É em Terrifier que o slasher sanguinário realmente nasce, e talvez seja o melhor dos três filmes até agora. Aqui, Art the Clown é mais sádico, menos caricatural e funciona quase como uma máquina de matar, estabelecendo a base do personagem e introduzindo elementos e figuras que seriam retomados nos filmes seguintes. O filme trabalha uma sexualização sutil — algo recorrente no horror — que, neste caso, funciona dentro da proposta sem destoar do tom de violência extrema. Mesmo não sendo um título do qual eu seja grande fã, é inegável que Terrifier sabe chocar, cumpre o que promete e entende seu público. No conjunto, é um filme regular, mas eficiente, e possivelmente um dos slashers mais impactantes de sua época justamente por não tentar ser mais do que é: cru, direto e brutal.