Cafarnaum
Média
4,5
238 notas

53 Críticas do usuário

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Ricardo L.
Ricardo L.

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5,0
Enviada em 5 de maio de 2020
Um dos melhores filmes de 2018! Aqui temos uma história que não só comove, como alerta o mundo sobre desigualdades, tanto social como cultural que aflige uma sociedade doente e egoísta, com um a direção excepcional da boa diretora Nadine Labaki que consegui aqui ter seu melhor trabalho, se entregando totalmente, com enquadramentos bem feito e dando o tempo certo em todos os diálogos, destaque ainda para a atuação espetacular de Zain Al Rafeea que interpreta um pequeno garoto que leva consigo todo o peso familiar. Cafarnaum é uma obra de arte.
Nelson J
Nelson J

51.035 seguidores 1.978 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de fevereiro de 2019
Obra prima que poderia ter levado o Oscar de melhor filme estrangeiro, mas que perdeu para o lobbie pró México. Filme retrata a miséria e o drama das pessoas que buscam refúgio. Um garoto de Alepo sofre com a miséria da sua família que vende filhos para se sustentar e na rua presencia mais miséria de refugiada de um lugar ainda pior que veio como prostituta, mas que ao engravidar fugiu para manter a criança escondida. O garoto irá processar os pais por ter nascido e pede para que não tenham mais filhos, pois não os amam.
Luiz Antônio N.
Luiz Antônio N.

30.873 seguidores 1.298 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de abril de 2019
Depois de fugir de seus pais negligentes e abusivos e cometer um crime violento, um esperto garoto libanês de doze anos é condenado a cinco anos de prisão. Como protesto contra a vida que lhe foi imposta, ele processa o casal que o criou.

um filme Libanês que Vale realmente cada minuto, com mais de duas horas de duração, mas foi sensacional só o sofrimento do menino já nos emociona do começo até o fim, dá vontade de poder cuidar dele, filme muito bom recomendo Com certeza⭐⭐⭐⭐
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de abril de 2019
Além de ser o título do filme dirigido e co-escrito por Nadine Labaki, Cafarnaum é um termo que faz referência ou a um lugar em que há tumulto ou desordem ou a um local onde objetos diversos são amontoados ou guardados desordenadamente. Ou seja, quem está no cafarnaum está diante do caos. Quando conhecemos a realidade na qual Zain (Zain Al Rafeea) vive, entendemos o por quê do longa ter esse nome.

Aos doze anos, Zain é um típico exemplar de uma criança que, devido às suas circunstâncias de vida, não consegue ser, agir e ter as mesmas experiências que outros meninos de sua idade. Ele não estuda ou tem momentos de lazer. Da forma como é retratado pelo roteiro, Zain é o que podemos chamar de provedor de sua família, o verdadeiro adulto da casa. Ele trabalha e se submete a diversas situações degradantes e sufocantes para poder trazer o sustento para seus pais e seus irmãos.

Apesar da pouca idade, é certo que Zain tem uma consciência muito grande do seu papel e das responsabilidades que ele possui. Chega a ser chocante que ele seja o único a se sentir revoltado quando sua irmã, de 11 anos, a quem ele amava muito, é forçada a se casar com um homem mais velho. Para os pais dele, o que era uma oportunidade de se “livrar” de mais uma boca para alimentar, para Zain significou o limite do que ele podia suportar.

A jornada de Zain, spoiler: do momento em que ele decide sair de casa, até o instante em que ele faz a escolha que mudará por completo o curso de sua vida
, é o eixo principal de Cafarnaum. No filme, o menino entra em contato com pessoas e com histórias semelhantes à sua, ao mesmo tempo em que vivencia um estranho sentimento de acolhimento, de cuidado e de amor, diante de toda essa confusão que é a existência dele.

Vencedor do Prêmio do Júri do Festival de Cinema de Cannes 2018 e indicado ao Oscar 2019 de Melhor Filme Estrangeiro, Cafarnaum é um longa intenso e forte, que deixa a gente com um nó na garganta difícil de desatar (mérito de uma atuação visceral do menino Zain Al Rafeea). Mais do que uma história de um garoto que é uma vítima de uma realidade injusta de miséria e de exploração que ele não escolheu viver, de um Estado que não ampara seus habitantes e de pais negligentes; este é o relato de algo que é muito mais comum do que a gente imagina. Existem muitos Zains por aí.
Carlos Castro
Carlos Castro

989 seguidores 343 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 28 de fevereiro de 2019
Cafarnaum é uma obra que reflete uma boa apuração e feeling. A diretora equilibra bem o caráter emocional do filme ao usar com harmonia e sutileza recursos como a música e cenas que escancaram a miséria da criança. Há tristeza, ódio, fome, desespero, superação e até mesmo o humor encontra seu espaço. Com a mesma habilidade ela cria o ambiente hostil que é a cidade onde acontece a história, percebemos a sujeira das ruas e sentimos a pobreza que paira por elas. A fotografia crua ajuda a criar essa atmosfera repugnante e a atuação do menino é incrivelmente realista, conseguindo nos convencer sobre as consequências que essas mazelas podem trazer.
Falta fluidez a partir da segunda metade do filme, tanto nos diálogos truncados, quanto na narrativa que se repete e parece andar em círculos por um bom tempo. Essa barriga traz um problema sério de ritmo, mas não compromete pela montagem que aos poucos, através de flashbacks, nos entrega fatos pertinentes para acompanhar o presente da trama.
Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

