Anon
Média
3,0
153 notas

23 Críticas do usuário

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Giu D. B.
Giu D. B.

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3,0
Enviada em 9 de maio de 2018
Espero que minha crítica ajude a compreender peculiaridades tecnológicas mostradas neste filme do ponto de vista de um geek :3

Primeiramente este produto cinematográfico também é uma crítica social (+1 estrela), de que cada vez mais tecnologias estão entrando em nossas vidas pessoas (redes sociais, direitos de privacidade do usuário e a falta de protocolos segurança), dentro de nós (como a aplicação ocular que proporciona realidade aumentada ), os crimes virtuais, mas o foco deste filme é a dimensão de uma falha num sistema operacional em que um hacker/cracker consegue acesso total a qualquer informação/lembrança de forma irrestrita. Um Windows XP da vida bastou para o ransomware WannaCry, fruto de informações e ferramentas vazadas pela NSA em 2017, infectar mais de 300 mil computadores em 150 países e ficariam inutilizados se não pagassem o resgate em bitcoins.

Na pós-produção (+1 estrela), é latente o investimento nos efeitos sci-fi que me lembram muito Watch Dogs (jogo) e Black Mirror (série), o pessoal de edição teve bastante trabalho para encaixar tudo isso.

Entretanto, apesar de uma boa pós-produção, não podemos dizer o mesmo quanto à narrativa/roteiro (-2 estrelas) com erros graves ao ponto de se perder a imersão para ficarmos achando as falhas e uma falta de entendimento sobre informática do Andrew Niccol (diretor, produtor e roteirista) que quase comprometeram completamente os enquadramentos, ritmo e atuação nas cenas (+1 estrela).

spoiler: ***Spoilers*** Anon andando na rua sem chamar atenção seria um problema (mesmo alegando um bug, é algo que se nota). A equipe de investigação é incompetente, se for parar para pensar. Então o detetive (sem disfarce facial digital) vai ser isca de um criminoso que tem a capacidade de acessar dados e lembranças de qualquer pessoa em tempo real justamente depois de uma perseguição entre eles? Ok, vamos expor o nosso detetive (como se fosse a única escolha e justificar o plano por causa da falta de vida ativa sexual) um risco real de morte, para colher provas suficientes e assistidas para uma prisão em flagrante, mas vamos culpar apenas o Sol por deixá-la escapar, certo? Vou fazer uma analogia simplificada para facilitar o entendimento da cena e arregaçar ainda mais os problemas do roteiro: O IP é um registro do dispositivo do usuário para acessar a internet, Proxy é um caminho que um servidor proporciona para o IP/Usuário acessar a rede. Qual a obsessão de quererem saber o Proxy se já tinham acesso a visão de Anon (IP) e também do apartamento (que pelo tamanho e 1 frame da imagem da janela, seria possível estimar sua localização). Particularmente, senti um esforço de uma cena em insinuar que a investigação estava comprometida com um enquadramento estranho para o Sol questionar se estavam seguros. A morte do filho foi uma homenagem/referência ao jogo Heavy Rain? (infelizmente, a relação dos personagens são muito superficiais). Ninguém ficou interessado em prender Anon, mas Sol fez questão de ir no apartamento “indetectável”. A cena final poderia ser cortada, uma transa não justificaria toda essa relação, principalmente tendo em vista personagens extremamente rasos (nem mesmo a morte do filho dele teve um aprofundamento adequado). Bastava o Sol sair da cena anterior, rolar um fade to black e aparecer uma mensagem de Anon.


***Vamos falar de coisa boa?***

Esta produção me lembrou de outras que não mencionei como Blade Runner, Matrix, A Origem, Eu, Robô, Altered Carbon, O exterminador do Futuro, A.I Inteligência Artificial, etc...

Contando com isso pensei em algumas coisas que poderiam deixar a narrativa mais interessante:

- Para justificar a missão “suicida” do detetive, ele poderia passar por uma situação parecida que o orc Nick Jakoby do filme Blight onde a corporação queria eliminá-lo.

- Quando Anon visitou Sol pela primeira vez e não aceitou o dinheiro, passou pela minha cabeça “nossa, ela nem está lá, é apenas uma projeção na mente de Sol”. Na realidade do filme seria possível e além disso, não vejo impedimentos para uma inteligência artificial trabalhar não só para ela, mas para um grupo (talvez seja clichê em chamar-se Anonymous), mas a ideia seria a mesma que no filme V de Vingança, só que no meio digital. Ou talvez aconteça uma crise como em Mr. Robot em que a “Evil Corp” perde para o hackerativismo.

