A Freira
Carregado de expectativas, A Freira leva consigo a responsa de entregar a hype gerada sobre, uma vez que faz parte do universo começado em Invocação do Mal, dois, por ser o filme solo de uma personagem que fez bastante barulho.
___
A narrativa é rasa e carece de substância. Não temos uma trama sólida, apenas um acontecimento formado por uma séries de momentos previsíveis, que caem no “lugar comum.” Existem repetições de situações e obviedades demais no seguimento da história. Talvez o problema seja usar clichês demais, embora saiba subverter alguns (poucos) durante o filme.
____
O texto não colabora, uma vez que explicita tudo o que está acontecendo, querendo facilitar o entendimento de coisas que podem ser sugeridas, o que cria mais interesse ao que vemos. O elenco tem pouco com o que trabalha nos diálogos, Taissa Farmiga é esforçada, nos coadjuvantes, Demian Birchir como Padre Burke e Jonas Bloquet como Frenchie, este último cabe a tentativa (frustrada na maior parte) de trazer humor ao longa.
____
A direção é funcional, e faz um trabalho preciso, existe um design de produção inegável, realmente vistoso e bem feito. Assim como a trilha sonora do filme, provavelmente o maior dos acertos, ela é opressora, imponente e presunçosa. Encaixa bem na personagem título.
____
Falando da nossa personagem principal, a sensação é de potencial desperdiçado. A ideia visual é marcante e assustadora, mas não encontrou o tratamento merecido. A Freira, é abaixo da expectativa para este que a muito esperava. Peca nas obviedades, temos personagens caindo em situações estupidas e jumpscares calculados. Entretanto, funciona como potencial entretenimento de terror, para ver com os amigos de forma despretensiosa, mais para curtir o momento do que aproveitar uma boa história, de fato. Uma pena.
Por @igorp_bw / @aquelefilme