Eu, Tonya
Média
4,2
599 notas

37 Críticas do usuário

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Anderson  G.
Anderson G.

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4,0
Enviada em 9 de março de 2018
Um filme com estilo, ótimos recursos técnicos aliado a uma direção afiada e atuações sublimes, "I, Tonya" é um dos grandes injustiçados do óscar 2018. Escolhendo contar a historia da patinadora americana Tonya, uma esportista controversa, com problemas familiares e pessoais, porem uma das melhores da sua época, o filme pega essa historia e prefere colocar numa óptica de humor negro, no melhor estilo "Fargo", o roteiro mescla a historia real com depoimentos de atores, com narração e até quebra da quarta parede, ou seja, temos uma mescla de recursos, uma mistura que dá certo, com uma montagem fabulosa, fotografia lindíssima, e uma trilha sonora ótima, vibrante, que combina demais com o filme, a edição e mixagem do filme também são ótimos, tal quais as coregrafias e atuações, atuações essas ao qual temos um primeiro grande destaque a Alisson Janney, que é um destaque do longa, sua atuação é tão sincera que você sente suas pequenas nuanças, de raiva, desprezo e simulação de amor, Sebastian Stan també, está comicamente ótimo, tal qual Margot Robbie, que manda muito bem nas cenas esportivas, mas peca nas cenas dramáticas. "I, Tonya" fala sobre muitas coisas, violência domestica, relacionamento abusivo, superação, ambição, caráter, e o filme faz isso se utilizando de um humor maravilhoso, porem, as vezes o filme tenta passar uma carga dramática, e é ai que o longa falha miseravelmente, mesmo assim, "I, Tonya" é um ótimo filme, melhor que ao menos a metade dos indicados ao ocar de melhor filme 2018, infelizmente o filme ficou meio pra escanteio.
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 6 de março de 2018
Houve um tempo em que Tonya Harding foi conhecida no mundo todo pela sua habilidade na patinação artística, afinal foi a primeira mulher norte-americana na história a conseguir fazer um triple axel (salto de extrema dificuldade) numa competição. Além disso, participou duas vezes das Olimpíadas de Inverno e conquistou também por duas vezes o título de Campeã Norte-Americana de Patinação. Entretanto, a história mudou seu curso em 1994, quando Harding e seu ex-marido Jeff Gillooly orquestraram um ataque contra a sua maior concorrente, a patinadora Nancy Kerrigan. Em decorrência do ocorrido, Harding foi banida para sempre do esporte.

Eu, Tonya, filme dirigido por Craig Gillespie, conta a história por trás de Tonya Harding (Margot Robbie). O interessante é que o longa foge do formato tradicional das cinebiografias e opta por retratar essa história, tendo como base entrevistas realizadas com as personagens-chaves desse relato: além da própria Tonya, sua mãe LaVona (Allison Janney, em performance vencedora do Oscar 2018 de Melhor Atriz Coadjuvante) seu ex-marido Jeff Gillooly (Sebastian Stan) e o comparsa deste, Shawn (Paul Walter Hauser).

Apesar de não querer humanizar demais a figura de Tonya Harding, chama a atenção no filme o fato de que o roteiro escrito por Steven Rogers tenta colocar a personagem principal como uma vítima da realidade na qual estava inserida e, principalmente, dos relacionamentos abusivos que marcaram sua vida – com a mãe, que a humilhava e esfregava constantemente na sua cara todos os sacrifícios que foram feitos em prol da trajetória dela na patinação; com o marido, que a violentava frequentemente; e, principalmente, com os jurados da patinação artística, que não a aceitavam e que não achavam que ela pertencesse àquele mundo.

Entretanto, nada disso é justificativa para a escolha que Tonya fez a partir do instante em que decidiu jogar sujo com Nancy Kerrigan. O percurso da personagem poderia ter sido modificado no momento em que ela soube do que Jeff pretendia fazer com Nancy. Mas, não. Falou mais alto em Tonya a possibilidade de enfrentar sua oponente no ringue de patinação, capitalizando sua vaidade e a rivalidade que existia entre ambas. spoiler: O tratamento cruel que ela recebeu da Associação de Patinação dos Estados Unidos, que permitiu que ela competisse nas Olimpíadas e somente após isso recebesse a punição que a afastaria de vez do esporte, também é um reflexo disso e da maneira como Tonya se portou durante o processo.


