Tenet
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3,7
607 notas

98 Críticas do usuário

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Gerson R.
Gerson R.

83 seguidores 101 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 10 de novembro de 2020
O mestre Stanley Kubrick dizia: “Se pode ser pensado, pode ser filmado” – quem sou eu para contrariar uma declaração de um dos maiores cineastas de todos – mas, vendo este novo trabalho de Christopher Nolan, creio que essa “regra” tenhas suas exceções – Tenet mostra que nem sempre uma história diferente e incomum pode se tornar algo estimulante ou totalmente satisfatório para o espectador – ou, ao menos, visualmente e narrativamente organizado o suficiente para que não soe como uma história apenas desnecessariamente confusa – como, lamentavelmente, é o caso deste filme, escrito e dirigido por Nolan, que, ao longo de uma carreira brilhante (tirando um ou outro momento), sempre foi famoso pela complexidade de suas tramas e na forma cirúrgica como as contava – mas, ao final da sessão de Tenet, confesso que não senti todo esse cuidado de construção narrativa, como havia acontecido em A Origem, sua trilogia do Batman ou até mesmo em Interestelar.

Assim como o filme estrelado por Leonardo DiCaprio em 2010, Tenet também envolve espiões – mas, desta vez, em modo mais clássico, a princípio – ao invés de invadirem sonhos, os personagens agora tem recursos para viajar ou prever o futuro – fazendo do longa uma mistura de ficção cientifica com tramas de James Bond – está franquia, aliás, admirada por Nolan – que insere situações bem aos moldes dos filmes do espião britânico – misturando, nisso tudo, elementos que irão nos remeter a outras obras como Minority Report, o próprio A Origem (pela complexidade da trama) e até Interestelar (pelas questões temporais e de física quântica).

Entretanto, a falha de Nolan (tanto pelo seu roteiro e sua condução de trama), vem de um certo desleixo em apresentar as situações e personagens de maneiras mais dinâmicas – algo primordial para garantir a movimentação de uma trama do gênero – e, se antes, os diálogos expositivos não eram tão incômodos nas obras do cineasta devido a boa fluência dos diálogos, em Tenet isso se torna quase que uma obrigação de cada cena – e, evidentemente, isso acaba por ser cansativo – deixando passagens confusas, demoradas e até mal ritmadas – é como se o diretor acreditasse que misturar tomadas em câmera reversa com outras para frente fosse um recurso genial – o que não é, mas poderia ser interessante – e, convenhamos, há momentos bem feitos disso – mas, no geral, parece ser uma regra forçada e pouco cinematográfica – causando uma sensação inusitada de confusão visual – e totalmente desnecessária – pois a trama não é tão complicada assim – mas, parte das explicações técnicas e cientificas o são – ao ponto de uma personagem dizer que é melhor “não tentar entender” como as coisas funcionam – o que, se comparado ao cuidado narrativo de A Origem, não deixa de ser decepcionante.

Tudo isso para contar a história de um agente da CIA (Washington) – identificado apenas como “o protagonista” – que, após ser capturado em uma missão de recuperação de um misterioso artefato na Ucrânia, recebe um convite para participar de um time secreto de agentes – chamados de “Tenets” – para localizar o perigoso terrorista anglo-russo, Andrei Saitor (Branagh), que tem planos desconhecidos com o item perdido na missão no leste europeu – tentando se aproximar de Saitor através da esposa dele, a avaliadora de quadros valiosos, Katherine (Debicki), o protagonista contará ainda com a ajuda do agente Neil (Pattinson) e com as inusitadas armas supostamente vindas de outra época – envolvendo viagens no tempo e leis de física reversa.

Embora as explicações sejam confusas e até cansativas, a história de Tenet é bem simples – lembrando bem um filme de 007 – note como a desenvoltura do personagem de John David Washington (de Infiltrado na Klan) é parecida, às vezes – e isso é algo bem demonstrado pelo ator, que mostra força e desenvoltura para a ação, sabendo manter uma ironia fina e um pouco de personalidade – ou pelos menos o máximo possível disso, já que o roteiro de Nolan não se aprofunda muito em mostrar tais coisas – afinal, quais as reais motivações dele? Ou do personagem de Robert Pattinson – que, infelizmente, é o “encarregado” de dar todas as explicações sobre os funcionamentos das “leis” dos Tenets – um ótimo ator, que faz o que pode com um personagem que, dada a sua importância, deveria ter sido melhor construído – soando apenas como um coadjuvante de apoio, o melhor amigo do protagonista e nada mais – essa frieza dramática fica visível quando Nolan tenta supostamente emocionar com a relação de amizade dos dois mais ao fim – e o recurso falha, pois isso não foi bem desenvolvido antes.

