Os Fabelmans
Média
4,1
216 notas

23 Críticas do usuário

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JRusso
JRusso

69 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 30 de dezembro de 2025
Delicadíssimo filme de Spielberg sobre seu amor ao cinema e os conflitos domésticos que, talvez, atormentaram um dos maiores diretores de cinema da história por toda a vida. Os Fabelmans é um tipo de filme que abraça ao criar tramas duras, mas sem escorregar no dramalhão. Michelle Williams mais uma vez faz um trabalho gigante e é a grande estrela do filme.
Cid V
Cid V

271 seguidores 667 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de outubro de 2025
Sammy Fabelman (LaBelle) é um garoto que fica com uma impressão duradoura de uma cena a simular um desastre de trem em O Maior Espetáculo da Terra, filme assistido com o pai, Burt (Dano) e a mãe, Mitzi (Williams). Ele a reproduzirá inúmeras vezes quando o pai o presenteia com um trem de brinquedo. A família viaja para um acampamento, com a presença do inseparável amigo de Burt, Bennie (Rogen) e Sammy filma vários momentos. A mãe de Mitzi falece, deixando-a emocionalmente descompensada. Um irmão da falecida, Boris (Hirsch), conta de suas experiências no cinema, quando trabalhou em um filme mudo, em 1927.

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Fabiovr
Fabiovr

8 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de janeiro de 2025
Spielberg honesto e “compartilhador” de histórias bem suas...
Mas esse não é apenas mais um filme que fala da descoberta e amor pelo cinema, ou da dor do antissemitismo.
Em uma das suas entrevistas sobre o filme, ele fala que é também um filme sobre perdão, e de fato é.
A quase biografia com nomes fictícios nos leva a entender como a infância, a adolescência e sobretudo os dramas vividos, forjaram um diretor de tamanha criatividade e sucesso. Talvez a expectativa com uma biografia que ultrapasse sua adolescência possa decepcionar ou incomodar um pouco alguns fãs que gostariam de ver mais sobre a gestação de suas grandes obras.
Vale muito a pena assistir e aplaudir sua coragem. Coragem inclusive de expor sua própria mãe ao passo que também a perdoa e acolhe dentro dos limites de sua visão adolescente. Como reproduzir lares sem conflitos e perfeitos nas suas obras, não é? O filme também deixa à mostra aquela eterna receita; o tempero da adversidade vale sim, mas um talento sem apoio e incentivo morre sem ser percebido. Muito bom!
Num Sei
Num Sei

8 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 17 de setembro de 2023
Gosto de me referir a esse filme como o filme do Spielberg sobre o Spielberg. Vi pessoas falando mal do filme por ser muito melancólico, mas isso é esperado de um filme semi auto biográfico que apresenta os fatores do sucesso de um gênio do cinema. Pesquisando um pouco, me surpreedi com o número de fatores reais, incluindo: spoiler: a descoberta da traição da mãe, o encontro com John Ford (note que esse é 100% real, incluindo as marcas dos beijos), e incrivelmente a garota gamada em Jesus
. Poderia ficar horas falando de como o que faz esse filme são os mínimos detalhes, o sentimento, novamente trazido pela direção impecável do maior diretor do cinema (na minha opinião). Um dos momentos que mais me intrigaram para saber se é real ou não é quando spoiler: o valentão da escola se emociona com o filme do Sam (ou Steve)
. Se esse momento for real e a fala "não farei um filme sobre isso" também, temos aqui uma das maiores quebras da 4ª parede existentes. Na verdade duvido muito que Spielberg eventualmente revelará a veracidade do momento, já que ele teria que cumprir a promessa. Em resumo, um bom filme 4,3 recomendo. (Arredondei para 4,5 pelo carinho que eu criei pelo filme)
Adauto Jose Mendes d.
Adauto Jose Mendes d.

