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Nelson J
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5,0
Enviada em 25 de fevereiro de 2019
Obra prima que poderia ter levado o Oscar de melhor filme estrangeiro, mas que perdeu para o lobbie pró México. Filme retrata a miséria e o drama das pessoas que buscam refúgio. Um garoto de Alepo sofre com a miséria da sua família que vende filhos para se sustentar e na rua presencia mais miséria de refugiada de um lugar ainda pior que veio como prostituta, mas que ao engravidar fugiu para manter a criança escondida. O garoto irá processar os pais por ter nascido e pede para que não tenham mais filhos, pois não os amam.
Cafarnaum é um filme de drama do Líbano que contou com a direção de Nadine Labaki que também participou do roteiro ao lado de Jihad Hojeily, Michelle Keserwany e Khaled Mouzanar. O filme foi indicado ao Oscar de 2019 na categoria de melhor filme internacional. Na trama, acompanhamos um pequeno garoto de 12 anos Zain (Zain Al Rafeea) que após sofrer abusos e negligências dos seus pais resolve fugir e acaba sendo preso por esfaquear uma pessoa. Com isso, o garoto resolve processar os seus pais. O filme é um diamante libanês, daqueles dramas de remoer o fígado. A narrativa do filme nos coloca em 2 blocos distintos: o primeiro sobre a vida de Zain, de forma frenética sem pausas, mostrando sua relação com a sua família. O segundo momento mais é mais lento, mostrando a relação de Zain com uma mulher etíope chamada Rahil (Yordanos Shiferaw) e seu bebê Yonas. O filme não apenas nos coloca em uma dura realidade social (tirando a questão da guerra, não está tão longe da brasileira), mas entra em questões culturais e familiar que nos chamam atenção (principalmente a ideia de vender criancas para outra família e até mesmo de casamentos com adultos). A questão dos refugiados sírios e da luta para buscarem melhores condições em países da Europa e até mesmo na Turquia, adicionam um bom elemento dramático na trama. São muitos elementos em jogo: a injustiça, fome, miséria, ausência escolar, trabalho infantil etc. Mesmo com um desfecho super emocionante, algo acabou destoando: a ideia de colocar elemento moral reflexivo. Mas não contaminou o filme. Pra fechar, podemos dizer uma ótima atuação de Zain Al Rafeea que não foi treinado como ator por ser analfabeto na época e o seu personagem recebeu o seu nome em sua homenagem.
Cafarnaum é uma obra que reflete uma boa apuração e feeling. A diretora equilibra bem o caráter emocional do filme ao usar com harmonia e sutileza recursos como a música e cenas que escancaram a miséria da criança. Há tristeza, ódio, fome, desespero, superação e até mesmo o humor encontra seu espaço. Com a mesma habilidade ela cria o ambiente hostil que é a cidade onde acontece a história, percebemos a sujeira das ruas e sentimos a pobreza que paira por elas. A fotografia crua ajuda a criar essa atmosfera repugnante e a atuação do menino é incrivelmente realista, conseguindo nos convencer sobre as consequências que essas mazelas podem trazer. Falta fluidez a partir da segunda metade do filme, tanto nos diálogos truncados, quanto na narrativa que se repete e parece andar em círculos por um bom tempo. Essa barriga traz um problema sério de ritmo, mas não compromete pela montagem que aos poucos, através de flashbacks, nos entrega fatos pertinentes para acompanhar o presente da trama.
Um ótimo drama. Trata de várias questões sociais de uma forma muito interessante; o filme prende a atenção do início ao final. Sem dúvidas, uma obra muita bem feita.
Cafarnaum é aquele tipo de filme que te assusta pela atuação impecável das crianças que estão nele. O filme conta a história de uma criança totalmente negligenciada pelos pais e sobre como ele lida com isso. Envolve temas polêmicos como o casamento de menores em países orientais, a questão dos refugiados, tráfico humano. É um filme fantástico, mas de cortar o coração
Incrível . Emocionante. Direção, roteiro, arte, fotografia, atuações - tudo impecável. Merecedor de prêmios e com certeza um daqueles que você tem que ter na sua lista de filmes pra vida.
Poderia ter sido vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro. Excelentes atuações, com destaque para zain, enriquecem o filme muito bem dirigido por Nadine labaki.
Filme excelente em tratar de diversos temas caóticos e questões atuais como o viver na rua, falta de perspectiva diante de um estado que não tá nem aí para a miséria humana. Uma fotografia incrível onde a câmera captura retratos no mesmo plano do protagonista e de todos atores conduzindo o expectador a acompanhar do mesmo ângulo as peripécias e desventura do Zain e de sua família desestruturada, pessoas que o mesmo encontra em seu caminho quando foge de casa ao ver sua irmã sendo negociada pelos pais. Trata da questão dolorosa dos refugiados, falta de alternativa dos mesmos, da dificuldade em se manter “escondido“ sendo presa fácil de um sistema paralelo. É verdade que a diretora entra em vários temas que são urgentes e isso pode conduzir o expectador por caminhos diferentes mas contudo o filme consegue passar a grande mensagem do estado não se responsabilizar por nada logo de partida quando o protagonista processa os pais por o ter conduzido a vida que já era insana e sem alternativas. A trilha sonora do filme é ótima e o movimento de câmera, composição de imagens em close-up e tons lindos. Um filme para ser visto e repensar a questão daqueles que vivem diariamente à margem da sociedade, pensarmos nos moradores de rua, e nos lixões. Carfanaum é caos no sentido mais amplo,um alerta, ou melhor um abrir de olhos para essa esfera da miséria mundial.
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