Veludo Azul
Média
3,9
513 notas

19 Críticas do usuário

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5 críticas
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Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 7 de setembro de 2016
“Veludo Azul” é um filme dos anos oitenta, com todas as características desta década, musicas pops, cenas meio videoclipe, roupas características, fotografia cinzenta... Mas é um filme que também tem a cara do Lynch, e o que ele quer lhe falar é muito simples: Nada é perfeito. A película começa mostrando um bairro lindo e perfeito numa cidade suburbana dos estados unidos, e depois a câmera mostra um formigueiro, fazendo essa analogia a perfeição, que ao longo do filme é muito mais aprofundada, repleto de cenas que nos fazem questionar a sanidade daquilo que está sendo mostrado, Lynch nos desafia a entender um mistério que envolve policiais, maníacos sexuais, psicopatas, traficantes e malucos, o filme não tem qualquer misterio, até porque na metade do filme você já entende o “mistério”, mas mesmo assim você quer continuar assistindo o filme porque você se questiona o porque isso acontece, o roteiro é brilhante, com doses de suspense, comedia e romance, já nos detalhes técnicos eu não tenho muito o que falar, pois como eu já disse anteriormente, é um típico filme dos anos 80, nada é muito bom ou muito notável, mais agrada demais o telespectador, as atuações são boas, nada de genial. Bom, o filme é ótimo, um dos meus favoritos do Lynch, e vale muito apena dá uma conferida.
Carolina B
Carolina B

1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 2 de janeiro de 2016
Mais que onírico, esse filme de David Lynch escancara as personalidades, psicologias, lados sombrios, sofrimentos, sublimações, mostrando em sua sempre versão desnuda, o que pode se passar por trás de cada dia-a-dia, de cada vida e o que pode estar por detrás de cada rosto.
É quase uma aula em cada filme, sobre as facetas e formas de agir pessoais- no qual você percebe o quanto um ser humano pode ser complexo de sentimentos,o que ele pode ter passado e está passando e o como ele pode responder a cada situação de vida.
O diretor, mesmo inserindo a trama de suspense que entretêm o telespectador, põe intensidade e consistência na personagem Dorothy, depois em Frank e tbem em Jeffrey. A liberdade que o diretor tem em expressar e a liberdade que ele dá a história de cada personagem produz a riqueza de seus filmes, que juntamente com o maravilhoso mundo de Lynch: de cores, imagens, sons, e música; produz, conforme a crítica principal diz, um universo sensorial (e como).
Um clássico e um dos mais antigos, neste, a trama de suspense - que não poderia faltar em seus filmes- é mais simplesmente elucidada e mais fácil ao telespectador de acompanhar, sem tantos mistérios nem quebra-cabeças (características que já se alteram a partir de Twin Peaks).
Lynch para mim, quer envolver, quer fazer pensar, quer surpreender, quer despir o ser sentimentalmente sem pudores , como se os personagens fossem como nós, talvez para nos incomodar no sentido de remexer no que deixamos mais embutidos de nossos seres, quer deixar dúvidas, insere sim a insanidade e os extremos em seus filmes e proporcionar sim, um pouco do universo onírico, louco e sensorial que ele vive: a arte feita em cinema, e ele consegue.
Alvaro S.
Alvaro S.

2.259 seguidores 349 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 10 de dezembro de 2015
Há quase 30 anos estreou nos cinemas este clássico Cult do diretor David Lynch.
Este é aquele famoso filme da orelha humana decepada. Isso mesmo, não espere muito lógica, e mais, não se preocupe em entender as esquisitices da direção, elas são intencionais e não para serem compreendidas.
Nem por isso deixa de ser sedutor e atraente. É uma característica do Lynch criar universos surreais e subversivos.
Pode ser considerado um filme para cinéfilos, mas minha opinião é que todos devem assistir.
Curiosidade. O diretor foi indicado ao Oscar de Melhor Direção por este filme.
Nota do público: 7.8 (IMDB)
Nota dos críticos: 93%(Rotten Tomatoes)
Bilheterias
EUA - $8,5 milhões
Acesse o blog 365filmesem365dias.com.br para ler sobre outros filmes.
Valdirene R.
Valdirene R.

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 13 de agosto de 2015
Achei uma porcaria de filme duas horas interminaveis a espera de um desfecho que valesse a pena, mais nem isso! Não consigo entender como tem gente que fala que esse filme é otimo!
Khemerson M.
Khemerson M.