Essa falta de cuidado também acaba caindo sobre o relacionamento abusivo que a personagem de Elizabeth Debicki vive com o terrorista Andrei de Kenneth Branagh – enquanto que a atriz se esforça para tornar crível o drama de sua personagem sobre a chantagem emocional que sofre para permanecer ao lado do marido autoritário e manter contato com seu filho pequeno, ainda sobra tempo para desenvolver uma tensão sexual com o personagem de Washington – já Branagh faz de seu vilão um ser devidamente temível e asqueroso – tentando evitar alguns clichês em suas expressões, o ator nada pode fazer com diálogos pouco inspirados (“Se você não pode ser minha, não será de mais ninguém”) ou com a tentativa tímida de colocar ideais com alusões religiosas por trás de suas motivações para o terrorismo – além de seu sotaque russo não convencer em todos os momentos – de um ator tão fino como ele, é de se estranhar que sua voz soe artificial em alguns pontos – sem falar que o roteiro chega ao ponto de transformar uma tentativa de homicídio entre o casal em algo... corriqueiro – e até pouco funcional para a trama.

Ainda falhando na forma como insere outros personagens – como a Priya de Dimple Kapadia, sempre pausado a narrativa quando surge – Tenet também relega Michael Caine para uma ponta que só serve para inserir mais alguns diálogos expositivos – uma verdadeira marca registrada desse filme – que, infelizmente, acaba sendo irregular em seus atributos técnicos também – em especial sua edição de imagens – confusa, com cortes rápidos demais em momentos chaves (repare no terceiro ato), tornando as cenas de “inversão” ainda mais complicadas do que deveriam ser – mas, nesse ponto, há detalhes curiosos – especialmente quando as realidades de tempo atual e futuro se encontram – achei particularmente boa a cena onde dois personagens lutam – mostrada uma vez pelo ponto de vista de um e, depois, do outro – há ainda a cena do avião e a emboscada promovida pelo protagonista e por Neil, envolvendo um “engavetamento” com um caminhão de bombeiro e outros veículos – entretanto, Nolan parece ter ficado desleixado para conduzir com mais adrenalina alguns momentos – a perseguição com carros andando de ré soa lenta e até sem ritmo – acho que nunca tinha visto uma tomada com veículos tão devagar em um longa de ação – mas é digno de alguns elogios as cenas reversas de tiroteio e lutas – no geral, bem coreografadas – porém, não muito memoráveis – só ganhando força com o apoio rítmico admirável da ótima trilha-sonora de Ludwig Göransson – substituindo à altura o colaborador habitual de Nolan para música, Hans Zimmer – e a fotografia bem esclarecida de Hoyte Van Hoytema evita o uso de filtros artificiais para suas composições – o que ajuda, principalmente, na batalha final.

Mais longo do que deveria, Tenet ainda promete uma continuação – ditando um universo de filmes que irá necessitar de um cuidado maior para o desenvolvimento de sua trama que viaja pelo tempo – em uma época de roteiros bem alinhados sobre o tema – principalmente na série Dark – Christopher Nolan acaba por entregar sua obra mais fraca – entretanto, com alguns pontos interessantes e até diferenciados – embora não mostrados de uma forma mais criativa ou dinâmica – ou seja, é como ter um belo poema em mãos, mas não conseguirmos ler ele todo de uma forma mais clara.

Algo que espero não acontecer com os próximos projetos do diretor, que, como todos sabem, é um dos melhores de sua geração – ele não pode voltar no tempo como os personagens do filme, mas pode voltar a nos trazer obras melhores acabadas e desenvolvidas como já fez no passado.
Luiz Antônio N.
Luiz Antônio N.

30.873 seguidores 1.298 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 6 de dezembro de 2020
Um agente secreto embarca em uma missão perigosa para evitar o início da Terceira Guerra Mundial.

acho que seria melhor ter visto o filme de trás para frente, quem sabe não entenderia melhor do que se trata o filme, uma história bem complicada mas que depois você começa ajuntar as peças entender um pouco mais, é o tipo de filme que tem que ser visto sem nem piscar direito ou então você perde o rumo da história, e outra coisa que eu entendi e depois fui pesquisar e a verdade o nome do filme é um palíndromo ou seja tanto faz ler de trás para frente do que de frente para trás, isso foi interessante
DUDU SILVA
DUDU SILVA

78 seguidores 335 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 1 de novembro de 2020
Confunso e com cenas de ação muito bem feitas, essa é a melhor frase pra resumir tenet. E eu espero estende-lo futuramente
Mauro A
Mauro A

16 seguidores 99 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 3 de dezembro de 2020
Dei a nota de regular para este filme, onde, tem uma trama muito interessante, efeitos especiais fantásticos, mas chega em determinados momentos que vem a confundir o espectador com incoerências no roteiro. Como podem ver pela crítica do Adoro Cinema, trata-se de um exército do futuro que vem à época atual para salvar a humanidade de um louco que quer explodir uma bomba atômica capaz de iniciar a terceira guerra, porém, há um momento em que a personagem Laura diz ao protagonista (pode-se dizer que é um 007 negro) que existem nove bombas daquela espalhadas pelo mundo, mas apenas uma desativada e o filme termina em happy-end. Onde estão as oito demais? Parece que o diretor e roteirista Nolan quer mesmo fazer uma confusão na cabeça do espectador, a fim de que ele volte ao cinema para tentar entender a história. Eu não volto, assistir este filme duas vezes é demais. Mas se há uma coisa que eu posso chamar de magníficas, são as cenas da batalha final onde o exército se move para frente, enquanto o mundo à sua volta anda para trás, vai ser uma sacanagem se não derem o oscar de melhores efeitos especiais para este filme. Eu daria nota 10 se a grandona da atriz ELIZABETH DEBICKI ficasse nua por uns cinco minutos e mostrasse aquele seu corpanzil fininho de 1,90 m.
RodolfoNEO
RodolfoNEO

25 seguidores 28 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 30 de novembro de 2020
Minha cabeça está explodindo ainda mas de trás pra frente, Nolan é retardado e fuma muito.

