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Um visitante
4,5
Enviada em 31 de março de 2018
É um filme único! Em vários momentos do filme você se identifica com os personagens. Têm aqueles momentos que a barriga doe de tanta risada, e têm outros que você quer dá seu ombro amigo, para Simon chorar. A melhor parte do filme é o mistério que ele passa. Quem é Blue? Ès a questão. Acho que se eu não tivesse lido o livro eu daria a nota máxima, mas eu sou tão apegada ao livro que eu me sentiria uma traidora dando a maior nota para o filme. É sensacional a mensagem que o filme passa. Não importa quem você seja, pois "todos merecem uma grande história de amor".
Um ótimo filme ! Simples, de linguagem fácil, divertido, com bons momentos engraçados e para toda a família. Apesar da trama central girar em torno da sexualidade do Simon, o filme mostra muito mais do que isso. Mostra sexualidade, mostra a fase da adolescência, a relação de pai e filho, bullying no colégio, tem comédia, fala de amor e claro, no final da tudo certo. Reparei que nem todas as situações reais acontecem como a do filme, mas vale a pena assistir para ter uma outra visão sobre as questões de sexualidade.
Uau, que filme maravilhoso, em pleno 2018, vemos filme com a temática homoafetiva, é simplesmente uma conquista! E como é bom ver isso acontecer nos dias de hj, espero que esse seja apenas o início de uma nova era de filmes educativos e inclusão social.
Com Amor, Simon, dirigido por Greg Berlanti e baseado no romance Simon vs. the Homo Sapiens Agenda, de Becky Albertalli, apresenta-se como um marco cultural significativo no cinema contemporâneo. Sendo o primeiro filme de um grande estúdio a centrar-se em um romance adolescente gay, a obra possui um apelo universal que vai além de sua proposta romântica, promovendo reflexões importantes sobre identidade, aceitação e a busca pela autenticidade em um contexto juvenil. A narrativa, embora delicada e leve em sua execução, carrega uma profundidade emocional que a torna memorável e relevante.
A história acompanha Simon Spier, um adolescente que enfrenta o desafio de revelar sua orientação sexual para amigos e familiares, enquanto lida com as complexidades de um chantagista que ameaça expor seu segredo. Esse conflito central não é apenas o motor da trama, mas também o catalisador para discussões mais amplas sobre aceitação, respeito e as dificuldades que jovens LGBTQIA+ enfrentam em sua jornada de autodescoberta. A escolha do roteiro por explorar essas questões com humor e sensibilidade é uma de suas maiores virtudes, oferecendo ao público uma experiência que é simultaneamente tocante e envolvente.
A jornada de Simon reflete as pressões sociais e os medos que muitos jovens enfrentam ao se sentirem diferentes em uma sociedade que frequentemente privilegia a normatividade. A metáfora do anonimato em sua relação virtual com "Blue" é poderosa: ela representa o desejo de se conectar sem o peso dos rótulos, algo que ressoa profundamente em um mundo que ainda discrimina e estigmatiza orientações não heteronormativas.
Nick Robinson entrega uma performance impecável como Simon. Ele captura com maestria a angústia, a alegria e a vulnerabilidade do personagem, tornando-o crível e relacionável. A química com seus amigos – interpretados por Alexandra Shipp (Abby), Katherine Langford (Leah) e Jorge Lendeborg Jr. (Nick) – confere à narrativa uma autenticidade que reforça o valor das amizades na formação da identidade. No entanto, é válido apontar que o desenvolvimento desses personagens secundários poderia ter sido mais robusto, considerando o papel central que desempenham na trajetória de Simon.
Os pais de Simon, vividos por Jennifer Garner e Josh Duhamel, embora com tempo limitado em tela, têm momentos de destaque que exploram a dinâmica familiar. A cena em que a mãe de Simon o consola após sua revelação é um dos pontos altos do filme, destacando a importância do apoio familiar na aceitação individual. A direção de Berlanti, por sua vez, é eficiente em equilibrar humor e drama, permitindo que o filme nunca se torne excessivamente pesado ou trivial.
