Doutor Sono
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4,1
494 notas

68 Críticas do usuário

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ASA arq
ASA arq

5 seguidores 85 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 4 de março de 2023
Estamos diante de um fenômeno.
Porque é difícil de acreditar em tantas críticas positivas sobre esse filme. Embora continue a história do clássico original, o conceito sobrenatural do primeiro é totalmente deturpado aqui e acaba enveredando em um filme bem juvenil, com grupo de caçadores de" vapor", e outras bizarrices. Que ideia infeliz. Particularmente nesse caso do grupo "do mal", o filme parece aqueles de matinê da Disney.
A atuação dos atores também é péssima. Acreditem. Não salva um. Inclusive o protagonista Ewan McGregor. Mas nesse sentido o destaque vai para a atriz mirim que interpreta a menina "iluminada" Abra. Totalmente inexpressiva . Os demais, incluindo a Rose the hat (apenas linda) são esdrúxulas. Duvida? Observe a atuação dos pais da menina Abra. Constrangedor.
O filme é confuso, não se sustenta, e precisa apelar para repetição de cenas do primeiro para tapear o espectador.
Poderia ser um pouco menos pior, só um pouco, se concentrassem a história do agora adulto Danny com a menina Abra, mas numa linguagem correspondente ao primeiro, mais espiritual e psicológica, não oferecendo um grupinho tosco "Verdadeiro Nó" como os inimigos a serem derrotados...rs...
Sem dúvida uma das piores continuações e grande decepção minha na expectativa de ver um filme.
Durante minha crítica aqui, relembrando a história, não titubeei e rebaixei mais um pouco a avaliação. Filme ruim tá de bom tamanho.
Isis Lourenço
Isis Lourenço

7.622 seguidores 772 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 22 de outubro de 2020
Mais uma adaptação de livro (ao lado) de Stephen King que a HBO exibe(devem ser fãs),continuação de
"O iluminado",muito mais didática do que este foi.
O filme é longo (quase 3h),mas não é cansativo de jeito nenhum,temos sempre muito terror,bem macabro,por sinal e envolvendo crianças que já faz a gente ficar com dó.
A Abra (deve ser de abracadabra) é incrível e segura muito a onda com aqueles poderes todos à disposição,poderia muito bem se vingar de alguns coleguinhas e dá um show de interpretação logo em sua estreia.
O Jack de "O quarto de Jack" faz uma participação essencial,mas,tem que ver porque essa criança só faz filme triste.
O final me deu raiva,mas aceitei a conclusão.

.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 481 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de outubro de 2022
Doutor Sono (Doctor Sleep) - TEM SPOILERS -

spoiler: "Doutor Sono" foi lançado em 2019, escrito e dirigido por Mike Flanagan. É baseado no romance homônimo de mesmo nome de Stephen King de 2013, é uma sequência do romance de 1977 de King, "O Iluminado", e é uma sequência de "O Iluminado" (1980), de Stanley Kubrick. Situado várias décadas após os eventos de "O Iluminado", "Doutor Sono" é estrelado por Ewan McGregor como Danny Torrance, que na infância conseguiu sobreviver a uma tentativa de homicídio por parte do pai, um escritor perturbado por espíritos malignos do Hotel Overlook. Danny cresceu e agora trava uma luta contra o alcoolismo. Um homem com habilidades psíquicas que luta com traumas de sua infância. Devo começar mencionando que li o livro de Stephen King - "Doutor Sono". O livro em si é bom, tem uma história relativamente boa, tem personagens cativantes e funcionais com a história. Porém, tem certas partes que a leitura soa um tanto quanto confusa, tem certas partes que a história se perde um pouco e se embaralha na cabeça do leitor. A própria apresentação e desenvolvimento do grupo "O Verdadeiro Nó" é um tanto quanto confusa, melhorando bastante nos últimos 5 capítulos do livro. "O Iluminado" de Stanley Kubrick é simplesmente um dos maiores filmes de suspense/terror já feito na história do cinema. Assim como o próprio livro de Stephen King, que pra mim entra na lista das suas melhores obras literárias da carreira. Então, como seria a vida e a cabeça de Mike Flanagan