2 seguidores 11 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de fevereiro de 2023
Um filme bonito, gostoso de se assistir e foi esnobado pela academia. Uma bela homenagem ao cinema.
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de fevereiro de 2023
"The Fabelmans", novo filme de Steven Spielberg é  tão pessoal que é difícil de comentar ou avaliar, seu roteiro é um primor na construção de personagens, todos extremamente tridimensionais, quebrados, amorosos e carismáticos, talvez a construção ou acontecimentos, principalmente no núcleo de desenvolvimento de Sammy podem incomodar um pouco, porém, sendo os fatos baseados em lembranças de um dos maiores diretores do cinema de todos os tempos deixa os erros banais e dá um tom mágico a obra. A direção é calma, contida, com planos simples e ótimas tomadas, sempre buscando o lado emocional de seus personagens, a trilha sonora é fantástica, a fotografia muda conforme a localidade dos personagens e o ritmo é bom. Um dos pontos altos é a atuação, todos os personagens são bons, porém Michelle Willians está impecável, fazendo uma personagem angustiada e cheia de contravenções sentimentais, e a atriz consegue expressar todos os lados desse sentimento. 8/10
Arthur
Arthur

23 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de março de 2023
Os Fabelmans e sem noção de duvidas um dos melhores filmes de 2022. a maioria dos filmes que vejo hoje em dia não me passam nada. Acredito que hoje em dia falta o desejo de expressar seus mais profundos sentimentos em uma tela, coisa que o infame, Steven Spielberg conseguiu fazer com esplendor, nesse filme.
Desde de o começo do filme percebemos uma o quão magico o cinema é. E como ele pode despertar e revelar coisas que olhos sem nenhuma criatividade não conseguem ver.
Sammy (Gabriel LaBelle ) o protagonista e um pequeno rapaz que desde pequeno demostra um talento sem limites para o cinema. no começo do filme ele se recusa a ir ao cinema. Reclamando que as pessoas vão fica grande demais, mas depois ele sai com uma ideia que ninguém, felizmente, vai conseguir tirar de sua cabeça: a de se tornar cineasta.
Não posso deixar de falar da atuação primorosa de Michelle Williams como mitizi a mãe de Sammy.
o ponto alto para mim, foi a descoberta de de Jimmy quando ele percebe que os seus pais, não são apenas os seus pais, mas são pessoas com sentimentos e ideias diferentes da dele.
Esse filme em minha opinião e uma declaração de amor ao cinema .faz tempo que não sinto uma euforia de sensações, um misto de alegria felicidade e desespero.
Esse filme e impressionante
O bão do Marcelão
O bão do Marcelão

19 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de janeiro de 2023
UM FILME PARA REVISITAR MOMENTOS DE FAMÍLIA

