A Vida Invisível
Média
3,7
189 notas

33 Críticas do usuário

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@cinemacrica
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4,0
Enviada em 23 de novembro de 2019
(Insta @cinemacrica) Enfim, estreia nosso representante do Oscar 2020. Na próxima edição passaremos a contar com uma obra competitiva, diferentemente da participação burocrática do ano passado. Acredito que as chances de ao menos figurar na pré seleção dos 10 melhores sejam reais . Em "A Vida Invisível", Karim Aïnouz passeia pelo Rio de Janeiro da metade do século passado. A capacidade do diretor em adicionar uma espessa camada de sensibilidade ao romance no qual o longa se baseou é admirável. A beleza reside no fato de toda essa expressão se basear no naturalmente simples ao invés do rebuscado não crível.
A atmosfera construída traduz bem a proposta. Sob o olhar de uma estilosa câmera com a nitidez ligeiramente desconstruída, os personagens interagem em ambientes com a presença intensa da vegetação carioca nativa. O selvagem avança para as relações humanas na medida em que se abordam aspectos inerentes à nossa natureza, brutos e dóceis, e persistentes até o presente.
O toque de sensibilidade é fundamentalmente protagonizado pelas irmãs Eurídice e Guida. A diferença entre ambas é bem caracterizada: Eurídice é mais contida, por isso segue com mais facilidade a cartilha social de submeter-se a convenções como o matrimônio. Guida é o seu oposto, regida pelo impulso, não calcula as consequências das potenciais repressões de uma sociedade machista para fins como ser mãe solteira. Apesar das diferenças, Karim consegue dimensionar com riqueza o afeto entre as irmãs. Após seguirem rumos distintos na juventude, a separação física persiste, assim como a conexão emocional. A felicidade plena, entretanto, não é possível por conta de sucessivos episódios tristes, verdadeiros e atuais da intransigente imposição masculina. O desfecho dessas vertentes da índole humana desembocam na participação de Fernanda Montenegro. O que a atriz nos oferece, mais uma vez, é memorável.
É sobre o retrato do amor que pode existir nas diferenças, é sobre a lembrança da miséria do machismo que nos acompanha até hoje.
Lucas M.
Lucas M.

7 seguidores 33 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 21 de janeiro de 2020
Olha devido ao que vi no trailer e depois das críticas aqui no adoro cinema, tinha uma percepção desse filme, porém confesso que fui surpreendido, o filme é muito bom, com ótimas atuações (até do Gregório Duvivier), começa lento, mais depois a história vai pegando corpo, até chegar no seu ápice, a interpretação majestosa de Fernanda Montenegro, que apesar de curta da um emoção a sua personagem inigualável, uma grande atriz como ela não precisa de muito pra brilhar quando lhe dão as ferramentas certas pra brilhar, é um filme que me emocionou e recomendo!
Nelson Jr
Nelson Jr

24 seguidores 235 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 7 de junho de 2022
Um filme marcante, sensível , tocante.!! Um dos melhores nacionais que já vi na vida! retrata bem a mulher dos anos 50 , que não pode sonhar , não pode ousar , não pode errar! A solidão, o machismo, o preconceito , o egoísmo! O orgulho., que fazia parte das famílias e da sociedade da época! O filme mostra muito do que acontecia naqueles tempos..! uma época que tinha encantos , mas também muita ignorância.. A direção de arte é fantástica, elenco primoroso! .., Muito bem dirigido, com um roteiro contagiante, simples, chocante e muito humano!..fiquei imaginando , quantas Euridices e Guidas existiram!! E ainda existem!.. e o final , com Fernanda Montenegro é simplesmente maravilhoso! Lindo! é um filme que levarei pra vida!
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 501 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 17 de outubro de 2024
Sinopse:
Antigas cartas de sua irmã Guida, há muito desaparecida, surpreendem Eurídice, uma senhora de 80 anos. No Rio de Janeiro dos anos 1950, Guida e Eurídice são cruelmente separadas, impedidas de viver os sonhos que alimentaram juntas ainda adolescentes. Invisíveis em uma sociedade paternalista e conservadora, elas se desdobram para seguir em frente.

