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Adriano Côrtes Santos
1.010 seguidores
1.229 críticas
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2,0
Enviada em 6 de fevereiro de 2019
É um pena uma história tão impactante, por sua vez retirada de um livro muito bom baseado em fatos, se tornar um filme medíocre. O diretor Henrique Goldman, não foi fiel ao livro e sucumbiu aos clichês de atores que interepretam a si mesmos ( por falta de habilidade do diretor), como os excelentes Tony Tornado e Matheus Nachtergale .Há muitas sequências desnecessárias. Marco Pigossi, intérprete de Julio Santana, assassino de mais de quinhentas pessoas é inexpressivo e deixa a desejar, não dando vivacidade a um personagem tão forte de perspectivas e muito aquém das possibilidades de um matador de aluguel, O Nome da Morte tinha todas as possibilidades de ser um grande filme com várias nuânces, no entanto, faliu. Salva-se a boa trilha sonora.
Hoje dia de assistir mais um filme nacional, aqui baseado em fatos reais, que deveria envolver muitas mortes e tudo mais, mas o próprio filme parece se enrolar muito e acaba não se decidindo o que realmente quer mostrar. O começo do filme mostra como o protagonista se forma, dando uma leve forçada de como o mundo do crime entra na vida das pessoas que não sabem o que querem da vida. É um começo intenso, pesado e forte, mostrando que a vida criminal não é uma coisa simples, que não se aprende somente fazendo e que no fim as pessoas têm sentimentos, mesmo fazendo tudo o que fazem. Logo o protagonista entra na linha principal do filme, o filme conta as mortes de forma um tanto espaçada, o que dá uma impressão uma pouco falsa de que aquele número seja realmente verdadeiro. A ganância toma uma forma mais clara, e o protagonista parece não ter mais sentimentos, apenas fantasmas o atormentam numa mistura de drama e frieza, que não deixa muito claro quem realmente é o protagonista, se é uma pessoa que se atormenta ou não com o excesso de mortes. Logo um clima romântico deixa o personagem mais humano, querendo mais sentimentos e menos problemas, mas nunca deixando claro se quer ou não se redimir, as escolhas fazem a pessoa, e aqui fica bem claro, o protagonista é feito para matar, querendo ou não o mundo do crime chama e ele não recua. Chegando próximo do fim do filme, até há uma boa sensação de redenção, mas mais uma vez a ganância toma forma e tudo parece voltar ao caminho que o protagonista sempre quis, viver do crime, e viver muito bem. O fim é mais dramático para dar a entender que o protagonista quer se redimir, mas mais uma vez nada ali parece dar uma intensidade para mostrar essa verdade, e tudo fica parecendo um pouco enrolado, para que sempre o protagonista volte ao crime, e tudo o que o cerca na verdade são apenas problemas para a matança e não para sua redenção. No geral, um filme que tem uma indicação clara para o crime, mas que de certa forma parece querer iludir o espectador a pensar outras coisas, tanto no espaçamento de alguns atos, quanto aos cenários de drama fracos que nunca dão em nada, deixando uma sensação de querer mais enrolar do que deixar o clima mais pesado ganhar forma.
Assisti o filme sem nenhuma pretensão, mas o grande elenco com excelentes atuações, num roteiro bem traçado resulta numa filme que somente sabemos tratar-se de fatos reais no final. Tudo é perfeito, a direção do filme permeada por uma excelente fotografia e bela trilha sonora nos deixa com a sensação missão cumprida para contar essa história tão real, de maneiro nua e crua. VALE A PENA, ASSISTAM...
Bom filme Nacional! Aqui temos uma história do maior pistoleiro do mundo, Julio santana interpretado pelo ator Marco Pigossi e bem por sinal, restante do elenco está bem. Já o roteiro é bem escrito, mas tem alguns cliches, que infelizmente é a base do cinema no Brasil. Mas vale destacar as boas cenas de ação, com o jogo de câmera bem desenvolvido. vale a pena conferir.
Um filme cru, forte e - assustadoramente - real. Já conhecia a história por cima, mas não sabia da trivialidade que a morte se tornou na vida do protagonista.
Júlio Santana é um pai de família, homem caridoso e um orgulho para os seus pais. No entanto, ele esconde outra identidade sob a fachada exemplar: ele é um assassino profissional responsável por 492 mortes.
Filme nacional muito bom baseado em uma história real que já imaginava que seria interessante e não me decepcionei prendeu bem minha atenção ⭐⭐⭐
O filme não ameniza ao retratar as mortes, é cru, forte e chega a ser assustador, por retratar algo tão real. Marco Pigossi interpreta o pistoleiro que não deixa de lado suas emoções e se vê dividido entre seu "trabalho" e seus princípios.
A estrutura ideológica que este filme nos oferece flerta duramente com o processo de um pistoleiro se formando, mas nunca se admite colocar algum peso em suas decisões. Alguém que sempre foi uma pessoa problemática e não teria nenhum objetivo na vida, mas é movido pelas circunstâncias de sua família e de sua condição para encontrar pelo menos uma função no mundo. Não encontra. Se trata de um fantasma marchando sem propósito, e o filme não o julga, apenas demonstra o peso carregado por ele. Ou seja, é um filme vitimista, covarde, que não contém valores que possam ser usados como inspiração. Apesar de ser uma história tensa, estruturada, bem fotografada, com um design de som impecável e sempre acertar o tom de sua narrativa, assim como o próprio protagonista da história, O Nome da Morte é amoral do começo ao fim. E isso o torna pobre por dentro, mas belíssimo por fora. E essa é sua principal diferença de filmes como Cidade de Deus, onde aí sim, o indivíduo prevalece.
Gostei da direção. Bons movimentos de câmera, bons enquadramentos, excelente uso das cores, trilha sonora com personalidade... Somente o roteiro apresenta algumas falhas, sendo em desenvolvimento das relações dos personagens ou conclusão de conflitos.
É um bom filme Nacional. O Nome da Morte é um filme com uma historia muito bem escrita, tem um ótimo inicio, segura muito bem no meio, mas só peca no final, é um final meia boca.
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