Vidro é um filme simples e direto, mas escondido entre diálogos profundos e reflexivos. Diálogos esses que hora relembram o passado, fazendo a conexão entre os filmes da trilogia, e hora dão voz à oposição, firmemente, e livremente, desenvolvida durante a trama. Essa expressão das partes antagônicas, tão presentes na trilogia, acaba por transformar a dualidade em unidade, e é justamente isso que, não só da o tempero, mas também, faz de Vidro um filme diferenciado, diria quase que único no gênero. Só não digo único por conta do quase imperceptível Filhos da Meia Noite que, ao meu ver, guarda relação intrínseca com Vidro. Mesmo com universo imenso para ser explorado shyamalan optou por ser simples, direto e honesto, é aquele caso raro onde é preferível falar aquilo que temos de falar, ao invés de falarmos o que as pessoas gostariam de ouvir. Excelente final para a trilogia.
Incrível como mesmo depois de quase vinte anos, pode se fazer um roteiro arrematando a história com chave de ouro. Nesse filme, diferente dos outros, puxa-se a história para o lado dos heróis, no entanto sem perder a humanidade embutida na singularidade de cada personagem.
gostei muito, Shyamalan conseguede entregar um trabalho digno de encerramento de franquia, aconselho que nao assista sem antes rever Corpo Fechado pois o filme serve como uma ligaçao para vidro, tem pouco suspense mas o pouco que tem é suficiente para tirar o folego, James mcAvoy se destaca novamente com sua simplicidade em fazer multiplas transformacoes. nota 4.0/5.0
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