Claro. Abaixo está a crítica aprofundada, mantendo sua avaliação de **5/10**, mas desenvolvendo melhor a proposta do filme, as atuações e a comparação com *John Wick* e o Hotel Continental.
**HOTEL ARTEMIS (2018)**
**Ano de lançamento:** 2018
**Duração:** 1h 34min
**Gêneros:** Ação, Ficção Científica, Suspense
**Direção:** Drew Pearce
**Principais atores e personagens:**
Jodie Foster — Enfermeira (Nurse)
Dave Bautista — Everest
Sterling K. Brown — Waikiki
️ Sofia Boutella — Nice
Jeff Goldblum — Rei do Crime (The Wolf King)
Brian Tyree Henry — Honolulu
Charlie Day — Acapulco
### ESTÓRIA
Em uma Los Angeles mergulhada no caos e dominada pela criminalidade, existe um lugar onde criminosos podem buscar tratamento médico sem medo de serem mortos: o **Hotel Artemis**. O estabelecimento funciona como uma espécie de hospital clandestino para bandidos, comandado pela misteriosa Enfermeira, uma mulher que vive há anos confinada no local devido a traumas do passado.
A regra é simples: quem entra no Artemis recebe atendimento, mas ninguém pode matar ninguém dentro do hotel. Porém, em uma noite particularmente caótica, as regras começam a desmoronar. Entre criminosos feridos, assassinos disfarçados de pacientes e a presença inesperada do poderoso Rei do Crime, o hotel se transforma em uma verdadeira armadilha.
Para piorar a situação, a Enfermeira precisa enfrentar não apenas os perigos que invadiram seu território, mas também os fantasmas de seu próprio passado. Depois de anos sem deixar o hotel, ela será obrigada a confrontar aquilo que mais teme.
### CRÍTICA
*Hotel Artemis* é um filme que possui uma ideia muito interessante, mas que parece não saber exatamente como aproveitá-la.
A primeira impressão é inevitável: o conceito lembra bastante o **Hotel Continental**, de *John Wick*. Um local neutro para criminosos, com regras próprias, onde ninguém pode matar dentro das dependências. A diferença é que, enquanto o Continental se tornou um dos elementos mais fascinantes do universo de *John Wick*, o Artemis não consegue atingir o mesmo nível de construção de mundo.
A premissa é excelente. Um hotel clandestino que funciona como hospital exclusivo para criminosos poderia render uma história muito mais profunda, explorando o submundo do crime, suas regras e seus personagens. Entretanto, o filme prefere concentrar quase toda a narrativa em uma única noite de caos.
E é justamente aí que a produção começa a perder força.
Jodie Foster é uma atriz com uma carreira impressionante e um currículo invejável, mas sua escolha por esse projeto causa certa estranheza. A personagem Nurse é interessante, principalmente por seu passado traumático e pelo fato de viver praticamente aprisionada dentro do próprio hotel. Porém, a atuação parece limitada por um roteiro que não consegue desenvolver completamente sua personagem.
Dave Bautista funciona bem como Everest, entregando uma presença física imponente e uma parceria interessante com Foster. Já o restante do elenco é composto por nomes talentosos, mas muitos personagens acabam sendo pouco explorados.
Sterling K. Brown e Sofia Boutella conseguem se destacar, enquanto Jeff Goldblum aparece como uma figura de autoridade no submundo criminoso. Entretanto, o filme desperdiça parte desse elenco ao não desenvolver melhor as relações entre os personagens.
### HOTEL ARTEMIS X HOTEL CONTINENTAL
A comparação com *John Wick* é praticamente inevitável. Os dois filmes apresentam estabelecimentos que funcionam sob regras próprias dentro de um universo dominado pelo crime.
A diferença está na execução.
O Continental possui uma mitologia muito mais desenvolvida e transmite a sensação de que existe um mundo inteiro funcionando por trás de suas paredes. O Artemis, por outro lado, parece limitado ao próprio prédio e àquela noite específica.
É uma pena, porque o conceito tinha potencial para criar uma franquia muito maior.
### PRODUÇÃO E DIREÇÃO
Visualmente, *Hotel Artemis* possui uma atmosfera interessante. O cenário decadente combina com uma Los Angeles caótica e futurista, enquanto o próprio hotel funciona quase como um personagem.
A direção consegue criar alguns bons momentos de tensão, principalmente quando as regras do estabelecimento começam a ser quebradas. O problema é que o filme acelera demais para chegar ao confronto final e não permite que a história respire.
### AÇÃO
As cenas de ação são competentes, mas não memoráveis. Existem bons confrontos e momentos de violência, porém falta aquela sensação de impacto que transforma uma sequência em algo realmente marcante.
O filme parece estar sempre prometendo que algo grandioso vai acontecer, mas raramente entrega toda a potência que sua premissa sugere.
### 易 CONCLUSÃO
*Hotel Artemis* é um filme com uma ideia melhor do que sua execução. Possui um elenco talentoso, uma protagonista interpretada por uma grande atriz e uma premissa que poderia facilmente sustentar uma franquia.
Porém, ao invés de explorar profundamente o universo que criou, o filme se limita a uma história de uma única noite. O resultado é uma produção razoável, mas que deixa aquela sensação incômoda de **"poderia ter sido muito melhor"**.
Jodie Foster entrega uma personagem diferente de muitos de seus trabalhos anteriores, e Dave Bautista demonstra novamente que possui presença para além dos filmes de ação tradicionais. Ainda assim, o roteiro não consegue transformar o potencial dos dois em algo realmente memorável.
No fim, *Hotel Artemis* fica naquele território dos filmes que você assiste sem se arrepender, mas que também não sente vontade de rever imediatamente.
Uma boa ideia, bons atores, um conceito interessante e uma atmosfera competente — mas faltou algo que transformasse o Artemis em um verdadeiro destino cinematográfico.
⭐ **NOTA: 5,0/10**
**Conclusão final:** *Hotel Artemis* tinha tudo para ser o próximo grande universo do submundo do crime, mas acabou sendo apenas uma hospedagem cinematográfica de passagem. A porta se abre, a história acontece e, quando as luzes se apagam, fica a sensação de que o filme poderia ter oferecido muito mais.