Crítica:
"A Vida Invisível", dirigido por Karim Aïnouz, é uma obra que retrata a complexidade das relações familiares e a busca por liberdade em um contexto sociocultural marcado por repressões. Ambientado no Rio de Janeiro dos anos 1950, o filme narra a história de duas irmãs, Eurídice e Guida, cujas vidas se entrelaçam em uma trama de amor, dor e anseio por autonomia.

Uma das grandes qualidades do filme é a sua capacidade de evocar emoções profundas através de uma narrativa sensível. A cinematografia é deslumbrante, unindo elementos visuais que capturam a beleza e a opressão da época. A atenção aos detalhes, desde os figurinos até os cenários, transporta o espectador para um mundo onde os sonhos e as expectativas se chocam com a dura realidade.

As atuações são outro ponto alto. A presença de Julia Konrad e Carol Duarte, no papel das irmãs, é emocionante e convincente, refletindo a força e a resiliência de suas personagens. A conexão entre as irmãs é palpável, e suas jornadas individuais, embora dolorosas, são retratadas com uma delicadeza que humaniza suas lutas.

A presença de Fernanda Montenegro em "A Vida Invisível" é uma das grandes forças do filme. Ela interpreta a personagem de uma matriarca que encapsula a sabedoria e a complexidade das relações familiares. Embora seu papel não seja o principal, sua atuação é impactante e fornece uma camada de profundidade à narrativa.

Fernanda traz uma aura de experiência e gravitas que enriquece a trama. Sua presença evoca a história e a tradição que permeiam as vidas das irmãs, Eurídice e Guida. A personagem serve como um símbolo das expectativas sociais e do patriarcado, refletindo os desafios enfrentados pelas mulheres da época.

A maneira como Fernanda se conecta com os conflitos das filhas, mesmo sem palavras, é uma demonstração de sua maestria como atriz. Ela tem a capacidade de transmitir emoções intensas e sutis, fazendo com que o público sinta a dor e a luta de sua personagem. Seu olhar, sua postura e os silêncios carregados de significado são suficientes para comunicar a complexidade de uma mãe que ama e é ao mesmo tempo represora.

Sua atuação acrescenta um peso emocional ao tema central do filme: a busca por liberdade e identidade. A relação entre mães e filhas é frequentemente profunda e complicada, e Fernanda captura isso com delicadeza. Sua presença é um lembrete de que, mesmo em um mundo que pode parecer indiferente, as conexões familiares são cruciais.

Além disso, o filme aborda questões sociais relevantes, como a condição da mulher e a liberdade individual, fazendo ecoar reflexões que ainda são pertinentes nos dias atuais. "A Vida Invisível" não é apenas uma história sobre irmãs; é uma crítica ao patriarcado e à maneira como as sociedades muitas vezes silenciam as vozes femininas.

Karim Aïnouz consegue equilibrar a dor e a esperança, resultando em uma narrativa que, mesmo em seus momentos mais sombrios, sugere a possibilidade de resiliência e reconexão. O filme é, portanto, uma celebração da vida e da procura pela identidade, em meio a um mundo que frequentemente busca invisibilizar.

Em suma, "A Vida Invisível" é uma obra que merece ser vista e discutida, pois ressoa profundamente com qualquer um que tenha experimentado a necessidade de amor e liberdade. É um conto tocante que nos lembra da importância de amplificar as vozes que muitas vezes permanecem à margem.
Jose Ribamar J.
Jose Ribamar J.

4 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 30 de novembro de 2019
Tirando as cenas de sexo desnecessárias e a participação do Gregório o filme é ótimo. A atuação das atrizes vale um oscar.
Tathianna Cinema
Tathianna Cinema

2 seguidores 26 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 30 de novembro de 2021
A vida Invisível