Com Amor, Simon transcende sua proposta de entretenimento ao tocar em questões de inclusão e igualdade. A frase de Simon – "Eu sou como você" – sintetiza a mensagem central do filme: a orientação sexual não define o valor ou a humanidade de uma pessoa. Nesse sentido, a obra desafia a ideia de que histórias de amor LGBTQIA+ precisam ser trágicas ou excepcionalmente dramáticas para serem válidas. Em vez disso, ela celebra a normalidade e a universalidade do amor, seja ele qual for.
É importante destacar que o filme também serve como uma crítica sutil às pressões impostas pela heteronormatividade. A metáfora do "armário" é abordada de forma irônica, especialmente quando Simon reflete sobre como seria se as pessoas heterossexuais tivessem que "sair do armário". Essa inversão de perspectiva é eficaz em provocar o público a questionar os privilégios de uma sociedade estruturada em padrões que excluem as diferenças.
Apesar de seus méritos, Com Amor, Simon não está isento de críticas. A narrativa, por vezes, recorre a clichês do gênero adolescente, o que pode diluir parte de sua mensagem. Além disso, o desfecho, embora satisfatório e emocionalmente impactante, segue uma fórmula previsível que não explora todo o potencial das questões levantadas ao longo da trama. No entanto, essas limitações não comprometem a qualidade geral do filme, que se mantém relevante e comovente.
Com Amor, Simon é uma obra que combina entretenimento e reflexão de maneira exemplar. Ele não apenas se estabelece como um marco na representação LGBTQIA+ no cinema, mas também oferece uma história universal sobre amor, aceitação e a coragem de ser quem você é. Embora pudesse ter aprofundado alguns de seus personagens e evitado certos clichês, o filme se destaca como uma celebração sincera e necessária da diversidade. É uma narrativa que dialoga com os anseios de uma geração que busca construir uma sociedade mais inclusiva e empática, tornando-se, assim, um clássico moderno.
Esse é um daqueles filmes que eu gosto de assistir porque além da questão da representatividade me faz refletir e olhar para dentro de mim mesmo, me ajuda a me conhecer melhor, recordar o que um dia eu já fui, no que eu sou e naquilo em que poderei me tornar, é engraçado no quanto tudo o que acontece no filme é só mais uma história para muitas pessoas mas para outras assim como eu, é algo a mais, é um espelho onde cada detalhe é um reflexo que fez ou continua a fazer parte de nossas vidas, então é muito fácil seu coração agitar várias vezes quando você se identifica com muito do que está acontecendo na tela. O filme é um drama e um romance sutil, gostoso de assistir e que apesar de mostrar a dificuldade de um estudante gay se assumir para os amigos ou a família, mostra que o ponto principal não é se assumir gay mas sim se mostrar para o mundo como você é pois sempre ocorre o medo da rejeição, a verdade é que todos nos expressamos esperando que sejamos de alguma forma bem correspondidos, e isso para muitas pessoas é muito mais difícil do que para outras, é aterrorizante a ideia de você gritar para o mundo o que você é e ser recusado (e gritar é uma metáfora, já que no final não importa a forma como nos comportemos, todos de alguma forma se revelam para o mundo da sua própria maneira como algo natural). Algumas questões interessantes são levantadas pelo protagonista, como a própria questão de se assumir gay ser algo injusto já que nenhum hétero precisou alguma vez na vida se assumir hétero desde que para a maioria das pessoas existe apenas um único padrão. Também tem aqueles vários detalhes que só quem passa por isso sabe o quão desagradável é, o quão paciente e tolerante temos que ser (ou não) com conhecidos ou parentes quando presenciamos conversas de cunho homofóbico ou mesmo aquelas piadas desnecessárias e sem graça que servem principalmente para traçar a linha entre amizade real ou apenas um conhecido seu, e