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@cinemacrica
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2,5
Enviada em 12 de fevereiro de 2021
(Insta: @cinemacrica): O ex-combatente, capitão Kidd, muda drasticamente de ocupação e passa a usar a verbalização de histórias e notícias como instrumento de sobrevivência. Interpretado por Tom Hanks, o antigo militar migra de cidade em cidade nos EUA do final do Século 19. Em dado momento, Kidd se depara com uma pequena garota abandonada e assume a responsabilidade de devolvê-la aos únicos familiares vivos, seus tios. Considerando que o design de produção primoroso, que aqui está presente, é praticamente algo esperado para uma obra desse porte, pode-se destacar as atuações da dupla principal como pontos altos. Hanks mantém o magnetismo do herói superador de adversidades: não há como não criar empatia. Ao seu lado, ótima atuação de Helena Zengel (Transtorno Explosivo) interpretando uma criança rebelde. A propósito, considero-a uma das maiores revelações juvenis. A mídia tem feito paralelos com "Central do Brasil". De fato existem semelhanças: jornada literária baseada em levar cultura para não letrados, relação entre gerações, processo de conhecimento íntimo da dupla protagonista induzido por um contexto adverso. Portanto, a comparação não só é possível, como torna didática a explicação do porquê a obra norte-americana é rasa. Em termos estruturais, é esperado que o arco mestre da jornada seja sustentado por subtramas capazes de demonstrar elementos como: o porquê de o adulto do relacionamento se interessar genuinamente por uma criança alheia ao seu cotidiano, como a relação amadurece mutuamente a ponto de virar amor, mergulho no íntimo do protagonista para embasar motivações, entre outros. O que se vê, contudo, é o esboço dessa estrutura , mas populada com insumos banais. A preocupação reside muito mais em oferecer episódios aventurescos e estéreis do que comprar o desafio de explicar a evolução das relações humanas com profundidade.
Um filme DISPENSÁVEL! Os relatos apresentados pelo personagem de Tom Hanks durante a película são tão desinteressantes quanto o próprio desenrolar dos relatos de sua própria experiência no filme. O ponto forte do filme talvez seja a reconstrução dos cenários dos EUA após a guerra da Secessão. Um país polarizado e com cicatrizes expostas em consequência da Guerra. No entanto, a história é pouco inspirada para mostrar a redenção moral e existencial de um ex combatente de guerra. Por retratar tempos difíceis talvez a escolha de uma criança branca e de olhos azuis pudesse ser justificada pela violência daquele período que extrapolava a cor da pele ou a etnia indígena. Nessa linha survive e autoconhecimento a história vai se desenrolando em "linha reta" como o personagem de Hank sugere que deve ser a vida. O fim já é previsto por todos, mas o que fica é a sensação de já ter visto inúmeros filmes sobre acertos de contas com o passado e reinvenção de personagens com lembranças mais enriquecedoras do que esta obra dirigida por Paul Greengrass.
O filme conta com excelentes atores. É bem filmado. Belas cenas e belos cenários. A história, em si, é chata. É somente mais um filme empurrado. Tem que fazer força pra ficar interessado. Dá a impressão que vai ser diferente e interessante, mas entrega cenas clichês em sem muito sentido. É raso. Está acima da qualidade ruim dos filmes produzidos pela Netflix. Mas é bem "Sessão da Tarde".
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