O longa é dirigido e roteirizado por Dan Gilroy (roteirista de Kong: A Ilha da Caveira e diretor de O Abutre) e estrelado pela grande ator Denzel Washington.
O filme conta a história de Roman J. Israel (Denzel Washington), um advogado de defesa determinado e honesto que sempre acompanha as outras pessoas ganharem os méritos pelo desenvolvimento do seu trabalho. Após o falecimento de um dos sócios, Roman é a bola da vez para assumir a direção da empresa.
O longa-metragem de Dan Gilroy é bem promissor e chega a ficar até interessante em algumas partes. Acompanhamos o dia a dia de Roman entre suas idas e vindas com seu inseparável fone de ouvido. Um sujeito correto, disciplinado, sempre defendendo os acusados de uma forma justa, mesmo que pra isso ele tenha que bater de frente com o sistema, mas Roman é muito aguerrido e sagaz, que não se deixa levar e nem se enganar por qualquer um. Do terceiro ato em diante (na parte do dinheiro), Roman tem uma espécie de reviravolta e acaba tomando uma postura que me deixou bastante intrigado, mas ele acaba naturalmente se explicando ao final e eu acabei entendendo o seu ponto de vista baseado em seus argumentos.
A partir do momento que Roman é convidado pra assumir o cargo em aberto, o filme ganha novos ares, ao confrontar frente a frente os conflitos de ideias e opiniões de Roman e George Pierce (Colin Farrell). George é um dos membros da empresa, um ser bastante ambicioso e hostil que se importa mais com o dinheiro do que a própria justiça. Começa a ficar interessante os confrontos entre eles, o que de certa forma acaba expondo pra Roman as falcatruas e os esquemas sujos por trás de todos envolvidos, o que acaba exigindo uma atitude e uma posição de Roman perante o caso.
Só que eu achei o filme muito tedioso e maçante, que demora demais pra acontecer alguma coisa, e quando acontece não surpreende em nenhuma forma (tirando a cena da rua ao final do filme, que foi impactante). O filme é muito longo e muito arrastado, poderiam retirar uns 30 minutos que não faria falta. Sem falar que o roteiro é muito embaraçado e bagunçado, não tem uma fluidez, pelo contrário, me senti perdido em algumas partes (apesar de citar que no começo eu achei bem promissor). O elenco em si parece muito desmotivado e sem objetividade, faltou carisma, todos pareciam que estavam no automático.
Denzel Washington está bem abaixo do que estamos acostumados a ver, de certa forma não compromete, mas também não chega a surpreender. Eu não senti um apego pelo seu personagem, tem umas partes interessantes e até acertadas (como eu já destaquei), mas no geral é enfadonho. Muito (mas muito mesmo) abaixo do que ele nos apresentou no último ano com a obra-prima "Fences." Todavia, Denzel Washington ganhou mais uma indicação em sua carreira e integra a lista dos Melhores Atores no Oscar (não achei uma atuação pra ser indicado).
Portanto: ROMAN J. ISRAEL, ESQ. é um filme que parece interessante (logo ao início), mas não engrena, quando você acha que vai, não vai. É um filme que adentra em questões muito complexas como política, leis, advocacia, ética profissional, fraudes, golpes, mas entregue de uma forma muito cansativa e desanimadora - é uma pena!!! [01/03/2018]
Reconhecido pela carreira repleta de grandes interpretações, Denzel Washington encarna neste ROMAN J. ISRAEL, ESQ um advogado conservador, purista e altamente voltado à defesa dos direitos civis. Já desgastado por tentar fazer a lei prevalecer em sua letralidade, Roman resolve mudar de perspectiva após seu sócio falecer e ele ser contratado por uma grande empresa de advocacia.
Sem jamais deixar de lado a essência de sua narrativa, o filme mostra duas vertentes que chamam a atenção, uma delas paira pela vontade do protagonista em se manter fiel a seus conceitos pátrios e pessoais, agindo de forma íntegra e muitas vezes batentdo de frente com o Estado; em outra a maneira como o direito é contrastado na sociedade, muitas vezes permitindo que seus "atores" façam da legislação algo maniqueísta e distinta da verdade.
É um filme notável, em essência pela interpretação de Washington, mas que traz a tona a realidade de um mundo jurídico crasso, cujo pudor contrasta com as altas cifras envolvidas, ainda que isso confronte as entrelinhas da constituição.
Denzel W. tenta salvar o filme com sua bela atuação junto com Colin Farrell. Contudo o filme é cansativo e desanimador, além de ser um pouco confuso. Lamentável
Ter Denzel já faz o filme merecer a atenção. Ele é um advogado devotado as causas sociais e alheio a gestão do escritório, mas seu sócio falece e ele terá que cair na real. O caminho do idealismo e do pragmatismo de resultado se confrontam e o peso será enorme para ele.
O personagem do título (vivido por Washington) é um veterano advogado ativista. Após décadas atuando nos bastidores como consultor jurídico, a morte do sócio, mais conhecido que ele, faz com que saia do anonimato.
sempre fui muito viciado nos filmes de Denzel Washington mas esse achei meio longo demais e na maioria das vezes muito cansativo⭐
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