O Estranho que Nós Amamos
Média
3,1
354 notas

46 Críticas do usuário

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jrcampos
jrcampos

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3,5
Enviada em 27 de agosto de 2017
Fotografia magistral! Só pela fotografia vale a pena ver o filme. A primeira hora tem um ritmo muito lerdo, talvez por ser um filme de época. Depois melhora, um pouco. Final inesperado.
Eduardo Santos
Eduardo Santos

340 seguidores 183 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 11 de agosto de 2017
Sofia Coppola é uma diretora super talentosa. Premiada mundo afora com seus filmes intimistas e cheios de nuances, ela tornou-se famosa buscando seu espaço à parte de seu famoso pai, para manter uma carreira sólida como contadora de belas histórias. Aqui, ela reconta uma historia que já foi adaptada anteriormente para o cinema. No original The Beguiled (algo como “O Seduzido”, “O Cativado” ou “O Fascinado”, que tem uma conotação bem mais interessante que o título em português), narra a história do Cabo John McBurney (Colin Farrell), que é achado ferido na mata pela adorável Amy (Oona Laurence) que mora num internato para moças comandado por Martha Farnsworth (Nicole Kidman), que trata de seu ferimento na perna, como boa cristã que é, e cede abrigo até que ele se recupere e possa partir. Só que a presença deste forasteiro abala toda a estrutura do casarão, chamando a atenção de todas as que vivem ali dentro, em especial a professora Edwina (Kirsten Dunst) e a jovem Alicia (Elle Fanning). A história me parece extremamente interessante, e há vários exemplos na literatura e no cinema em que o surgimento de uma pessoa estranha gera conflitos naqueles que vivem em tal ambiente. Aqui, o que chama a atenção é a qualidade técnica. Fotografia, figurino e direção de arte são um destaque à parte. A direção segura de Coppola, que também roteirizou o longa, é outro ponto positivo. O elenco é excepcional, com destaque óbvio para Kidman, Farrell e Dunst, que conseguem explorar melhor as nuances de seus personagens. O que me incomodou no filme foi o tom raso e superficial como o roteiro explora seus dilemas. Tudo me pareceu meio mecânico e frio. O frisson causado pelo personagem de Farrell se dissipa com o mesmo vigor que surge. Há uma aparente falta de profundidade nos quiproquós dos personagens. E essa falta de densidade acaba influenciando no resultado final. É um filme que mantém interesse, mas que não aprofunda nos temas tratados, e isso causa essa sensação desconfortável de que poderia ser bem melhor do que é. Essa maneira simplista de contar histórias foge do padrão de Coppola como cineasta já que ela sempre buscou trabalhar melhor as nuances e complexidades de seus personagens. Ainda assim, é um filme que vale muito a pena assistir, pela qualidade técnica e enredo que prende a atenção.
Nelson J
Nelson J

51.036 seguidores 1.978 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 14 de agosto de 2017
Ótima adaptação da Sophia Coppola, com excelente fotografia e elenco. Quando mulheres sulistas trazem para casa o soldado do norte ferido e sucumbem a novidade, onde cada uma delas projeta algum ideal nele, o desenvolvimento será trágico. Elas tiveram a oportunidade de entregá-lo para o exército do sul como prisioneiro, mas acabam se envolvendo emocionalmente com ele, incluindo cenas de ciúmes e como boas cristãs que o acolheram acabarão por matá-lo. Belo filme.
Fabrício Madureira
Fabrício Madureira

6 seguidores 55 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 21 de junho de 2018
Um filme interessante, mas nada além disso. O legal é o que fica no ar, sobre o que, de fato, se passava na cabeça do militar, e se realmente era necessária a intervenção para curá-lo. Vale a pena, mas não é uma obra prima.
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 12 de outubro de 2017
O Estranho que Nós Amamos, filme dirigido e escrito por Sofia Coppola, na realidade, é uma refilmagem de um longa homônimo de 1971 dirigido por Don Siegel e estrelado por Clint Eastwood e Geraldine Page. A essência do roteiro de ambos é a mesma: durante a Guerra Civil Americana, um soldado da União, ferido em combate, encontra abrigo num internato para mulheres que, apesar da guerra, manteve suas atividades com as poucas alunas que restaram.

Neste sentido, alguns elementos são bastante importantes de serem mencionados. O internato fica localizado em território Confederado – ou seja, o lado inimigo dos soldados do Norte – e o Cabo McBurney (Colin Farrell) será o único homem, num ambiente totalmente feminino. Desta maneira, boa parte do clima tenso do filme reside justamente no conflito e na certa paranoia que surgem do fato de existir a possibilidade de que Miss Martha (Nicole Kidman), a responsável pelo internato, entregue o militar; assim como dos ciúmes que passam a ocorrer entre as meninas, adolescentes e mulheres que ali vivem e que brigam entre si pela atenção do soldado.

Assim, podemos dizer que O Estranho que Nós Amamos é um thriller psicológico que se apoia justamente nas tensões que se estabelecem entre as personagens, especialmente após o grande ponto de virada na trama do filme. A partir desse instante, vemos o Cabo McBurney sucumbindo ao seu próprio abalo de nervos e se desestabilizando a todo momento, ao ponto de refletirmos sobre quem seria a verdadeira ameaça no longa? As mulheres ou o homem?

Vencedora do prêmio de Melhor Diretora no último Festival de Cannes pelo trabalho em O Estranho que Nós Amamos, Sofia Coppola exerceu seu ofício com primor neste filme. A direção de fotografia de Philippe Le Sourd lembra a atmosfera de Os Outros (filme também estrelado por Nicole Kidman); a direção de arte de Anne Ross e Amy Beth Silver, bem como os figurinos de Stacey Battat são lindos; e as atuações estão muito competentes – especialmente a do trio Nicole Kidman, Colin Farrell e Kristen Dunst, com destaque também para Elle Fanning.
Hugo D.
Hugo D.

1.892 seguidores 318 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 5 de outubro de 2017
Um filme bem dirigido e que nos passa a tensão e o desejo que paira dentro da mansão onde vivem as garotas, do início ao fim, tanto pela parte delas quanto do forasteiro. Mas é muito previsível que irá acontecer algum envolvimento amoroso e que isso desencadeará problemas dentro da casa. Na visão de Coppola o lado forte desse embate são as mulheres, que dominam a situação e de certa forma manipulam o homem, mesmo deixando-se manipular em alguns momentos. É um bom filme, mas não é tudo isso. Pra mim faltou algo mais arrebatador.
Rodryg A.
Rodryg A.

4 seguidores 31 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 3 de julho de 2018
Gostei do filme. O filme se manteve firme até então quando acontece o lance da escada o filme teve outro rumo sem noção. gostei do figurino, fotografia, cenário.
Jessica Klinger
Jessica Klinger

2 seguidores 35 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 20 de maio de 2024
O filme não é nada previsível. Ótima imagem com excelentes atuações. Do meio pro final me surpreendeu mto. Mas confesso que esperava um desfecho completamente diferente, o que não me fez amar o filme. Mas de qualquer forma, é excelente. 10/7
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