***Conclusão ***

É sempre louvável a tentativa de criação de uma realidade futurista, ainda mais em um produto audiovisual como um filme. A humanidade caminha para essa “fusão” entre a máquina e o humano, mas se você não sabe explicar como funciona essa tecnologia, nem tente. Se quer expor questões jurídicas cuidado para não expor equívocos.

Com a quebra de imersão do espectador, o filme não se tornou tão interessante como prometia o trailer. A produção no gênero sci-fi é bastante exigente em razão a grandes franquias que existem até hoje e tentam manter o “nível” de qualidade.

O nome de Andrew Niccol pode ser agora um sinal de cautela para suas próximas produções.
Brunãozinho
Brunãozinho

5 seguidores 46 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 24 de maio de 2020
A idéia do filme é bem interessante fala sobre intimidade, tecnologia e hackers, e com um elenco bom. Mas pecas em alguns aspectos, principalmente: desenvolvimento da história e policiais que são verdadeiros idiotas...
Ryan
Ryan

474 seguidores 337 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 17 de novembro de 2018
A proposta do filme é interessante, para mim não foi nada previsível.
O que mais encanta no filme em si não é o roteiro, mas sim a temática futurista e extremamente problemática.
Sem grandes cenários ou caracterização, o foco em si é na visão digital passada.
Jemimi D.
Jemimi D.

6 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 6 de maio de 2018
Suspense palpável pairando sobre uma história futurística em que toda privacidade da humanidade está ao alcance da vista. O que é real? Pode-se acreditar em tudo que se vê? Perguntas que estão presentes em cada cena do filme. No geral eu gostei. Só achei que a Amanda Seyfried não ficou muito natural nesse filme sendo uma personagem gótica, talvez pelos personagens que ela normalmente interpreta. Mas tudo bem. É perdoável. O Clive Owen fez o agente especial de sempre: sério, alcoólatra, perturbado e principalmente amorosamente frustrado. Nenhuma novidade. Ele precisa resolver essas questões nos próximos filmes. O conceito do filme é interessante. Assistam!
Babe Diego
Babe Diego

2 seguidores 123 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 11 de abril de 2024
A alguém certamente ficar escondido seria conveniente. Manter-se fora dos radares das forças de segurança de modo que você impossibilita eles de te encontrarem. Ficar imperceptível tem seu charme, sua utilidade e o seu propósito. Principalmente na era da tecnologia. Vigiar os indivíduos através de alguma tecnologia seria tirar deles a liberdade que eles devem exercer em quaisquer circunstâncias. Liberdade não é um produto que se vende e se compra. É quem somos. É a maneira como nosso comportamento se desenrola e se desdobra na sociedade. Liberdade de ser, de agir e de viver: pertence a nós, sem nenhuma exceção. No entanto, mesmo com todas essas ressalvas, é necessário cuidado. Seguir adiante requer compreensão do que precisamos e do que devemos realizar. Os deveres cívicos ainda continuam. Perduram nos dias de hoje. Mas a natureza humana é composta por liberdade. Ficar escondido pode não trazer resultados espantosos, mas tem seu efeito e produz uma pequena dose de satisfação. Salvaguarda sua importância. Não se revelar é um direito. Como qualquer um. Uma decisão pessoal. Uma incógnita. Temos que aceitar, é a nossa natureza. Não é fuga, é apenas estratégia. Sair das ilusões e ser você mesmo. Todas as vantagens do ocultamento da nossa identidade são suficientes. Assim, nos livramos de toda intimidação. E simplesmente aparecemos, gloriosos, para desfrutar dos constituintes que compõem a sociedade. Se quisermos assim. Caso contrário, siga outro caminho. O anonimato sempre espera quem acha que não precisa. E a tecnologia é uma aliada nesse processo significativo. Um dia compreenderemos o valor do anonimato. Então poderemos viver em paz.
Eli S.
Eli S.

1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 10 de junho de 2018
Filme de ficção com temática manjada, não trás nada de muito novo ou de ideia inovadora. Está longe de ser ruim, no entanto a rapidez faz com que algumas histórias abertas no caminho fiquem sem finalização. Deixa uma porta aberta para uma possível sequência, porém a baixa aceitação talvez impeça isso. Fica a sensação que poderiam ter investido mais no aprofundamento das histórias pessoais dos protagonistas, quando o clímax do filme está alto ele acaba, um final até que bom, mas seguindo o que ocorre em todos o filme muito corrido. No final das contas vale investir o tempo na obra? Vale sim, boa diversão para quem gosta de ficção. Destaque para a fotografia que agrada muito este espectador em especial.
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