Eu, Tonya é um filme que tem uma estrutura narrativa muito fluida e marcada por um ritmo forte, sarcástico e vibrante, assim como era o porte da sua personagem principal dentro dos ringues de patinação. Craig Gillespie acerta muito ao colocar o eixo central em cima da atuação de Margot Robbie, que se dedicou de corpo e alma a esse papel – merecendo, assim, todo o reconhecimento que tem obtido pela sua performance, especialmente a indicação ao Oscar 2018 de Melhor Atriz. Além disso, a obra faz reconstituições perfeitas, quando comparadas com os vídeos que estão disponíveis no YouTube, especialmente nas cenas-chaves, como a que mostra o ataque a Nancy Kerrigan e a que mostra as apresentações de Tonya.
Vi Gabriel
Vi Gabriel

5 seguidores 19 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 4 de março de 2018
Otimo filme! Um filme baseado em fatos reais que conta a vida complicada e cheia de erros de uma patinadora profissional. O melhor do filme esta em suas atrizes, Margo Robbie com o melhor papel feito por ela, realmente impressionante a atuação dela o que fez o espectador ficar cada vez mais imerso dentro dessa historia, sem falar na Allison que também esta ótima.
Vitor Araujo
Vitor Araujo

3.873 seguidores 618 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de março de 2018
Dinâmico. Patinação. Bom ritmo. Atuação. Brutal. Divertido. Biografia. Dificuldades. Acidentes. Fama. Força. Muito bom.
Berenice R.
Berenice R.

2 seguidores 13 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2018
Filmaço! Prende a atenção do início ao fim. Impossível não se sensibilizar com o infortúnio de Tonya e torcer para que venham melhores dias para ela, que desde cedo foi apresentada à violência, pressão e ausência de referências. E foi casar logo com um excremento de pessoa... Excelente atriz! Eu sentia a tensão dela nas competições finais, hahahaha.
Juarez Vilaca
Juarez Vilaca

2.918 seguidores 393 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2018
EU, TONNYA
É classificado como drama/comédia, mas está mais para um filme de terror urbano. Nunca vi tantas desventuras e ações politicamente incorretas. Trata-se de um documentário biográfico da patinadora na vida real Tonnya Harding. É claro que não dá para em duas horas passar a vida de ninguém. Pegaram os principais momentos. Agora, faltou uma melhor identificação da personalidade de Tonnya. Não é possível que uma pessoa normal seja tratada como ela foi, sem que se explique os motivos, que deveriam ser muitos. O filme é bom e muito denso. Tão bom que não dá para ficar na cadeira impassível com aquelas ações. Terrível. Bem dirigido e com ótimos atores. Vale a pena, mesmo que seja para sair irritado.
Eduardo Santos
Eduardo Santos

340 seguidores 183 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 21 de fevereiro de 2018
Um famigerado caso de agressão no mundo esportivo. Desta premissa, o fantástico filme Eu, Tonya se transforma numa bizarra narrativa de uma brilhante jovem super talentosa e incompreendida no meio esportivo, que teve uma vida infernal devido a uma criação duvidosa por parte dos pais e um marido abusivo. Baseado numa história real, o filme mostra de maneira não convencional uma biografia cheia de altos e baixos (mais baixos, eu diria), com muitas cenas marcantes, tanto pelo alto teor cômico, irônico e sarcástico, contrabalançando com os dramas, dilemas e tortuosidades de personagens sofridos e intensos. O filme já chama a atenção de cara pela narrativa que tenta fugir do lugar-comum das biografias cinematográficas, como que se estivesse entrevistando os personagens centrais da história contando de suas perspectivas os acontecimentos noticiados. E além da impressionante ambientação de época, o filme tem como sua maior qualidade o elenco que é extraordinário. Margot Robbie já havia demostrado que não é somente uma mulher estonteante. Ela aqui abre mão da vaidade para fazer a sua melhor interpretação até agora, personificando uma caipira mão pesada, que não sabe lidar com o que acontece a seu redor. Um poder da natureza que abrilhanta a tela, merecedora de prêmios (embora seja muito pouco provável que consiga bater suas fortíssimas concorrentes no Oscar). Sebastian Stan, um ator que, ao meu ver, não tinha feito nada de marcante até então, é uma boa surpresa, num papel difícil e cheio de nuances. Agora quem rouba mesmo todas suas cenas é Allison Janney, que interpreta a mãe de Tonya. Simplesmente impressionante! Uma das melhores interpretações que vi ultimamente, num papel dificílimo e que ela consegue imprimir uma naturalidade absurda! É ver para crer. No mais, o filme é um excepcional exercício de boa execução, que foge da obviedade, o que o torna sem sombra de dúvidas, desde já, um dos melhores filmes do ano.
Camila D.
Camila D.

