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Francisco Russo
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687 críticas
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2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Como pode um filme tão interessante quanto "Peggy Sue" ter um final tão ruim? Durante 85% do filme ficamos presos e interessados no que está acontecendo com os personagens, graças à extrema habilidade de Coppola em conduzir o roteiro, mas os 20 minutos finais simplesmente destróem por completo toda a trama do filme. A parte da confraria do avô é simplesmente ridícula e sem sentido dentro da história, sendo que o desfecho propriamente dito é simplório demais e justamente por causa disso não convence. Mas esqueçamos o final de "Peggy Sue" e falemos do restante do filme. A história é bastante interessante, mostrando o que uma mulher em torno de 40 anos faria se retrocedesse no tempo e voltasse à adolescência. O roteiro consegue dosar bem o misto de empolgação por rejuvenecer e reencontrar parentes e antigos amigos, a vontade em ter novas experiências e mudar seu futuro, e ainda velhos sentimentos que surgem mais uma vez em Peggy Sue, fazendo com que haja o confronto razão x coração. Tudo isto foi bem orquestrado por Coppola, que em momento algum deixou o filme cansativo, e também por Kathleen Turner, que tem uma boa atuação como Peggy Sue. Entretanto, quem me surpreendeu realmente em matéria de atuação foi Nicolas Cage, que aparece bem novinho e tem uma atuação muito boa, com trejeitos corporais e um sotaque bem sulista. No geral, "Peggy Sue" é um bom filme, que vale a pena ser visto. O grande problema dele foi realmente seu final, que passou a impressão que o roteirista não sabia o que fazer para concluir o filme e colocou no texto a primeira idéia que lhe veio em mente.
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