Média
3,3
17 notas
5
0 crítica
4
1 crítica
3
1 crítica
2
1 crítica
1
0 crítica
0
0 crítica
Organizar por
Filtrar por:
Tudo
"Purple Rain", dirigido por Albert Magnoli, é um filme que encontra sua maior força na presença de Prince, onde a personalidade faz com que seja difícil desviar os olhos da tela sempre que ele aparece. Mesmo sem ser um ator experiente, ele transmite um mistério e uma confiança que combinam com a imagem construída ao redor de seu personagem. Sua androginia, seus gestos e a maneira como ocupa o palco dão ao longa uma identidade muito própria, especialmente nas performances musicais, em que sua presença parece ganhar outra dimensão. Fora delas, porém, o filme nem sempre consegue aproveitar o mesmo magnetismo, deixando claro que seu protagonista se destaca muito mais como artista do que pela construção dramática.
É justamente a música que sustenta os melhores momentos da produção. As apresentações permitem que Prince mostre todo o seu talento, enquanto a fotografia e a energia do palco ajudam a transformar cada número em algo que vai além de uma simples pausa na narrativa. Canções como "When Doves Cry" carregam uma força que não depende do contexto da história, e a sequência final de "Purple Rain" é o ponto alto do filme, reunindo emoção, intensidade e uma interpretação que dá sentido ao título. Nessas cenas, a produção encontra uma expressividade que nem sempre aparece no restante do roteiro, fazendo com que as performances sejam a principal razão para acompanhar a história até o fim.
Outro aspecto que deixa o filme mais interessante é a presença de Morris Day e Jerome Benton. Morris tem uma personalidade exagerada, provocadora e cheia de confiança, enquanto Jerome acompanha suas atitudes com uma seriedade cômica que torna a dupla ainda mais engraçada. A relação entre os dois cria alguns dos momentos mais leves da produção, especialmente quando contrasta com o temperamento fechado do protagonista. Suas provocações e o jeito extravagante com que se comportam trazem uma energia diferente para a história, evitando que o drama domine completamente o filme. Mesmo sem serem o centro da narrativa, os dois conseguem roubar a cena sempre que aparecem.
O problema é que, quando deixa os palcos de lado, "Purple Rain" se torna bastante irregular. A história acompanha um protagonista que precisa lidar com os conflitos familiares enquanto tenta encontrar seu espaço na música, mas nem sempre desenvolve essas questões de maneira convincente. A relação conturbada com o pai, marcada pelo abuso e pela violência dentro de casa, deveria dar mais profundidade ao personagem, porém algumas situações acabam sendo apresentadas de forma exagerada, quase como em uma novela. O drama é importante para entender o comportamento do protagonista, mas a maneira como é conduzido nem sempre permite que os conflitos tenham o peso que poderiam alcançar.
Essa irregularidade também aparece no ritmo e na construção dos personagens. Algumas situações surgem e desaparecem sem muito desenvolvimento, enquanto as relações pessoais parecem avançar de acordo com o que a trama precisa naquele momento. O protagonista pode ser fascinante no palco, mas sua dificuldade em demonstrar o que sente faz com que certas atitudes sejam mais difíceis de compreender, e o filme nem sempre encontra espaço para aprofundar essas contradições. Existe uma tentativa de conectar a música à vida pessoal do personagem, mostrando como suas frustrações e seus conflitos influenciam sua expressão artística, mas essa ligação nem sempre é explorada com a mesma força das apresentações.
'Purple Rain" é uma produção que vale muito mais pelo artista que coloca em evidência do que pela história que tenta contar. Prince tem uma presença marcante, a trilha sonora é excepcional e as performances musicais justificam boa parte do impacto que o filme deixou na cultura pop. Morris Day e Jerome Benton também ajudam a equilibrar o tom, trazendo humor e personalidade para uma narrativa que, em outros momentos, se leva a sério demais. Ainda assim, o roteiro melodramático e a falta de consistência fora dos palcos impedem que todos esses elementos alcancem o mesmo nível.