Steven Spielberg é daqueles diretores e cineastas que vira e mexe, gosta de vir com alguma surpresa. E isso aparece em cada filme que dirigiu. Seja na temática das aventuras ou do drama, ele se mostra um craque.
Depois dos costumeiros ‘trailers’ de filmes recomendados para se assistir no grande circuito, Spielberg vem à telona como ele mesmo. Na mensagem, uma importante reflexão de frequentar os cinemas tradicionais – uma senha para o congraçamento e reunião de pessoas para bate-papo?
Com boa bagagem de vida, já é muito manjado o mundo das celebridades lançarem livros ou exibirem suas memórias no rolo do projetor. Spielberg sucumbiu a esta tentação.
“Os Fabelmans” é a materialização dos momentos vividos pelo diretor e sua família numa época que, ainda hoje, traz saudade a várias gerações: os anos 1950.
Sammy é o protagonista e se encanta (ou melhor, fica impactado) com a beleza que o cinema traz nas salas – aliás as grandes salas luxuosas com carpete e muitas cadeiras. Mas, particularmente, uma cena de acidente ferroviário não sai de sua cabeça.
Com o mote de que a vida imita a arte, Sammy procura recriar a mesma cena que viu na sala de cinema em casa. Ele tem um trem de brinquedo. E também uma pequena câmera nas suas mãos.
Inconscientemente, ele une o útil ao agradável. Tem o apoio da mãe, uma pianista que guarda um segredo que será revelado nas edições/cortes dos filmes caseiros de Sammy. Já o pai é ligado ao que hoje se consideraria os primórdios da informática.
Justamente será por motivo de assumir novos cargos que o pai e a família vão se mudar mais de uma vez. De New Jersey para a ensolarada Arizona. E, um pouco mais adiante, para a Califórnia.
Nesse salto, Sammy e todos vivem momentos felizes no primeiro pulo, em Phoenix. Porém, a Califórnia se traduzirá em desafios, superações, descobertas e, claro, mais quilos e quilos de celulose produzidos.
Aos poucos, temas como o antissemitismo, o avanço tecnológico nos equipamentos para se produzir filmes e relações estáveis (outras nem tanto) ganham forma.
Ah! Aliás uma dica: tente achar uma cena em que o sucesso “E.T – o Extraterrestre” é lembrado em “Os Fabelmans”.
Spielberg derrama seu diário íntimo e o compartilha com o espectador da poltrona em mais de duas horas. Ao contrário do que se imagina, não é um dramalhão carregado. A cada evolução de cena, mais surge a vontade do que vai acontecer em seguida.
Há trechos em que um filme está dentro de outro filme: coisas que poucos, como Spielberg, dominam. Isso beira a um milagre. Tecnicamente seria a sobreposição de realidades?!
Só fica a expectativa de quando o garoto formado no colegial e convidado para fazer o filme de sua turma vai tomar seu destino em suas mãos.
Mesmo numa aparição relâmpago, o colega de profissão de Steven Spielberg, David Lynch, faz uma atuação de John Ford firme e decisiva nos rumos de um garoto que sofreu “bullying”, quando não existia nem a palavra e nem o conceito.
Se Michelle Williams nunca ganhou o Oscar, seria um bom momento para tal. O mesmo seria válido para Spielberg, pois é uma vergonha que a Academia nunca o reconheceu como cineasta que tem talento para dar e vender. Ao menos, um gesto pelo conjunto da obra, já que “Os Fabelmans” não seria a justificativa ideal para arrebatar a estatueta. Não quer dizer também que não deixa de ter qualidade (ótima, por sinal). Coisas de “bullying” moderno e direcionado para adultos.
Anderson
Anderson

20 seguidores 190 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 21 de janeiro de 2023
Nenhuma novidade. Spielberg é sinônimo de diversão sem abrir mão da qualidade. Nesta sua mal disfarçada autobiografia a simplicidade é a tônica, o que faz sobressair todo o deslumbramento, que se manteve intacto com o passar do tempo, com que foi tomado quando criança pela projeção de imagens em movimento . Esse mesmo deslumbramento assalta-nos a nós espectadores enquanto acompanhamos a historia do menino que, em meio a conflitos familiares e pessoais, entrega-se à sua paixão. A trilha sonora de John Williams emoldura com perfeição a fotografia de Janusz Kaminski. Soa como se fosse um brinde: David Lynch exigiu ficar uma semana fantasiado de John Ford como condição para interpretar o famoso diretor. Cenas lindas e emotivas, como a em que se abstrai do mundo enquanto encosta a câmara ligada ao ouvido ou a em que se observa no espelho filmando enquanto na realidade está inerte ao que se passa à sua frente, mostram o poder do cinema em sua vida. E, como consequência, nas nossas.
Carlos P.
Carlos P.

266 seguidores 431 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 8 de janeiro de 2023
Quando li sobre o filme e vi o trailer, achei que estaria vendo o melhor filme do ano. Não achei isso, ficou um pouco abaixo das expectativas. Houve um momento em que pareceu que o filme se perdeu, se prolongou demais. Faltou algo grande, que me causasse um grande impacto. Mas esses argumentos só valem para justificar que não eto melhor filme do ano, não tiram o fato de que é um filme muito bom.
Dentre as coisas que gostei no filme, Paul Dano e Seth Rogen interpretando adultos em papéis de pai de família e tio foram quase uma novidade pra mim.
Michele e Gabriel tem atuações excelentes.
Mas a melhor coisa vem de uma frase que ouvi uma vez: as pessoas se interessam por coisas quando vêem alguém fazendo aquilo com paixão. O personagem principal (inspirado no próprio Spielberg) é tão apaixonado pelo que faz, que até nós emociona.
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