"Tully", um filme que representa o espirito livre, sonhos e objetivos de uma mulher aos 40 anos com dois filhos e grávida do terceiro. O roteiro conta a história de Marlo, nossa protagonista que começa a questionar seu estado durante a gravidez, e pôs a mesma. Depressão pós parto, crise dos 40, busca por sentido, transtorno mental? Cada um tem sua interpretação, eu prefiro interpretar como uma despedida tardia de Marlo da sua vida juvenil, inconsequente, mas livre, com o mundo ao seu alcance, tal dualidade encanta o telespectador, e seu plot Twister -que não causa surpresa- é bom. Jason conduz muito bem seu filme, com ângulos de suspense, muitas vezes causando tensão e extraindo o máximo de drama, com poucos escapes humorísticos e um terceiro ato que deveria ser mais avassalador mas corrido demais, embora nele contenha as melhores cenas do filme. Charlize Theron está simplesmente incrível, a atriz engordou para seu papel e vive seu drama de modo quase que pessoal, uma entrega pessoal e notável que merece no mínimo uma indicação ao Oscar. "Tully" é um bom filme, admito que o mesmo não me tocou, talvez por não me identificar com a trama, mas sua qualidade é notável, tal qual suas representações, atuações e direção.