1.008 seguidores 1.229 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de dezembro de 2024
“Cafarnaum” é uma joia preciosa do cinema libanês contemporâneo. Dirigido por Nadine Labaki e escrito em colaboração com Joelle Keserwani, Jihad Hojeily e Georges Khabbaz, o filme apresenta uma história profundamente comovente e provocadora. A trama acompanha a jornada de Zain, um garoto que, em meio à miséria extrema, toma a decisão radical de processar seus pais por terem lhe dado a vida. Com uma abordagem ousada, o filme explora as duras realidades da pobreza, negligência e injustiça enfrentadas por crianças marginalizadas no Líbano.

Produzido ao longo de anos, com impressionantes 500 horas de filmagem, Cafarnaum adota o estilo “cinéma vérité” para criar uma narrativa autêntica e visceral. Sem o uso de atores profissionais, a performance do elenco é impressionante. Zain Al Rafeea, em sua estreia no cinema, é uma revelação absoluta, transmitindo uma intensidade emocional rara. A atriz que interpreta a empregada etíope, assim como o juiz aposentado que assume seu próprio papel, contribuem para o realismo marcante da obra. De fato, o filme é tão imersivo que, em muitos momentos, é difícil discernir se estamos assistindo a uma ficção cuidadosamente roteirizada ou a um documentário cru.

A cinematografia é igualmente notável, revelando o lado mais sombrio do Líbano – bairros negligenciados e condições de vida que clamam por justiça social. A trilha sonora, assinada por Khaled Mouzanar, eleva ainda mais a experiência, proporcionando uma camada emocional que complementa a narrativa com perfeição.

“Cafarnaum” é um feito extraordinário, e o Prêmio do Júri em Cannes é mais do que merecido. A última cena do filme ecoa o impacto de clássicos como Os Incompreendidos (1959), de François Truffaut, ao transmitir esperança em meio à adversidade. Nadine Labaki entrega uma obra devastadora, porém essencial, que ressoa muito além das fronteiras culturais e geográficas. Uma verdadeira obra-prima.
Bruno Campos
Bruno Campos

630 seguidores 262 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de dezembro de 2018
A incrível história de um menino de 12 anos q cuida dos irmãos, abandona os pais para viver com refugiados e os processa, para q não tenham mais filhos. Fortíssimo, tocante e real. Imperdível.
Otavio W.
Otavio W.

451 seguidores 247 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2019
Hoje dia de assistir um filme árabe com uma bela lição de vida, mas que se desenvolve numa história e personagens muito exagerados, não deixando muito claro essa lição de forma explícita. O filme conta como um jovem garoto tem que assumir diversas responsabilidades, desde as obrigações com a família, cheia de trambiques e maracutaias, até sobreviver na sua grande aventura, cheia de coadjuvantes e loucuras, com bastante exagero, para mostrar o quanto é complicado viver num mundo onde as pessoas parecem mais abandonadas do que ajudadas. A introdução mostra uma situação louca, de como uma criança culpa os pais por tê-la colocado no mundo, algo pesado, mas que serve bem para o que está por vir. A aventura tem um bom drama inicial, focado na venda de crianças para casamentos arranjados, e isso logo coloca o protagonista numa outra aventura, de abandonar tudo em busca de algo melhor. mesmo que seja interessante e dramático acompanhar a aventura, tudo é exagerado para o universo de uma criança. As escolhas parecem mostrar a ingenuidade misturado com a responsabilidade. Mesmo para um adulto, algumas decisões seriam um tanto fortes, mas o filme deixa uma certa simplicidade nas decisões, tudo parece ter uma única saída, até mesmo nas situações super dramáticas. Até o fim do filme tudo parece não querer se resolver, parece mais uma aventura louca, dramática e infinita. Para fechar o elo, tudo parece se resolver para se chegar no ponto introdutório, mostrando que a acusação louca é fruto de algo pesado e indigesto, que merece muita atenção, além de prolongar ainda mais o drama que o filme mostra. No geral, um filme que mostra uma aventura muito louca e exagerada para mostrar uma lição de vida que não precisava desses exageros, alguns dramas parecem nem pertencer a isso, deslocando um pouco o objetivo durante o miolo do filme, mas outros merecem bastante atenção para algo muito maior.

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Guilherme M.
Guilherme M.

104 seguidores 154 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de janeiro de 2020
Filme espetacular, a interpretação do menino Zain é digna de Oscar, o filme retrata uma situação bem realista dos menos favorecidos no Líbano, um filme pra ver e rever! Nota: 9,5/10
anônimo
Um visitante
5,0
Enviada em 24 de março de 2019
É sem dúvida um excelente filme, muito realista e tocante que consegue fazer com que o espectador se impressione com tal realidade.Levantando discussões importantíssimas sobre diversas mazelas que afetam menores de idade em países muito pobres.O roteiro do filme é muito bom, os cenários são bem feitos e as atuações são excelentes.Cafarnaum é quase que um filme obrigatório!Excelente!
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