Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Nicholas Wacherski
2 críticas
Seguir usuário
4,5
Enviada em 5 de janeiro de 2020
O filme tem uma fotografia e realismo excelentes, muitos se deixaram levar pelo trailer como sendo algo semelhante a Interstellar com cenas de ação no espaço, mas ele está mais para outros filmes de ficção como Blade Runner e 2001, uma odisséia no espaço. É mais lento, não é ação de Star Wars, nem uma história montada sobre bem versus mal. Pra mim o filme é mais sobre como as relações humanas se comportariam diante da imensidão e solidão do espaço. Minha unica ressalva é sobre as cenas de ações na lua e na nave com problemas, faltou explicação dentro do contexto do filme e foram inseridas mais para dar ação ao longa.
FILMAÇO! O Trailer engana muito, dando o enteder que terá muitas guerras, o que é o contrário do filme. Mas de resto, muito bem trabalhado no objetivo da mensagem que o filme nos traz: Aproveitar o essencial da vida. Hoje em dia há muito investimento em missões pra descobrir vida fora da terra, e o filme anda junto com isso, demonstrando a jornada (com gravações muito bem feitas utilizando técnicas de filmagens, inclusive bem diferentes). Entendemos o protagonista e etc. De forma resumida, recomendo muito, ainda mais pra quem gosta de filme de espaço sideral.
As duas primeiras opiniões que ouvi sobre esse filme destacavam o tédio, a frieza e que o filme era simplesmente desinteressante. Essas opiniões vieram de pessoas das quais eu respeito seu modo de pensar, então criei um preconceito contra Ad Astra, mesmo não sabendo ao certo do que se tratava. Algumas semanas depois tive contato com outros críticos e pessoas que, diferentemente, colocaram o filme como um dos melhores do ano, o que me fez pensar que talvez o problema não seja o filme em si, mas a forma como foi vendido e o público que ele atinge. Nos primeiros 30 minutos a trama estava interessante e pensei, ‘bom, logo começará a ficar chato’. 60 minutos de filme e tudo continuava interessante, uma hora e meia e a trama continuava envolvente, conclui, temos um novo Blade Runner 2049. Tal como o novo Blade Runner, Ad Astra é uma ficção cientifica que proporciona ao espectador cenários exuberantes, uma trama lenta e personagens introspectivos. Esses fatores associados a um marketing que prometia eletrizantes cenas de ação no espaço, naturalmente gerou falsas expectativas e verdadeiras frustrações nas salas de cinema. Ad Astra não conta com personagens pelos quais a empatia é imediata, o tom de voz dos personagens é baixo e o protagonista que monopoliza grande parte do filme, Roy McBride (Brad Pit), constantemente compartilha com o espectador seus pensamentos a respeito de convívio social, uma relação fria com a esposa e um pai distante. São personagens frios e apáticos, as cenas de ação são maravilhosas, porém pontuais. De forma que não existe consenso em uma obra como essa, a minha personalidade introspectiva facilitou minha ligação com o protagonista e o contexto geral do filme, da mesma forma que outras pessoas não conseguirão se conectar com o protagonista e nesse caso, não há nenhum cenário exuberante no sistema solar inteiro que o fará gostar desse filme.
Olha se fosse por alguns comentários falando que o filmo é o " pior que já viu" eu não teria assistido. Ao contrário disso. Gostei muito. Filme excelente. Uma boa reflexão de vida. Recomendo!
Ad Astra é um filme que aborda uma ficção-científica um pouco mais filosófica. Brad Pitt está ótimo, e o time de coadjuvantes também é muito bom, fotografia é belíssima, assim como a trilha sonora. Talvez o melhor filme do diretor James Gray, uma pena o filme ter algumas cenas meio que fora de contexto, principalmente as de mais adrenalina e tensão, mais especificamente a da perseguição na Lua e a dos primatas. São cenas ótimas sendo analisadas sozinhas, mas parecem não se encaixar no filme como um todo, parece que o diretor foi forçado a enfiar algo mais tenso no meio do longa para não torna-lo lento demais. Bom filme.
Curti bastante o filme. Dá uma ideia que parece muito realista do futuro. Não é ação e não acontece nada de mirabolante, por isso talvez não agrade certas pessoas. Ainda assim é genial pela sua sutileza. Vale a pena.
Assisti o novo filme do diretor James Gray (Amantes, Os donos da noite, Z – A cidade perdida, Era uma vez em Nova York), chamado "Ad Astra - Rumo às estrelas". O longa é uma espécie de “Interestelar” com “O primeiro homem”, para alguns também lembra “2001 – Uma odisseia no espaço”, mas sem o lado sobrenatural e lúdico. Ad Astra é um filme de ficção contemplativo e intimista, sabe aqueles filmes com uma bela fotografia e com conceitos filosóficos? Esse é o filme! O diretor de fotografia Hoyte Van Hoytema, repete uma bela composição, assim como em Interestelar, entrega um primor visual magnífico, contraste de cores, enquadramento, tudo muito bem feito para você ficar maravilhado com o espaço e os cenários. Assim como em seus trabalhos anteriores, Gray consegue entregar uma narrativa densa e momentos nunca antes vistos no cinema. Uma ficção não muito distante da realidade, onde teremos viagens interplanetárias como se estivéssemos viajando de avião – a base na lua é formidável, bem como a cena de perseguição seguinte. Durante todo o filme, o diretor se mantém pé no chão, mesmo em alguns momentos que você imagina que o mistério vai ser revelado e o sobrenatural vai acontecer, ele volta para o drama humanista de seu personagem. Ad Astra é um filmaço de ficção que beira a arte, mas talvez não seja para você que espera ação e contato com o desconhecido.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade