Maria Madalena
Média
3,4
163 notas

26 Críticas do usuário

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Ric Brandes
Ric Brandes

123 seguidores 102 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 16 de março de 2018
Fui assistir no cinema o novo filme sobre Maria Madalena. E saí da sala encantado.
O trabalho de Rooney Mara como Maria e Joaquin Phoenix como Jesus é fascinante. Em cada ato, em cada olhar dos protagonistas, senti minha fé renovada na mensagem passada por esta bela obra do cinema.

Mesmo contando uma história tão conhecida, abordada inúmeras vezes no cinema, o filme dirigido por Garth Davis (Lion, uma jornada para casa) conseguiu se mostrar moderno e atual. Entre muitas controversas e mistérios sobre a figura de Maria (Apóstola, mãe do filho de Deus, prostituta, a irmã de Lázaro), a Maria que surge em cena (interpretada por Rooney Mara) é encantadora e cativante.

O filme a lança como protagonista desde os primeiros momentos em cena, mas acaba dividindo o protagonismo com o Jesus de Joaquim Phoenix, como era de se esperar. Duas das mais importantes figuras bíblicas em cena, acabariam por compartilhar este papel.

Entre batismos, milagres e pregações, Jesus acaba se afirmando em cena como figura principal, após a segunda parte do filme. Mas Maria consegue encantar, relembrando a mensagem final de Jesus de forma clara e verdadeira, como a mulher apóstola.

Também se fazem presentes os apóstolos, com destaque para Pedro (Chiwetel Ejiofor, de 12 anos de escravidão), que também faz um bom trabalho em cena, questionando a figura e o protagonismo de Maria entre o grupo.
É fato que cada pessoa tem uma visão própria sobre a arte. Alguns podem gostar do filme, outros não. Mas eu certamente saí do cinema renovado em minha fé, após assistir este filme e captar sua mensagem de fé esperança.
RicBrandes
Rodrigo V.
Rodrigo V.

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de março de 2018
O filme tem o duplo mérito de trazer uma nova luz sobre a figura de Maria de Magdala, não mais como a prostituta arrependida como foi erroneamente descrita pela Igreja medieval porem como a seguidora determinada e fiel de Jesus, provavelmente aquela que melhor compreendeu os seus ensinos. Alem disto as interpretações de Mara e Phoenix são notáveis, dignas de aplauso. Em resumo um grande filme, uma grande mensagem.
Alvaro Triano
Alvaro Triano

98 seguidores 97 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 19 de março de 2018
Em um mundo onde precisamos urgentemente de protagonistas femininas fortes, e porque não, pegar uma personagem já construída? Eis que surge "Maria Madalena", novo filme do australiano Garth Davis (Lion - Uma jornada para casa). Seu longa é uma visão intimista e particular logo na primeira cena da imersão no mar, um filme que começa no subjetivo, lançando ao público a famosa passagem onde Jesus compara o Reino dos céus como um grão de mostarda. Maria Madalena toma da liberdade poética para relatar a mulher que acompanhou o Messias em seu ministério, crucificação e ressurreição, conhecida por muitos como uma prostituta, porém, não é o que a Bíblia relata ao seu respeito, já que sabemos muito pouco, e o que sabemos é colocado já no primeiro ato do longa, no primeiro encontro do nazareno com a mulher, que segundo seus familiares, está possessa de espíritos malignos. O foco da história aqui está todo na protagonista, porém o roteiro de Philippa Goslett e Helen Edmundson deixa claro que a narrativa vai destacar, também, os apóstolos Pedro e Judas, além é claro de Jesus (Joaquin Phoenix). Davis é um bom diretor e usa muito de sua visão singular para fazer um filme humanista, onde as mulheres tem voz, não é a toa a utilização constante de close-up em Rooney Mara (Maria Madalena), é tão nítido, que é quase como se ele quisesse santificar sua protagonista, iluminando os rostos e se fechando em olhares expressivos (muito intimista). O filme tem características únicas e que o fazem ser diferenciado das demais produções com temática cristã. É um filme de um grande estúdio (Universal), tem uma boa produção, um bom roteiro, boa fotografia, uma boa direção e acima de tudo bons atores, chega ao mesmo nível dos filmes de Mel Gibson (Paixão de Cristo e Até o Último Homem) que para mim são os melhores filmes de nicho feitos até hoje. Não vá ao cinema pensando que vai ver uma adaptação literal da Bíblia, pois isso não acontece e nem vai acontecer em nenhuma adaptação do gênero. Aqui temos sim um "Evangelho segundo Maria Madalena" que vai pontuar passagens chaves da caminhada de Cristo, como Ressurreição de Lázaro, Expulsão dos vendedores do Templo, Crucificação e o Enforcamento de Judas, que por sinal é retratado no longa como um grande discípulo, companheiro e amável. Maria Madalena é um filme esteticamente bonito, bem feito e para todos os gostos, uma produção que sabe dialogar com quem é cristão ou não.
valmyr b
valmyr b

59 seguidores 275 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de julho de 2021
Que grande filme! Bravo, bravíssimo! Rooney Mara e Joaqin Phoenix estão estupendos nos papeis principais. A partir de uma leitura particular, entremeada de adaptações pessoais do produtor, esse "Madalena" nos conduz a nossas próprias interpretações da mensagem messiânica, sem no entanto ambicionar isto; é o que penso. Segue a mesma linha de produção, por exemplo, de Noé, com Russell Crowe e Jennifer Connelly; propostas interpretativas interessantes, partindo de premissas, sem ambições exegéticas ou religiosas; apenas arte! Quatro estrêlas e meia! Ótimo!
Danny Sincerona
Danny Sincerona

45 seguidores 193 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 28 de junho de 2020
Que filme mais incrível, eu não sou fã de filmes bíblicos, mas esse vale a pena ver. O filme narra uma história de Maria Madalena, mas não tem nada a ver com a história que conhecemos. Nesse filme vemos Maria rejeitar todos os casamentos pois sentia que não estava destinada a isso e quando Jesus entra em sua vida, ela decide seguir seu caminho como apostola. O filme basicamente narra a relação de Jesus com Madalena e não, não é romântica, é bem no sentido bíblico, ambos os personagens tem uma ligação muito forte fazendo com que a fé em Deus cresça em Madalena. O que mais me deixou feliz nesse filme, foi a forma em que Maria Madalena se mostrou forte em todo o filme, nós víamos o empoderamento da mulher nela, quando ela decide rejeitar todos os casamentos numa época em que a maioria das mulheres desejava isso, seguir homens e conviver com eles, lutar por mulheres e ensinar á Jesus como as mulheres são consideradas submissas dos homens e subjugadas um ser que não tem um livre arbitro. O filme trás algumas passagens que acontecem na bíblia, mas em sua maioria é fictício.
JRFS
JRFS

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 12 de abril de 2019
O filme Maria Madalena (2018), direção de Garth Davis, me impressionou. Alguns aspectos pontuais foram decisivos para essa sensação de admiração e perplexidade:

a) A dinâmica e o ritmo do filme é envolvente e acompanha uma trilha sonora - intensa e angustiante;
b) O filme todo é um caleidoscópio de olhares, expressões de dor, aflição e sofrimento;
c) O personagem Jesus Cristo (interpretado por Joaquin Phoenix) é uma figura atormentada e melancólica; É um personagem hamletiano. Andando na beira do abismo e ciente de seu papel trágico.
d) A personagem Maria Madalena (interpretada por Rooney Mara) é a apóstola que exerce um papel de protagonismo na trama. Além de estar bem próxima a Jesus, sentar ao lado dele na grande Ceia, interpreta de forma divergente aos outros apóstolos - as mensagens quanto ao reino de paz, harmonia, glória e de Deus. Ela sofre de machismo por parte de outros apóstolos e seguirá um caminho independente aos demais.
Flavio A
Flavio A

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 13 de agosto de 2018
O filme Maria Madalena foi uma grande surpresa. Positiva! Diga-se. A forma como o diretor decidiu abordar a relação entre Maria e Jesus foi a mais acertiva. Até mesmo para uma trama com pouca base histórica para ser desenvolvida seriamente. Pequenos trechos nos evangelhos, e um apócrifo gnóstico desacreditado por vários historiadores. A forma como Jesus foi retratado também precisa ser lembrado. O Jesus de Joaquim Phoenix é de longe o melhor Jesus cinematográfico dos ultimos tempos, minha opinião. A maneira como ele retrata Jesus caminha lado a lado com as pesquisas atuais do Jesus Histórico. Não mais demonstrando aquele Jesus joanino que, desde o princípio da atividade, transmitia uma segurança como se fosse realmente um ser divino em corpo humano. O Jesus da história tinha muito de humano, e foi exatamente essa humanidade que o fez sentir o sofrimento dos seus iguais. Escolher transmitir um Jesus mais humano, com preocupações e transmissão de sentimento foi a cereja do bolo. Os momentos de curas e a forma como foram abordados também merecem elogios. Maneira diferente de demonstrar algo que, sem sombra de duvidas, muitos sempre imaginavam como algo esplêndido e mágico. Ao contrário de muitos críticos que parecem ter se decepcionado por não terem visto cenas de romance, achei o filme um clássico. Com certeza assistiria mais três ou quatro vezes seguidas.
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