A Vida Invisível
Média
3,7
189 notas

33 Críticas do usuário

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10 críticas
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Luana O.
Luana O.

764 seguidores 557 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de março de 2020
Filme é lindíssimo. Fotografia, roteiro, trilha sonora mesclou com o trabalho impecável das protagonista. Um filme tocante, profundo e intenso.
DUDU SILVA
DUDU SILVA

78 seguidores 335 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 28 de novembro de 2019
Esse filme é muito parado não acontece nada de irrelevante, não é ruim mais esta muito longe de ser uma obra-prima
Fabricio Menezes
Fabricio Menezes

27 seguidores 185 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 11 de dezembro de 2020
Não consegui nem terminar. Que filme chato! Arrastado, com algumas cenas que parecem mais tiradas de uma peça de teatro do que de um filme, apelação pra sexo e gritaria desnecessários. Começa muito bem com a paisagem linda do Rio de Janeiro, a dinâmica das irmãs no início também prometia uma história envolvente, mas não é isso que acontece. O roteiro fraco e os atores medianos estragam toda a experiência e o filme é um dos mais monótonos que assisti no ano. Com 1 hora de duração eu parei. Não assistam!
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 896 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 31 de março de 2026
A vida invisível é um drama nacional que contou com a direção de Karim Aïnouz, que tbm participou do roteiro ao lado de Murilo Hauser e Inés Bortagaray. A trama é ambientada no Brasil, na década de 1950, e acompanhamos 2 irmãs: Guida (Julia Stockler) e Eurídice (Carol Duarte). Ambas possuem seus sonhos: Guida de casar e ir morar na Grécia e Eurídice de estudar piano em Viena. Porém, a vida acaba separando ambas as irmãs ao passo quem fazem de tudo para se reencontrarem. O filme é baseado no livro de Matha Batalha: A vida invisível de Eurídice Gusmão. O filme inicialmente procura mostrar a relação entre as irmãs, seus sonhos, a família, dinâmica da casa e da época vivida. Tudo isso serve como embassamento para entendermos a forte ligação entre ambas e ao mesmo tempo o contexto difícil que as mulheres viviam. O filme na verdade é sobre a condição feminina em uma sociedade ditada por homens. Essa dominação masculina é mostrada em diversas camadas: no pai, no casamento, no trabalho etc. Além de mostrar diferentes posições de mulheres no filme: a casada, mae solo, a que cuida de outras criancas etc. O filme consegue amarrar muito bem essas narrativas. Atuações brilhantes de ambas as protagonistas e ainda tivemos a participação de luxo da Fernanda Montenegro no final que é carregadas de emoção. O espectador deve ficar atento nos saltos temporais e nas transições de cenas, pois nao existe uma obviedade para isso. Por fim, precisamos falar que embora o longa tenha trazido um cenário difícil para as mulheres na década de 1950, as raízes desses problemas ainda existem nos dias de hoje, mas com outras roupagens
Nelson Jr
Nelson Jr

24 seguidores 235 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 7 de junho de 2022
Um filme marcante, sensível , tocante.!! Um dos melhores nacionais que já vi na vida! retrata bem a mulher dos anos 50 , que não pode sonhar , não pode ousar , não pode errar! A solidão, o machismo, o preconceito , o egoísmo! O orgulho., que fazia parte das famílias e da sociedade da época! O filme mostra muito do que acontecia naqueles tempos..! uma época que tinha encantos , mas também muita ignorância.. A direção de arte é fantástica, elenco primoroso! .., Muito bem dirigido, com um roteiro contagiante, simples, chocante e muito humano!..fiquei imaginando , quantas Euridices e Guidas existiram!! E ainda existem!.. e o final , com Fernanda Montenegro é simplesmente maravilhoso! Lindo! é um filme que levarei pra vida!
@cinemacrica
@cinemacrica