ao aceitar o maior desafio da sua carreira cinematográfica, que era justamente dirigir e roteirizar a continuação de uma das maiores obras de todos os tempos, tanto pelos olhares de Kubrick quanto pelos olhares de King. Mike Flanagan tem uma certa experiência dentro do gênero de suspense e terror, já dirigiu e roteirizou algumas obras que tratava exatamente dessa temática, como "O Espelho" (2013), "O Sono da Morte" (2016) e "A Maldição da Residência Hill" (2018). Portanto, devo dizer que Flanagan fez um trabalho muito competente, jogou na segurança, ao entregar uma obra fiel ao livro de King e homenageando o icônico filme de Kubrick. Devo dizer que em nenhum momento o filme de Flanagan faz uma disputa com o filme de Kubrick, pra vê quem é melhor ou quem chega aos pés de quem. Muito pelo contrário, a obra de Flanagan (assim como o livro de King) exerce o seu universo, funciona como uma continuação direta (30 anos após os eventos em Overlook), conta a sua história. De fato tanto o livro do King quanto o filme do Kubrick tem mais suspense e terror, aborda mais esse lado do suspense psicológico, do terror sobrenatural, do mistério e da psicopatia. Já o livro "Doutor Sono" sai um pouco dessa temática, aborda outras histórias, outros acontecimentos, outras nuances, principalmente sobre a vida adulta do Danny Torrance. Danny é um adulto traumatizado e alcoólatra que vive de cidade em cidade, até que se estabelece em uma onde consegue um emprego no hospital. Porém, ele começa a ter contatos e cria um vínculo telepático com Abra Stone (Kyliegh Curran), uma garota com um dom espetacular, a iluminação mais forte que já se viu. Ela desperta os demônios de seu passado, e Danny se vê envolvido em uma batalha pela alma e pela sobrevivência dela. Sendo assim, consequentemente o filme "Doutor Sono" vai navegar dentro desse contexto, dentro desse universo, obviamente sendo menos terror e menos suspense (somente na parte final que o filme mergulha mais nesse gênero). "Doutor Sono" já começa na nostalgia ao iniciar com a mesma música de "O Iluminado". Temos um começo que retrata muito bem o filme icônico de Kubrick, iniciando com Danny andando em seu triciclo pelos corredores do Overlook e se deparando com o quarto 237 e com a banheira. Achei muito interessante o Danny Torrance de Roger Dale Floyd (Stranger Things) e a Wendy Torrance de Alex Essoe (House of Lies). Tanto o Danny quanto a Wendy me lembrou bastante as versões icônicas e lendárias de Danny Lloyd e Shelley Duvall - achei muito bom mesmo. Inicialmente o longa ainda nos exibe uma certa ligação entre Rose, a Cartola (Rebecca Ferguson) e os membros do Verdadeiro Nó, com o Hotel Overlook e a família Torrance. Era como se na mesma época em que Jack, Wendy e Danny estavam no Hotel, Rose e seu grupo já existiam e já estavam ao seu redor. Quando eu disse que Mike Flanagan jogou na segurança, eu estava me referindo exatamente ao roteiro de "Doutor Sono", que segue com uma adaptação completamente fiel ao livro de King. Devo afirmar que aqui temos umas das adaptações mais fiéis em relação à uma obra literária. Na verdade Flanagan decidiu seguir em duas vertentes, uma seguindo fielmente a obra de Stephen King e a outra usando a parte final para prestar uma verdadeira homenagem a obra de Stanley Kubrick. Era como se ele quisesse agradar à todos os lados, tanto os leitores do livro, quanto o próprio King e os fãs mais saudosos e nostálgicos da obra de Kubrick. E devo afirmar que Mike Flanagan conseguiu executar muito bem esse desafio! Mike Flanagan adapta muito bem a obra de Stephen King, pois praticamente todas as cenas do livro estão no filme (tirando somente a parte final no Hotel). Inicialmente temos a cena com Danny conversando no banco de frente pro mar com Dick Hallorann (Carl Lumbly), quando ele o ensina a aprisionar todos os seus medos e monstros em uma espécie de cofre em sua mente. É uma cena que começa exatamente como no livro, ainda no passado com Danny ainda uma criança. Esta parte já concerta um pouco o final do filme "O Iluminado" pela visão e opinião de Stephen King, pois no longa de Kubrick Hallorann