12 seguidores 4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 4 de março de 2018
Surpreendente! A maneira como é retratada essa figura tão conhecida pelos norte americanos, é espetacular, fugiu do óbvio ao colocar em formato de um documentário fictício, trazendo algo novo e divertido para as telas, lembra muito algumas cenas de A grande aposta, onde os personagens falam diretamente para a câmera no meio da cena, deixando assuntos pesados e delicados, como abuso e exploração infantil, violência doméstica, preconceito de classes serem abordados de forma leve e divertida. Margot está incrível, caricata como a personagem exige, fazendo humor de forma brilhante, merece a indicação ao Oscar, assim como sua mãe, a mãe de Tonya no caso, está espetacularmente bem interpretada, ela rouba a cena todas as vezes que aparece dar um show. Apesar de termos boas interpretações, o que me chama mais atenção é a montagem do filme, fotografia absurda, inclusive das cenas do ringue, e a direção, a forma como o filme foi montado e dirigido é demais, poderia ver este filme o dia inteiro sem cansar, por conta de sua forma, apesar do teor dramático que a história real possui!
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 482 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de fevereiro de 2018
I, Tonya

O longa é baseado em eventos reais sobre a vida de Tonya Harding, uma ex-patinadora artística americana. Narra o nascimento de uma estrela a partir de sua infância, passando pelo estrelato e terminando em um final de carreira trágico. Dirigido por Craig Gillespie (A Hora do Espanto) e estrelado pela maravilhosa Margot Robbie (uma das mulheres mais sexy do planeta), Sebastian Stan, Julianne Nicholson, Caitlin Carver, Bobby Cannavale e Allison Janney.

O roteiro de Steven Rogers (não é o Capitão América - kkkkkkk) estava perdido na BlackList de 2016, até Margot Robbie decidir buscar um papel que a elevasse em um novo patamar na indústria cinematográfica americana (além de atuar, ela também assina a produção do longa). Até então, Robbie havia aparecido inicialmente na obra-prima de Scorsese ("O Lobo De Wall Street") e de lá pra cá ela sempre vinha fazendo papéis com pouco destaque, como em "Golpe Duplo" e "A Lenda de Tarzan". Em 2016 ela ganhou todas as atenções quando encarnou a belíssima Arlequina em "Esquadrão Suicida" (o filme é péssimo, mas ela é o que ainda salva o longa). Robbie queria mais, queria ser notada e nos impactar com um grande trabalho, e não é que ela conseguiu nos impressionar, nos brindando com sua brilhante e estupenda atuação em I, Tonya.

O longa funciona como um documentário baseando-se em relatos e reportagens da época, com uma apresentação narrada por cada um envolvido na história (ao final o longa apresenta imagens reais de Tonya competindo). O filme começa nos mostrando a infância da pequena Tonya, quando ainda era uma criança severamente castigada pela impiedosa e inescrupulosa mãe, o que de certa forma contou muito pra formação do carácter de Tonya. Uma infância pobre, dura e sofrida em Portland, em que mãe lhe exigia a perfeição no esporte, passando por uma adolescência amarga até chegar na vida adulta. Vida essa em que Tonya conhece seu abusivo e violento marido.

A forma trágica como acompanhamos toda trajetória da vida de Tonya é de doer na alma. Tonya foi violentada pela vida, tendo que conviver com uma mãe daquele nível e um marido daquela espécie. Ela sofria todos os tipos de abusos e agressões físicas e mentais, tanto pela mãe, que a atacava de todas as formas e sem nenhum pudor, quanto pelo marido, que a violentava e agredia. A úncia coisa que Tonya sabia fazer na vida (e muito bem por sinal) era a patinação artística, o que de certa forma funcionava como uma válvula de escape para o seu dia a dia.