21 seguidores 107 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de novembro de 2019
(Insta @cinemacrica) Enfim, estreia nosso representante do Oscar 2020. Na próxima edição passaremos a contar com uma obra competitiva, diferentemente da participação burocrática do ano passado. Acredito que as chances de ao menos figurar na pré seleção dos 10 melhores sejam reais . Em "A Vida Invisível", Karim Aïnouz passeia pelo Rio de Janeiro da metade do século passado. A capacidade do diretor em adicionar uma espessa camada de sensibilidade ao romance no qual o longa se baseou é admirável. A beleza reside no fato de toda essa expressão se basear no naturalmente simples ao invés do rebuscado não crível.
A atmosfera construída traduz bem a proposta. Sob o olhar de uma estilosa câmera com a nitidez ligeiramente desconstruída, os personagens interagem em ambientes com a presença intensa da vegetação carioca nativa. O selvagem avança para as relações humanas na medida em que se abordam aspectos inerentes à nossa natureza, brutos e dóceis, e persistentes até o presente.
O toque de sensibilidade é fundamentalmente protagonizado pelas irmãs Eurídice e Guida. A diferença entre ambas é bem caracterizada: Eurídice é mais contida, por isso segue com mais facilidade a cartilha social de submeter-se a convenções como o matrimônio. Guida é o seu oposto, regida pelo impulso, não calcula as consequências das potenciais repressões de uma sociedade machista para fins como ser mãe solteira. Apesar das diferenças, Karim consegue dimensionar com riqueza o afeto entre as irmãs. Após seguirem rumos distintos na juventude, a separação física persiste, assim como a conexão emocional. A felicidade plena, entretanto, não é possível por conta de sucessivos episódios tristes, verdadeiros e atuais da intransigente imposição masculina. O desfecho dessas vertentes da índole humana desembocam na participação de Fernanda Montenegro. O que a atriz nos oferece, mais uma vez, é memorável.
É sobre o retrato do amor que pode existir nas diferenças, é sobre a lembrança da miséria do machismo que nos acompanha até hoje.
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 509 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 17 de outubro de 2024
Sinopse:
Antigas cartas de sua irmã Guida, há muito desaparecida, surpreendem Eurídice, uma senhora de 80 anos. No Rio de Janeiro dos anos 1950, Guida e Eurídice são cruelmente separadas, impedidas de viver os sonhos que alimentaram juntas ainda adolescentes. Invisíveis em uma sociedade paternalista e conservadora, elas se desdobram para seguir em frente.

Crítica:
"A Vida Invisível", dirigido por Karim Aïnouz, é uma obra que retrata a complexidade das relações familiares e a busca por liberdade em um contexto sociocultural marcado por repressões. Ambientado no Rio de Janeiro dos anos 1950, o filme narra a história de duas irmãs, Eurídice e Guida, cujas vidas se entrelaçam em uma trama de amor, dor e anseio por autonomia.

Uma das grandes qualidades do filme é a sua capacidade de evocar emoções profundas através de uma narrativa sensível. A cinematografia é deslumbrante, unindo elementos visuais que capturam a beleza e a opressão da época. A atenção aos detalhes, desde os figurinos até os cenários, transporta o espectador para um mundo onde os sonhos e as expectativas se chocam com a dura realidade.

As atuações são outro ponto alto. A presença de Julia Konrad e Carol Duarte, no papel das irmãs, é emocionante e convincente, refletindo a força e a resiliência de suas personagens. A conexão entre as irmãs é palpável, e suas jornadas individuais, embora dolorosas, são retratadas com uma delicadeza que humaniza suas lutas.

A presença de Fernanda Montenegro em "A Vida Invisível" é uma das grandes forças do filme. Ela interpreta a personagem de uma matriarca que encapsula a sabedoria e a complexidade das relações familiares. Embora seu papel não seja o principal, sua atuação é impactante e fornece uma camada de profundidade à narrativa.

Fernanda traz uma aura de experiência e gravitas que enriquece a trama. Sua presença evoca a história e a tradição que permeiam as vidas das irmãs, Eurídice e Guida. A personagem serve como um símbolo das expectativas sociais e do patriarcado, refletindo os desafios enfrentados pelas mulheres da época.