foi morto por Jack dentro do Overlook. Sendo assim, se Flanagan decidisse seguir nos moldes do filme do Kubrick esta cena jamais existiria. A cena das colheres no teto com Abra com apenas 5 anos. Rose recrutando a Andi Cascavel (Emily Alyn Lind). Quando o Nó rapta o garoto do Beisebol e retiram todo o seu vapor. A primeira vez que Rose tem contato com Abra e tenta entrar em sua mente, Abra simplesmente a expulsa de sua mente com muita violência. Tudo acontece no supermercado, exatamente como no livro. A cena que Rose vai até o quarto de Abra e ela a ataca dilacerando sua mão na gaveta, e a expulsando de volta até o grupo do Nó. É uma parte que não existe no livro, foi uma criação do roteirista, mas ficou uma cena muito boa, encaixou perfeitamente na história. Mesmo com o claro desejo de Mike Flanagan em seguir uma linha que não desapontasse o King, como aconteceu na época de "O Iluminado". Porém, ele mudou alguns pontos da história: quando o Corvo (Zahn McClarnon) vai até a casa da Abra e mata o pai dela com uma facada no peito e a leva embora com ele - no livro não é assim que acontece, primeiro porque o pai da Abra não morre e segundo porque na verdade o Corvo também é morto no ataque da floresta junto com os outros do grupo do Nó. No filme o Corvo é morto ao tentar levar Abra até Rose, ela o faz bater o carro em uma árvore. Quando Andi Cascavel está morrendo ela entra na mente de Billy Freeman (Cliff Curtis) o fazendo se suicidar com um tiro no queixo, isso também não acontece, no livro o Billy não morre. Ou seja, duas mortes que acontecem no filme e que não acontece no livro. Já na parte final, onde claramente Mike Flanagan deixa de lado a adaptação da obra de Stephen King para nos levar de volta até a obra de Stanley Kubrick, temos a parte do Hotel Overlook. Devo lembrar que está parte não existe no livro. No livro a luta final contra Rose, a Cartola acontece no mirante do 'Teto do Mundo', o local onde ficava o Overlook antes da explosão da caldeira. Já no filme Flanagan nos leva novamente para dentro do lendário Hotel, onde a luta final contra Rose acontece. Eu achei uma ideia muito boa, pois como o próprio Danny disse para Abra, o Hotel tinha um forte poder sobre as pessoas que o adentrava, então poderia ser perigoso contra eles dois, mas também poderia ser perigoso contra Rose. É nessa hora que temos uma verdadeira viagem no tempo de volta aos corredores do icônico Overlook. Danny adentra ao Hotel ainda intacto, ainda da forma que ele deixou quando fugiu com sua mãe na infância, sendo que até a porta do banheiro ainda permanece com a parte quebrada com o machado pelo seu pai (JackTorrance). É nessa hora que o diretor presta uma verdadeira homenagem ao filme do Kubrick, ao colocar o rosto de Danny no mesmo local onde Jack havia colocado o seu rosto e proferido a icônica frase - "Heeeere's Johnny!". E ainda tem um flashback dessa cena - sensacional e memorável! Juro que nessa hora eu queria que o saudoso Stanley Kubrick ainda estivesse vivo, só pra saber qual seria a sua opinião em relação ao filme e especificamente esta cena. Temos uma espécie de remake do filme do Kubrick daquela cena icônica em que Jack Torrance bebe no bar do Hotel sendo servido pelo fantasma do Lloyd. Aqui é Danny que está sentado no lugar do pai e sendo servido pelo próprio pai, onde temos uma incrível cena de diálogos, onde Jack tenta obrigar o filho a beber novamente - mais uma cena fantástica. Nessa hora Flanagan despeja uma cena icônica atrás da outra: às cenas dentro do Overlook, com Danny empunhando um machado igual seu pai. Rose perseguindo Abra no Labirinto de neve, igual Jack fez com Danny. A cena que Danny corre atrás da Abra pelos corredores do Hotel gritando o seu nome e com o machado na mão, como aconteceu no filme do Kubrick com Jack com o machado gritando o nome do Danny. E o que aconteceu no final do livro "O Iluminado", com a caldeira do Hotel explodindo e matando Jack Torrance (e que não acontece no final do filme do Kubrick), aconteceu aqui e matando o Danny (antes, ele teve uma visão de sua versão criança abraçando Wendy). Nos momentos finais do