infelizmente em alguns casos, um parente, o filme consegue pegar e te lembrar exatamente DAQUELE momento, aonde você está socializando com pessoas e até se divertindo e de repente soltam aquela ofensa a outra pessoa chamando ela de "viado", "bichinha", "boiola" ou qualquer coisa parecida e você não consegue simplesmente ficar de boa com aquilo ou evitar o semblante de decepção e incômodo que se forma em seu rosto, e quando você passa por esse tipo de situação sem ser "assumido" aquilo te faz ter ainda mais medo do que o mundo tem a te oferecer e você acaba se afundando mais em depressão, a mesma situação pode envolver parente ou um amigo próximo onde a decepção vem acompanhada de desolação e tristeza em dobro, é esse o tipo de detalhe que o filme e o protagonista conseguem transmitir de forma perfeita, provavelmente esse é o filme em que mais me senti bem representado de tantas maneiras e por tanto tempo. Infelizmente não posso falar mais sobre a trama em si porque para fazer isso eu teria que dar spoiler. A trilha sonora que veste o filme foi bem escolhida e é linda, as músicas conseguem transmitir bem a vibe do momento com muita precisão, as músicas variam entre modernas e atuais e outras mais antigas, todas estão bem inseridas e retratam bem a vida de um adolescente em crise. A ambientação não deixa nada a desejar mostrando uma atmosfera comum a um estudante, com locais e situações típicas de um adolescente como qualquer outro (ou pelo menos a maioria).
Eu poderia dizer que recomendo o filme para quem é gay, LGBT ou apenas simpatizante, mas dado a capacidade de transmitir os sentimentos de forma tão clara e autêntica sem parecer algo superficial eu recomendo esse filme para todos com exceção daqueles que possuem uma mentalidade definidamente fechada, se você possui algum amigo ou parente gay e quer entender ao menos um pouquinho o tipo de situação pelo qual ele passa ou pelo que ele teve que passar não pense duas vezes, vá fundo, eu dou a minha palavra que os sentimentos passados são reais, o filme possui um bom toque romântico também, então para quem é fã de romance, é uma boa pedida.
O filme é realmente lindo e com certeza entrou para o meu top 3 de filmes com temática LGBT, e o que eu mais gosto nele é que ele comprova mais uma vez que na verdade, somos obrigados a aceitar muito mais das pessoas do que elas pensam que são obrigadas a aceitar de nós.
-Você já se sentiu estranho? -Estranho? -Algumas vezes eu sinto como se eu estivesse sempre do lado de fora, existe essa linha invisível que eu preciso atravessar para que eu possa realmente fazer parte de algo e eu simplesmente não consigo atravessar. -Eu também
o filme é o melhor relacionado ao gênero e questão gay e trata o tema com tanta normalidade e simplicidade que faz o telespectador simpatizar com o filme e os personagens. o filme é simples e fácil de assistir e bem aquele filme domingo família e/ou clichê colegial
Filme lindo, criativo, inteligente. Se ri e se chora. Delicioso. Elenco bem escalado, musicas bem escolhidas. Pena que a vida não seja tão simples. Mas quem sabe assim se incentive que seja.
O filme tinha tudo pra ser daqueles filmes adolescentes icônicos e marcantes do cinema, com um bom enredo, otimas referências e bons personagens, mas acaba se perdendo com a chuva de clichês e final previsível, que só deve servir pra agradar pré-adolescentes. Quando foi revelado quem era o tal admirador me deu até vontade de parar de ver. Transformaram uma história de extrema importância em mais um filmeco teen superficial.
Lindo e de uma delicadeza ímpar. Um roteiro que trata de assuntos atuais sem cair no clichê dos demais que estamos acostumados. Mesmo sendo teen, consegue chegar a todas as idades. É o amor sendo apresentado na sua forma pura e leve. Emociona e nos mostra que realmente todos merecemos uma história de amor.
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