É justamente a música que sustenta os melhores momentos da produção. As apresentações permitem que Prince mostre todo o seu talento, enquanto a fotografia e a energia do palco ajudam a transformar cada número em algo que vai além de uma simples pausa na narrativa. Canções como "When Doves Cry" carregam uma força que não depende do contexto da história, e a sequência final de "Purple Rain" é o ponto alto do filme, reunindo emoção, intensidade e uma interpretação que dá sentido ao título. Nessas cenas, a produção encontra uma expressividade que nem sempre aparece no restante do roteiro, fazendo com que as performances sejam a principal razão para acompanhar a história até o fim.
Outro aspecto que deixa o filme mais interessante é a presença de Morris Day e Jerome Benton. Morris tem uma personalidade exagerada, provocadora e cheia de confiança, enquanto Jerome acompanha suas atitudes com uma seriedade cômica que torna a dupla ainda mais engraçada. A relação entre os dois cria alguns dos momentos mais leves da produção, especialmente quando contrasta com o temperamento fechado do protagonista. Suas provocações e o jeito extravagante com que se comportam trazem uma energia diferente para a história, evitando que o drama domine completamente o filme. Mesmo sem serem o centro da narrativa, os dois conseguem roubar a cena sempre que aparecem.
O problema é que, quando deixa os palcos de lado, "Purple Rain" se torna bastante irregular. A história acompanha um protagonista que precisa lidar com os conflitos familiares enquanto tenta encontrar seu espaço na música, mas nem sempre desenvolve essas questões de maneira convincente. A relação conturbada com o pai, marcada pelo abuso e pela violência dentro de casa, deveria dar mais profundidade ao personagem, porém algumas situações acabam sendo apresentadas de forma exagerada, quase como em uma novela. O drama é importante para entender o comportamento do protagonista, mas a maneira como é conduzido nem sempre permite que os conflitos tenham o peso que poderiam alcançar.
Essa irregularidade também aparece no ritmo e na construção dos personagens. Algumas situações surgem e desaparecem sem muito desenvolvimento, enquanto as relações pessoais parecem avançar de acordo com o que a trama precisa naquele momento. O protagonista pode ser fascinante no palco, mas sua dificuldade em demonstrar o que sente faz com que certas atitudes sejam mais difíceis de compreender, e o filme nem sempre encontra espaço para aprofundar essas contradições. Existe uma tentativa de conectar a música à vida pessoal do personagem, mostrando como suas frustrações e seus conflitos influenciam sua expressão artística, mas essa ligação nem sempre é explorada com a mesma força das apresentações.
'Purple Rain" é uma produção que vale muito mais pelo artista que coloca em evidência do que pela história que tenta contar. Prince tem uma presença marcante, a trilha sonora é excepcional e as performances musicais justificam boa parte do impacto que o filme deixou na cultura pop. Morris Day e Jerome Benton também ajudam a equilibrar o tom, trazendo humor e personalidade para uma narrativa que, em outros momentos, se leva a sério demais. Ainda assim, o roteiro melodramático e a falta de consistência fora dos palcos impedem que todos esses elementos alcancem o mesmo nível.
Eu sei que é um clássico, mas 40 anos depois, não há muito o que aproveitar. Tirando o clipe original da música tema e as cenas da moto para quem gosta do modelo, o resto do filme são pessoas cometendo erros simples levando a vida como se fosse uma eterna casa noturna. A vida do "kid" e seus problemas não são mais impressionantes do que a vida de qualquer pessoa e faz perguntar "por que estou vendo isso?". Várias cenas que se arrastam acabam em lugar nenhum. Cenas com olhares demorados sem nenhum significado ou profundidade, apenas para prender o espectador em um vazio. Enfim, como é clássico, deve ser visto uma vez. Mas só uma vez!
O filme só tem musica de excelente qualidade, filme típico dos anos 80, bem pastelão e uma super erotização com um toque inocente.
Destaque ao Morris Day, o inimigo de Kid, super engraçado e caricato.
Wendy E Lisa iluminam a tela com a imagem icônica que fizeram a banda The Revolution ao lado do Prince decolarem...
Sessão da Tarde para +16. Filme obrigatório pra quem curte música.
Destaque ao Morris Day, o inimigo de Kid, super engraçado e caricato.
Wendy E Lisa iluminam a tela com a imagem icônica que fizeram a banda The Revolution ao lado do Prince decolarem...
Sessão da Tarde para +16. Filme obrigatório pra quem curte música.
- As últimas críticas do AdoroCinema
- Melhores filmes
- Melhores filmes de acordo a imprensa