A nova produção original da Netflix possui um bom argumento, satirizar as tradicionais comédias românticas. Aquelas sempre carregadas de utopias e clichês em todos os instantes. Em meio ao lampejo divertido da sátira aos contos de fadas e o lugar comum das próprias comédias românticas é onde encontra-se Megarromântico. _
A premissa abre espaço para vários comentários a respeito da estrutura padrão dos tais filmes citados, o que rende bons momentos de auto-paródia. As conveniências narrativas, o padrão de beleza, os números musicais... tudo isso é assunto, e o filme trabalha bem com esses elementos. O problema acontece quando precisa silabar sobre o que já está explicito em cena. Se rende a necessidade de explicar praticamente tudo ao público, como se o mesmo já não fosse habituado aos clichês do gênero. _
Natalie (Rebel Wilson) é uma protagonista fora dos padrões que não se enxerga nos arquétipos empurrados goela abaixo. Logo, todo o amor idealizado pelas pessoas, para ela não serve. O longa é sobre a jornada de Natalie em encontrar-se, e saber que ela é digna de ser amada, não por alguém, mas por si. Wilson tem um bom timming cômico, embora o texto do filme minimamente atrapalhe com todas as exposições narrativas citadas a cima. Josh DeVine faz Josh, o melhor amigo. DeVine faz o básico, nada digno de elogios. Ainda temos Liam Hemsworth formidável em seu papel. _
A fotografia em certos momentos emula um senso onírico de fábulas, o que é legal. Desde o inicio sabemos onde o filhe irá chegar, as viradas típicas do gênero estão todas aqui. O filme é até sobre isso, mas não consegue rir de si mesmo com mais habilidade do que o necessário. Parece bem comedido entre a sátira e a homenagem, se abraçasse o primeiro teria mais sucesso. Tece algumas boas sobre padrões de beleza, amor e a desnecessária rivalidade feminina criada sobre as mulheres. Apesar de ser um pouco esquecível, é divertido e funciona como entretenimento, daqueles para se ver despretensiosamente e relaxar um pouco.
Na indústria cinematográfica, poucos gêneros conseguem ser tão clichês quanto os de comédia romântica. A verdade é que a sensação que temos é a de que filmes nesse estilo seguem uma fórmula bastante definida: mocinha conhece o mocinho; os dois se apaixonam, começam um romance; passam a enfrentar obstáculos que fazem com que eles se separem; de maneira a que, no final, os dois possam se reencontrar, fazer as pazes e viver felizes para sempre.
Seria bom que a nossa realidade espelhasse este tipo de cenário. Porém, a vida real é muito mais complicada. É isso que Natalie (interpretada pela comediante Rebel Wilson), a protagonista do filme Megarrromântico, dirigido e co-escrito por Erin Cardillo, aprende desde que era jovem: que não existe um homem perfeito, romântico e que, para resumir, os amores retratados pelos filmes de romance não são passíveis de acontecer.
Talvez, por isso mesmo, a sua grande aspiração na vida não é encontrar um amor para passar o resto dos seus dias, e sim, ser reconhecida pela arquiteta talentosa que ela acredita ser. Natalie trabalha num escritório e é responsável pelos projetos de garagem, a qual pode ser considerada como o patinho feio dos edifícios e prédios. Qualquer semelhança com a realidade de Natalie, que tem problemas de auto-estima, é mera coincidência.
O interessante em Megarrromântico é a virada que acontece na trama a partir do momento em que, após ser assaltada, ficar inconsciente e acordar numa cama de hospital, Natalie percebe que toda a sua existência se transformou numa grande comédia romântica, com direito a todos os clichês que esse gênero tem direito. O contraste entre o ceticismo de Natalie, a recusa dela em enxergar a realidade que estava o tempo todo na cara dela e a conjuntura exagerada dos romances é que faz deste filme uma obra bem bacana.
Entretanto, apesar da premissa ser muito interessante, Megarrromântico acaba resultando num filme muito bobo e esquecível – não entendo, aliás, a insistência em transformar o péssimo Adam Devine em um galã desse gênero. Na sua mente, irão ficar os elementos estéticos desta obra – notadamente a direção de arte, a partir do momento em que a vida de Natalie vira uma comédia romântica.
Ao mesmo tempo em que é bobo, é uma comédia romântica desconstruída...bem criativo apresentá-la dessa forma. O elenco é ótimo e Rebel Wilson, como sempre é a graça de tudo. A trilha sonora também é perfeita, faltando apenas para completar com chave de ouro, a música I Say A Little Prayer do filme O Casamento do Meu Melhor Amigo, pois mais clássica comédia romântica que essa não há. Dá pra se divertir bastante.
O filme é bem engraçado e trás uma mensagem de autoaceitação que antes de procurar um amor devemos nos amar primeiro, ótimas cenas é bem divertido de assistir e tá cheio de belos homens kkkk
Empenhada em seu trabalho como arquiteta, Natalie (Wilson) busca reconhecimento por seus projetos, deixando a vida amorosa de lado. Cética em relação ao amor, tudo muda após um acidente ao ser assaltada. Quando sua consciência volta, sua vida se torna uma comédia romântica.
o filme brinca com a maioria das comédias românticas, eu achei que iria dar umas risadas mas não foi tudo isso, acho que o filme se destaca mais pela trilha sonora do que pela própria história⭐⭐
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