Tonya apostou todas as suas fichas no esporte que ela tanto amava, se tornando a primeira mulher a conseguir o feito do "triple axel" em uma grande competição. Apesar do grande feito, o que ficou marcado na sua história foi a dura rivalidade com a patinadora Nancy Kerrigan e todo ataque planejado pelo seu marido e seu segurança. Envolvida em tais fatos, Tonya teve a sua carreira interrompida no atletismo, sendo exonerada do posto de patinadora da equipe norte-americana nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1994 (e também proibida de praticar o esporte pelo resto de sua vida).

Margot Robbie entrega a sua melhor atuação da carreira até aqui, ao encarnar a vida de Tonya Harding. Uma atuação soberba, grandiosa, com muita maestria, ela soube extrair toda essência da personagem, nos alegrando nos momentos mais cômicos e nos emocionando nos momentos mais dramáticos. Robbie conduziu com muita dignidade o papel da princesa do gelo, nos mostrando os seus relatos que a levou do estrelato ao fundo do poço. Ela não se encaixava na temática, não seguia as regras, ela não era a imagem que eles queriam que representasse os EUA. Show, Margot Robbie deu um show em todos os sentidos e foi merecidamente indicada ao Oscar de Melhor Atriz. Uma pena que ela irá competir com duas atuações monstruosa de Sally Hawkins e Frances McDormand, mas é sua primeira indicação e sua hora vai chegar (ela já é uma ótima atriz).

Allison Janney entrega uma das melhores atuações que eu já vi na vida na pele de LaVona Harding, a mãe de Tonya. Uma figura desprezível, sarcástica, egoísta, sádica, que maltratava a filha em todos os sentidos, com agressões verbais e físicas (a cena da faca doeu em mim), com um ódio que era capaz de notar apenas com um olhar. Allison Janney está estupidamente fantástica em cena, está monstruosa, fascinante. A química entre ela e Robbie é estupenda, difícil me recordar de uma apresentação de mãe e filha com tamanha perfeição misturada com tamanha violência. Com essa atuação, Allison Janney ganha o Oscar de coadjuvante contra qualquer concorrente.

Devo destacar também Sebastian Stan, que fez o personagem Jeff Gillooly, marido de Tonya. Outra baita atuação, que foi correta do início ao fim, sem titubear, com uma química perfeita com Robbie. Eu indicaria fácil à coadjuvante no Oscar, ele entrega uma atuação fantástica, com muito brilho e muita segurança, fazendo parte direto na trajetória da vida de Tonya e sendo peça-chave no seu escândalo.

I, Tonya é uma obra-prima sensacional, genial, estupenda, onde tudo funciona com a maior perfeição possível, tudo milimetricamente acertado. Com uma belíssima narrativa, uma trilha sonora perfeita, uma fotografia prazerosa, uma edição à nível de Oscar, uma direção de arte de saltar aos olhos com a perfeição aplicada em cenários, figurinos, tudo muito bem ajustado pra época em que o filme foi rodado. As maquiagens e cabelos também foram destaques, como na própria Tonya, que teve uma maquiagem pesada, que envelheceu e enfeiou a atriz (como se fosse possível deixar a Robbie feia).

I, Tonya está indicado em 3 categorias no Oscar 2018 (Melhor Atriz, Atriz Coadjuvante e Edição). Porém, na minha opinião deveria ter ganhado mais indicações, acho que o filme tem um potencial incrível e deveria estar entre os indicados à Melhor Filme (caberia fácil nos lugares dos superestimados Corra e Lady Bird). Na realidade os americanos nunca gostaram da Tonya Harding (ela nunca foi a referência no "American way of life") e jamais indicariam a sua cinebiografia à Melhor Filme do ano. [17/02/2018]
jrcampos
jrcampos

10 seguidores 54 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 10 de fevereiro de 2018
Robin tem um desempenho extraordinário. Embora seja auxiliada por duas dubles nas cenas mais difíceis da patinação, Robin entrava no ring de patinação e assumia logo após a “aterrissagem” das dubles. Muitas cenas são reprodução exata da realidade. História triste de uma celebridade azarada.
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