Surpreendente!!!
Kfrag
Kfrag

14 seguidores 46 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 4 de agosto de 2021
É o filme mais confuso e estranho que vi na minha vida. Assisti por conta do Oscar, a única coisa boa são os efeitos...mas não vale a pena.... Impossível entender esse filme...sem explicação
Victor F.
Victor F.

13 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 8 de novembro de 2020
Filme muito além das expectativas, fui esperando algo morno, mas conseguiu transmitir mais que isso.
Muito bom, vale a pena.
Phelipe A.
Phelipe A.

63 seguidores 135 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 12 de maio de 2022
Depois de um longo período sem estreias o diretor Christopher Nolan nos presenteia com TENET, uma obra espetacular recheada de muita ação, em um filme imersivo, com uma trama complexa e digna de Nolan.

Tenet nos leva a conhecer “O Protagonista” (John David Washington), recrutado por uma organização misteriosa, chamada Tenet, para participar de uma missão que tem como objetivo salvar o mundo. Para concretizar sua missão, O Protagonista, conta com a ajuda do espião inglês Niel (Robert Pattinson) para impedir que Andrei Sator (Kenneth Branagh) que, de alguma forma, se comunica com o futuro, inicie uma guerra mundial, que culminará com o fim de toda a humanidade.

Tenet nos presenteia com grandes cenas de ação, com um início frenético, onde O Protagonista tenta impedir um ataque terrorista numa sala de espetáculos, na Ucrânia.

O filme tem uma trama complexa e, não poderíamos esperar menos de Nolan. À medida que a história avança, é apresentado um mistério, um quebra cabeça para decifrar e entender o que se passa. É nos mostrado o conceito de inversão do tempo, que se mostra bem diferente dos conceitos de viagens no tempo que já conhecemos, mas como era de se esperar, as explicações não são dadas logo de cara. O filme, apesar de longo, prende a atenção a cada detalhe, pois assim a história vai ganhando forma e todas as peças se encaixando.

Por conta da inversão do tempo, vemos cenas totalmente indescritíveis, que de início parecem até confusas e descoordenadas, mas com a fusão entre passado e futuro, tudo se encaixa perfeitamente. Esse encaixe ocorre de uma maneira um tanto natural, seja pelas motivações ou decisões para tomar determinadas ações. Apesar dessa sensação inicial de confusão, essas cenas são as mais insanas e impressionantes do filme, tudo está acontecendo ao mesmo tempo e você simplesmente não quer piscar para não perder nenhum detalhe.

O filme conta com um ótimo elenco, Washington apresenta um brilho invejável em todas as suas cenas intensas de ação, além disso, o ator manifesta uma integridade em suas expressões, nos mostrando que está ali aprendendo tudo a respeito do novo conceito apresentado sobre a inversão do tempo, ao mesmo tempo que o público.

Pattinson tem um personagem carismático e com um certo charme, em alguns momentos até cômico, mas sempre carregando em si um mistério, como se não contasse tudo o que sabe.

Branagh tem uma atuação incrível, nos faz sentir raiva e até medo quando surge em cena, mas aqui faz falta uma motivação para sua decisão de acabar com o mundo, temos um vilão que não foi tão aprofundado como deveria e, demonstra somente uma motivação egoísta para o fim de toda a humanidade.

O que vemos é um filme imersivo, cheio de reviravoltas, uma trama complexa, digna de Nolan, além de uma fotografia simplesmente incrível. Um ótimo filme para o retorno aos cinemas e que deixa bastante espaço para discussões e elaboração de teorias.

Tenet não é simplesmente um convite para ir ao cinema se distrair e, sim para tentar desvendar os mistérios que são apresentados durante todo o filme.

Afinal, o que aconteceu, aconteceu.
Gil Arcanjo
Gil Arcanjo

1 crítica Seguir usuário

2,5
Enviada em 6 de novembro de 2020
Confuso e cansativo. O que salva são as cenas bem elaboradas de adrenalina/ação. Esperava mais desse filme. Conselho: EVITE PERDER 2h30min da sua vida kkkkk
Carlos E P Faria
Carlos E P Faria

3 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 13 de dezembro de 2020
Infelizmente assisti o filme me questionando "esse filme não acaba". Confuso, barulhento e cansativo. Um agente que não é secreto e uma ficção que não tem tecnologia. Somente a ação é salva. Por fim, o papel do protagonista pouco envolvente.
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