filme, Abra é vista conversando com o fantasma de Dan e ele diz que agora, está em paz. No entanto, a garota começou a ser atormentada pelo fantasma da mulher do quarto 237 do Hotel Overlook, exatamente como acontecia com Danny quando era criança. Era como se Abra Stone de fato estivesse revivendo os passos de Danny Torrance. Mesmo com toda adaptação fiel e toda liberdade criativa ao final, Flanagan deixou a desejar em alguns pontos. Faltou retratar mais o poder e a capacidade de Abra. No livro ela é muito mais poderosa, mais forte, mais ameaçadora, até para a própria Rose. A mãe de Abra, Lucy Stone (Jocelin Donahue), também ficou muito escanteada no filme, no livro ela é mais importante e tem muito mais relevância dentro da história. Ficou devendo uma abordagem maior aos integrantes do Verdadeiro Nó, como a própria Andi Cascavel e o Corvo. Fora outros personagens muito importantes na história do livro que sequer apareceram no filme, como a personagem Sarey Shhh, que no livro é peça-chave na parte final do embate, ajudando diretamente Rose, a Cartola. Temos também a parte do Dr. John Dalton (Bruce Greenwood), o líder do grupo AA de Danny e seu chefe no hospício. Ele aparece no início, quando Danny lhe fala sobre seu relógio perdido, sendo que depois ele é simplesmente abandonado pelo roteiro, e olha que no livro ele é uma figura muito importante para Abra e para os pais dela entenderem melhor todo o seu processo de iluminação. Pontos negativos do roteiro. Ewan McGregor (Star Wars: A Ascensão Skywalker) traz a personificação do Danny Torrance adulto, agora conhecido somente por Dan. Uma escolha muito acertada, pois McGregor é um ótimo ator e esteve muito bem em todas as cenas, representou muito bem o Dan do livro. Kyliegh Curran (Segredos Em Sulphur Springs) dá vida a Abra Stone, que no filme é negra mas no livro Dan a descreve como: tinha pernas longas para a sua idade (12 anos) e tinha mechas de cabelos louros cacheados. Ela era bonita mas não linda e tinha belos olhos azuis. Kyliegh faz muito bem o seu papel de protagonista, acerta em praticamente todas as cenas, está em uma boa sintonia com Ewan McGregor. Só acho que ela poderia ter sido um pouco mais ambiciosa nas cenas finais, poderia ter sido um pouco mais incisiva no embate final contra Rose. Rebecca Ferguson (Duna) pra mim é dona da melhor atuação do filme, ela é de longe a que mais representa a Rose, a Cartola do livro. Com toda certeza Rebecca deve ter estudado profundamente a personagem, pois ela traz a personificação mais fiel, se destacando como fria, perversa, maldosa, ambiciosa, prepotente, exatamente com a Rose do livro. Este é o típico filme que podemos dizer que temos 3 protagonistas na história - Danny Torrance, Abra Stone e Rose, a Cartola - mesmo que uma seja a vilã. Ainda tivemos a presença ilustre de Danny Lloyd, o Danny Torrance na versão da obra de Kubrick. Ele tem uma breve aparição no jogo de Beisebol. Mike Flanagan ainda ganhou a aprovação do mestre Stephen King por tentar "reparar" as falhas que Stanley Kubrick havia cometido. King sempre reclamou abertamente sobre sua antipatia ao modo como Kubrick adaptou seu icônico romance de terror, "O Iluminado". O próprio King admitiu que o livro havia sido inspirado na própria batalha dele contra o vício, ou seja, era extremamente importante que Jack capturasse a simpatia do público. No entanto, Kubrick transformou Jack em um monstro, onde o filme é radicalmente diferente do livro em alguns aspectos. Felizmente, Flanagan superou as disparidades entre o livro de King e o filme de Kubrick ao adotar elementos presentes no final de "O Iluminado" para abordar as nuances da dependência química. Em "Doutor Sono", Danny luta contra o alcoolismo, assim como seu pai, mas consegue mudar sua vida para melhor. No discurso que ele dá para celebrar oito anos de sobriedade, Danny fala sobre o vício de seu pai, mas também relembra os momentos genuínos de amor e compaixão que ele experimentou, mostrando ao público que Jack nem sempre era um monstro (diferente da forma como Kubrick o retratou, ao evidenciar para o público que Jack era realmente um