A maneira como Fernanda se conecta com os conflitos das filhas, mesmo sem palavras, é uma demonstração de sua maestria como atriz. Ela tem a capacidade de transmitir emoções intensas e sutis, fazendo com que o público sinta a dor e a luta de sua personagem. Seu olhar, sua postura e os silêncios carregados de significado são suficientes para comunicar a complexidade de uma mãe que ama e é ao mesmo tempo represora.

Sua atuação acrescenta um peso emocional ao tema central do filme: a busca por liberdade e identidade. A relação entre mães e filhas é frequentemente profunda e complicada, e Fernanda captura isso com delicadeza. Sua presença é um lembrete de que, mesmo em um mundo que pode parecer indiferente, as conexões familiares são cruciais.

Além disso, o filme aborda questões sociais relevantes, como a condição da mulher e a liberdade individual, fazendo ecoar reflexões que ainda são pertinentes nos dias atuais. "A Vida Invisível" não é apenas uma história sobre irmãs; é uma crítica ao patriarcado e à maneira como as sociedades muitas vezes silenciam as vozes femininas.

Karim Aïnouz consegue equilibrar a dor e a esperança, resultando em uma narrativa que, mesmo em seus momentos mais sombrios, sugere a possibilidade de resiliência e reconexão. O filme é, portanto, uma celebração da vida e da procura pela identidade, em meio a um mundo que frequentemente busca invisibilizar.

Em suma, "A Vida Invisível" é uma obra que merece ser vista e discutida, pois ressoa profundamente com qualquer um que tenha experimentado a necessidade de amor e liberdade. É um conto tocante que nos lembra da importância de amplificar as vozes que muitas vezes permanecem à margem.
Cleibsom Carlos
Cleibsom Carlos

18 seguidores 225 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 22 de agosto de 2020
O filme não passa de um bom dramalhão mexicano e nem de longe merece os elogios exagerados que recebeu da crítica. Até o momento é o ponto mais baixo na carreira de Karim Ainouz.
Isabelle
Isabelle

15 seguidores 67 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 25 de dezembro de 2019
A Vida Invisível é luminoso, mas não sei bem se a tropicalidade expressa é natural ou um apelo ao mercado internacional. Não vi essa exuberância natural nas duas irmãs, meninas de classe média urbana dos meados do século XX. Não há dúvidas que Carol Duarte é uma grande atriz, sensível e expressiva, mas a direção ou o roteiro, ou ambos, ou os três, incluindo a interpretação da atriz, não me pareceram delinear a personalidade de Eurídice: tímida ou corajosa? recata ou lasciva? apaixonada ou resignada? Se era para deixar essa penumbra na sua "vida invisível", talvez tenham conseguido, mas não estou certa. A irmã, por outro lado, tem uma personalidade linear e até previsível. Teria sido essa a ideia? Enfim, o filme tem seus méritos e seus buracos negros, e assume um brilho (esse sim, natural!) com a curta e marcante presença de Fernanda Montenegro.
Lilian M
Lilian M

11 seguidores 76 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 8 de dezembro de 2019
aprovado. podem assistir, é um filme que conta uma história triste, só não te deixa mal, porque as personagens mantém 99% do tempo uma vontade de viver muito forte. fala de como a vida era dura nos anos 50.
ps: eu não queria exagerar, mas qualquer pessoa pode assistir, por que obra-prima é assim, é filme, mas parece poesia.

nota: é claro que o filme é um pouco mais difícil do que assistir do que a média, é praticamente um "cult", aborda temas delicados, e complexos (estupro, eutanásia, depressão, orgulho, preconceito, egoísmo, até sobre o SUS podemos divagar...porque não existia nos anos 50, não existia pílula anticoncepcional, etc.) e minha opinião é de uma pessoa leiga, assistir filmes do tipo "cult", que nos tragam reflexão, é quase um hoby, e eu só fiz uma homenagem lúdica, quase poética, e não uma classificação indicativa. Críticas profissionais com mais detalhes já existem.
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