61 seguidores 74 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 29 de dezembro de 2014
A primeira cena de Veludo Azul é emblemática quanto à narrativa que quer contar. Abrindo o filme com um imenso tecido de veludo azul tomando a tela enquanto passam os créditos iniciais, a câmera vai se aproximando aos poucos até o momento em que uma sutil elipse revela um imenso céu azul, com flores coloridas em primeiro plano, penduradas em cercas de típicas casas suburbanas americanas, sugerindo um bucolismo e uma normalidade que é posto em xeque no momento em que um sujeito passa mal enquanto rega seu jardim. Nesse instante, a câmera de Frederick Elmes mergulha no gramado e nos revela que abaixo de todo aquele verde, besouros em plano-detalhe cavam ferozmente a terra, numa sugestão eficaz de que, por baixo de toda aquela normalidade reside o caos e o perigo, prestes a vir à tona... (LEIA O RESTANTE DO TEXTO NO LINK ABAIXO!)
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 2 de outubro de 2013
Filmaço, dirigido brilhantemente pelo Lynch, que, tenho certeza, cuidou da montagem pessoalmente e com rédeas curtas, Veludo Azul se torna notável não só por sua história e o desenvolvimento sempre calcado em cima de um suspense irresistível, mas também num elenco formidável. O trabalho de interpretação aqui é exemplar, de Rosselini a Laura Dern, todos estão muito bem e convencem perfeitamente em seus papeis. Passando, inclusive, por um Dennis Hopper possuído (um das melhores atuações de sua carreira inclusive), que foi indicado ao Oscar pelo filme errado naquele ano. A primeira cena de Jeffrey no armário é tão tensa, quanto bizarra e sensual. Aquela atmosfera Lynchiana que o cineasta sabe criar TÃO bem. Imperdível pra quem gosta do diretor.
Mateus F.
Mateus F.

40 seguidores 77 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de setembro de 2013
Aliás, que críticos toscos possui esse site sobre cinema, certo? Parece que já vi mais filmes que todos eles juntos e multiplicado ao dobro. Ahhh, o universo onírico e bizarro de David Lynch. O homem dos mistérios e das imagens surrealistas e personagens tão bizarros quanto só ele sabe fazer. O filme como um todo é cheio de metáforas e imagens transgressoras - logo de início vemos uma cidade tosca, mas tão tosca que fica evidente que é supérflua e ingênua. Mas, por mais calmo e lindo que as coisas possam parecer, há sempre uma "sujeirinha" por baixo. Assim como, por mais poluído que algo possa ser, ele definitivamente terá algo bom escondido (talvez isso sirva para a humanidade).
Sílvia Cristina A.
Sílvia Cristina A.

109 seguidores 45 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de janeiro de 2013
Adentrar no universo de Lynch é mergulhar em um mundo de possibilidades inusitadas e oníricas. Em geral, quando vemos um filme de Lynch sentimos que estamos sonhando, ou melhor dizendo, que somos o protagonista de um pesadelo. É possível estabelecer alguns paralelos entre sua obra e a do célebre espanhol Luis Buñuel, de "A bela da tarde" e "Esse obscuro objeto do desejo", no que diz respeito ao surrealismo. Por meio do bizarro, do grotesco, do surreal, Lynch nos fazer mergulhar no mais real da vida cotidiana: brutal, inflexível, violenta , sem concessões. O cinema comercial tenta nos fazer acreditar que as mulheres acordam belas e que de um minuto para o outro , encontra-se a felicidade embalada em um pepel cor-de rosa. No cinema comercial as pessoas não transpiram; não cheiram mal; são sempre sensuais, mesmo com uma perna baleada e no meio de uma perseguição policial. Na verdade os filmes comerciais deveriam ser considerados surreais, pois são eles que realmente maquiam a realidade e fazem as pessoas e as coisas parecerem mais bonitas, glamourosas e simples do que são. "Veludo azul" mostra o submundo, que infelizmente faz parte da realidade. Muitas pessoas , infelizmente , vivem no submundo, se drogando, agredindo fisicamente e emocionalmente , sendo agredidas, cometendo crimes para sobreviver ou simplesmente por sadismo.Porém, o que encanta em "Veludo azul" não são as cenas de violência. Pelo contrário. É extremamente comovente perceber que mesmo nos ambientes mais hostis e brutais , o amor floresce ; a solidariedade existe e o desejo e a piedade brotam com sinceridade. Merece destaque a cena em que a personagem de Isabella Rossellini canta "Blue Velvet" em uma boate e é observada pelo personagem de Kyle MacLachlan , que a olha simplesmente fascinado. Talvez , o desejo seja simples assim; sem discursos ; sem beijos aplaudidos por plateias de desconhecidos em aeroportos ou qualquer outro ambiente público. Talvez o mais verdadeiro desejo só possa ser sentido e expressado na intimidade e no silêncio.
looidi
looidi

18 seguidores 76 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Filme que te prende já no início. Ítem definitivizado em minha filmoteca pessoal. Quatro-e-meia estrelas [ equivalente a uma nota nove ] ...
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