do Mundo (2020) segue Kidd (Tom Hanks), um veterano que viaja pelo Velho Oeste narrando eventos históricos, e Johanna (Helena Zengel), uma jovem criada por uma tribo Kiowa. Juntos, enfrentam perigos enquanto desenvolvem um laço que transcende diferenças culturais e geracionais em uma América dividida após a Guerra Civil. Com direção de Paul Greengrass, Relatos do Mundo mistura ação e introspecção. Tom Hanks e Helena Zengel entregam atuações emocionantes, enquanto a história explora temas de sobrevivência, identidade e conexão em tempos adversos. A relação entre os protagonistas é o coração do filme, enriquecido pela trilha sonora de James Newton Howard.
Relatos do mundo é um faroeste dirigido por Paul Greengrass que também criou o roteiro ao lado de Luke Davies, e foi baseado no romance com o mesmo nome de Paulette Jiles. Vale lembrar que o filme recebeu 4 indicações ao oscar de 2021: melhor fotografia, melhor trilha sonora, melhor direção de arte e melhor som. Infelizmente não levou nenhuma estatueta. O filme é ambientado no ano de 1870, e gira em torno do Capitão Kyle Kidd (Tom Hanks), um viúvo que lutou em 2 guerras e agora trabalha de cidade em cidade lendo noticias de jornal para as pessoas. Kidd acaba aceitando levar Johanna (Helena Zengel), uma menina de 10 anos para os seus familiares. Aparentemente, a criança tem traços de imigrantes alemães, mas foi criada por muito tempo pela tribo Kiowa, e com isso tem comportamento hostil. A história de relatos do mundo é pouco explorada em faroestes convencionais, e aqui encontramos um prato cheio para ver a clara separação entre nortistas e sulistas e as suas consequências durante toda a jornada no filme. Embora que esse não seja o tema principal do filme, pois o roteiro prefere explorar os demônios que o nosso capitão viveu e também da pobre Johanna. A mensagem de que é necessário seguir em frente sem esquecer do seu passado é transmitido, não por Kidd e sim pela garota. Talvez o roteiro tenha pecado em não explorar tão profundamente o passado de Kidd e focar mais fortemente na jornada longa da procura do lar para a garota. Precisamos elogiar a incrível fotografia do filme na qual mostrou as lindas planícies norte-americana.
Um homem que lê o jornal para dezenas ou centenas de ouvintes de cidade em cidade, em pleno sul pós-guerra civil americana, encontra uma garota alemã criada por índios. O choque cultural é o que mais chama a atenção, além dos percalços enfrentados pelo personagem.
“Relatos do mundo” é o primeiro faroeste do diretor Paul Greengrass, o longa é baseado no livro de mesmo nome de Paulette Jiles. Paul foi o responsável pelos três últimos filmes, estrelados por Matt Damon, da saga Jason Bourne. O diretor se reencontra com Tom Hanks após terem trabalhado juntos em “Capitão Phillips”. A jovem Helena Zengel se une aos dois, e o trio apresenta uma obra bonita e emocionante. Trazendo à tona a diversidade entre os norte-americanos e os diferentes modos de pensar em uma desconstrução do western e da personalidade texana “padrão”.
Acompanhamos o Capitão Jefferson Kyle Kidd (Tom Hanks) poucos anos após o fim da Guerra Civil, a trama se passa em 1870. Para os sulistas o clima de derrota ainda persiste. Não concordam com o pagamento das dívidas de guerra e têm muita dificuldade em aceitar a abolição da escravidão e o direito ao voto dos ex-escravos. É um ótimo contexto histórico que diz muito sobre as discordâncias ainda existentes na população dos Estados Unidos. Nas entrelinhas do longa encontramos importantes discussões: preconceito, racismo, xenofobia e até mesmo fake news. O capitão é um dos derrotados na guerra, ele perdeu tudo e viaja de cidade em cidade lendo as notícias de jornais para os habitantes locais. Durante um de seus trajetos pelas perigosas estradas do velho oeste, ele encontra a pequena Johanna (Helena Zengel) que escapou de um assalto a diligência que a transportava. A menina viveu anos com o povo indigena Kiowa após ter sido sequestrada de sua família alemã. Sua família Kiowa é assassinada pelo exército americano e a garota estava sendo transportada para viver com seus tios. Kidd acaba aceitando a missão de levar Johana para sua nova casa. É essa jornada longa e perigosa de um sulista ex-combatente na guerra civil e uma garota alemã criada por indígenas que acompanhamos.
A dupla protagonista é fascinante, Helena Zengel impressiona com uma atuação de impacto em uma difícil personagem. A garota de doze anos fala três línguas diferentes e passa por situações extremas em um papel que exige muito. Ao seu lado Tom Hanks demonstra sua já consagrada habilidade sabendo evocar muito bem o homem durão com traumas do passado que reencontra uma razão de viver. Porém, ele não é o cowboy clássico dos bangue-bangues, e sim alguém que é levado a tomar atitudes e ações dignas de um pistoleiro. Mesmo que a todo momento ele as tente evitar. Ambos têm de superar traumas, enfrentar as dificuldades do presente e encontrar seu lugar no mundo enquanto viajam pela linda fotografia de Dariusz Wolski. Durante a jornada temos algumas cenas pontuais de ação, impactantes e bem realizadas têm o objetivo de causar tensão e suspense. Mas todas elas também funcionam em prol da narrativa, seja deixando a dupla mais próxima, causando empatia em ambos ou mostrando mais a fundo como cada um daqueles personagens é.
Em “Relatos do Mundo” encontramos um homem e uma garota que perderam seu lugar no mundo e suas histórias. Em meio a grandes empecilhos e dificuldades, conseguiram se reencontrar e almejar um futuro juntos contando histórias.
A sinopse do filme apresentando uma crítica é o suficiente para expressar a minha opinião! Muito bom! O que realmente chama a atenção é a interpretação de Helena Zengel. Uma rara imersão no mundo do silêncio! Incrível como é capaz de fazer o corpo falar!!!
Tom Hanks é ótimo ator e carismático, não há como não criar empatia com seu personagem. Ótima atuação da linda menina revelação chamada Helena Zengel! Linda fotografia! Apesar de alguns clichês, o filme transcorre bem, com momentos de suspense, de ação e de emoção. Vale assistir!
As convenções do gênero estão presentes no filme, de modo que ele remete muito aos "westerns" clássicos, como Shane, ou mesmo os filmes de John Ford. A fotografia e cinematográfica são belas e bem executadas, com um apreço pelo figurino. Em questões de roteiro, há um forte elemento de redenção presente, a jornada do Capitão Kidd é cativante, é um homem bom, que se arrepende de decisões do passado e preferiu seguir de modo itinerante pelo Texas ao invés de encarar seus "demônios". Mas, a vida lhe força a lidar com um situação que ele não previa. O elenco é muito bom, Tom Hanks sempre carismático, passa confiança, afetuosidade e familiaridade a seu papel, parece alguém com quem nos importamos e queremos o melhor. A jovem Helena Zengel transmite um olhar de descoberta, espanto e adaptação, um personagem que nos importamos. A relação entre os dois é afetuosa e gera uma sensação de acolhimento. O filme tem algumas falhas, a ação é pouco entusiasmante, e a presença do Tom Hanks, involuntariamente ofusca um pouco os outros personagens, não por intenção do ator, mas pela forma com o roteiro foi construído. Contudo, os aspectos positivos do filme sobrepujam os negativos, de modo que o considero um bom filme de western, muito agradável de acompanhar.
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