Brasil, 2019

Eurídice e Guida são duas irmãs na faixa dos 18 anos que vivem com os pais portugueses no Rio de Janeiro dos anos 50.
São muito companheiras e cúmplices.
Eurídice, a mais nova é romântica, madura e sonha em ser pianista. Guida, a mais velha é passional, impulsiva e almeja conhecer o mundo ao lado daquele que acredita ser seu grande amor.
A sociedade machista em que vivem as impede de realizar desde seus desejos mais prosaicos aos mais ambiciosos.
O destino implacável e cruel com as irmãs, as separa na flor da idade; com a ajuda do pai machista e retrógrado e com a conivência da mãe submissa e omissa.
Eurídice e Guida seguem suas vidas, vivendo na mesma Cidade, em bairros próximos, sem suspeitar que estão perto uma da outra.
Eurídice acha que Guida vive bem casada na Grécia e Guida pensa que Eurídice é uma pianista de sucesso residente em Viena.
Toda essa mentira é arquitetada pelo pai com o consentimento da mãe.
Eurídice na verdade é casada com o pretendente escolhido pelos pais e tem seus sonhos constantemente frustrados; agora pelo marido. Vive uma vida razoável e covencional, muito distante das aspirações de outrora.
Guida tem uma vida dura de mãe solteira, cercada de hostilidades e preconceitos, muito longe dos anseios de desbravar o mundo.
Em comum as duas tem o forte desejo e determinação de se encontrar novamente.
Nutrem um amor genuíno uma pela outra, que de certa forma as mantém de pé e confiam num porvir melhor, ainda que quase todos ao redor as desestimulem.
Escrevem cartas uma pra outra na expectativa de que um dia sejam lidas e que elas possam finalmente se encontrar e se envolver num lindo, terno e longo abraço. Mas o tempo impiedoso as distancia cada vez mais desse intento.
A vida das duas é angustiantemente próxima, mas ninguém se vê. Estão invizibilizadas pelas tristes circunstâncias e tramas do destino.
Os anos se passam e nada parece se alterar.
Vem filhos, netos, mudanças, perdas e ganhos.
O término comovente e delicado, nos remete aquele velho ditado de que a esperança é a última que morre.
Rafaela A.
Rafaela A.

1 seguidor 3 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 2 de março de 2020
Intenso e marcante, filme pra se sensibilizar e entrar no papel dos personagens principais. Causa alguma angústia.
Murilo Henrique De Benevides
Murilo Henrique De Benevides

1 seguidor 29 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 10 de julho de 2023
Filme tocante de duas irmãs que mesmo separadas, mantém seu amor fraternal unido, ao fundo o machismo que nos permeia até hoje, mas muito mais corte na decada de 40 e 50. O destaque para mim é o Gregório, consegue tirar a capa de humorista e entregar uma excelente atuação dramática, me supreendi. É um filme realmente de festival com um bom enredo, boa fotografia, atuação, música, tudo.
Claudio Noronha
Claudio Noronha

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de maio de 2020
Orgulho do cinema brasileiro! Filme sensível e crítico. Caminha feito poesia ao som do piano de Eurídice.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 886 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 31 de março de 2026
A vida invisível é um drama nacional que contou com a direção de Karim Aïnouz, que tbm participou do roteiro ao lado de Murilo Hauser e Inés Bortagaray. A trama é ambientada no Brasil, na década de 1950, e acompanhamos 2 irmãs: Guida (Julia Stockler) e Eurídice (Carol Duarte). Ambas possuem seus sonhos: Guida de casar e ir morar na Grécia e Eurídice de estudar piano em Viena. Porém, a vida acaba separando ambas as irmãs ao passo quem fazem de tudo para se reencontrarem. O filme é baseado no livro de Matha Batalha: A vida invisível de Eurídice Gusmão. O filme inicialmente procura mostrar a relação entre as irmãs, seus sonhos, a família, dinâmica da casa e da época vivida. Tudo isso serve como embassamento para entendermos a forte ligação entre ambas e ao mesmo tempo o contexto difícil que as mulheres viviam. O filme na verdade é sobre a condição feminina em uma sociedade ditada por homens. Essa dominação masculina é mostrada em diversas camadas: no pai, no casamento, no trabalho etc. Além de mostrar diferentes posições de mulheres no filme: a casada, mae solo, a que cuida de outras criancas etc. O filme consegue amarrar muito bem essas narrativas. Atuações brilhantes de ambas as protagonistas e ainda tivemos a participação de luxo da Fernanda Montenegro no final que é carregadas de emoção. O espectador deve ficar atento nos saltos temporais e nas transições de cenas, pois nao existe uma obviedade para isso. Por fim, precisamos falar que embora o longa tenha trazido um cenário difícil para as mulheres na década de 1950, as raízes desses problemas ainda existem nos dias de hoje, mas com outras roupagens
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