monstro). Stephen King ainda deu a sua opinião na obra de Mike Flanagan. O autor influenciou o cineasta a mudar uma cena que estaria "muito brutal". Flanagan explicou que na cena em que o personagem de Bradley Trevor, interpretado por Jacob Tremblay (O Quarto de Jack), é assassinado pelo Verdadeiro Nó ficou extremamente violenta, a ponto de incomodar King. "Doutor Sono" foi muito bem elogiado pelo roteiro de Flanagan, pela adaptação da obra de Stephen King e as atuações do elenco (especialmente os três protagonistas), mas recebeu fortes críticas em relação a duração do filme (e olha que a versão estendida ainda tem mais 30 min). O longa arrecadou US $ 72,3 milhões em todo o mundo, seu desempenho nas bilheterias foi considerado uma decepção em comparação com as outras adaptações de King lançadas em 2019, como "It – Capítulo Dois" e "Cemitério Maldito". No mais, "Doutor Sono" é um filme muito bom, funciona muito bem como uma sequência de "O Iluminado". Na verdade o longa funciona tanto como continuação da história original, quanto como um filme isolado, com um universo próprio e personagens que envolvem o espectador através de uma nova história e nova revelações. Mesmo que o filme não nos envolva com o mesmo suspense e o mesmo terror de "O Iluminado", mas ainda assim podemos considerá-lo como uma obra que está inserida diretamente na fantasia, no mistério, no suspense psicológico e no terror sobrenatural. Mike Flanagan consegue entregar uma ótima adaptação para agradar Stephen King e ainda consegue fazer uma bela homenagem para a obra icônica de Stanley Kubrick. [16/10/200]
Marcio A.
Marcio A.

165 seguidores 134 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 11 de junho de 2020
Primeiramente quero agradecer ao meu amigo: Rodrigo Horta; que me indicou este filme, que me surpreendeu bastante, visto que abasteceu aqueles mais nostálgicos como eu - que tem o Iluminado como um clássico que consegue manter a sua magia até hoje... mesmo sem a admiração do próprio King; mas isso não tem muita importância né? Para quem não conhece a história e resolveu assistir não irá se decepcionar. Tem efeitos muito interessantes, um clima que quando não remete ao fetiche dos saudosistas, traz planos de câmera autorais, claro ... não estou falando das cenas que remetem ao antecessor; Flanagan, é um Diretor esperto, que quando não está homenageando kubrick ele está criando ou pegando carona em obras, que combinam com as batalhas mentais dos melhores filmes do passado, em alguns momentos me lembrei de A fúria de de palma; Scanners de David Cronenberg ou mesmo do arrebatador A hora da zona morta que por curiosidade também é do mestre King. O visual dos vilões principalmente da excelente e assustadora Rebecca Fergusson e sua cartola "Mágica" rs,, são alguns dos pontos sensacionais do filme; a escolha dos atores Ewan Mcgregor - personagem principal do filme e da adolescente Curran - posso dizer o mesmo! Embora o ritmo do filme seja ágil, o apuro em entregar uma película que respeitasse os fãs nostálgicos sem fazer com que os novos apreciadores se perdessem, chega a exceder um pouquinho. Mas pra mim... chegou bem mais longe do que a maioria dos filmes de terror que temos assistido por aí. Agora..... quando chega o último Ato.... meu coração acelerou, aquela trilha poderosa vibrando e trazendo de volta com detalhes, bares, atores, labirintos, e eu já estava impressionado com o que ja havia assistido. Emocionante este último ato, pra quem é fã é mais do que arrebatador!
O que mais posso dizer, um pouquinho mais de ousadia de um Kubrick; e menos 15 minutinhos a menos poderia ser o complemento para sair mais uma outra obra clássica! Deu pra empolgar.
Marco Silva
Marco Silva

132 seguidores 185 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de junho de 2020
Se você gostou de "O Iluminado" (alguém não?), essa é uma sequência que, muito ao contrário de casos que tais, ficou muito boa. Exatamente porque não tenta se apropriar da história e forçar-lhe novos desdobramentos, o que, ainda mais pelo alto quilate da obra original, seria letal. McGregor vai muito bem e o contexto do garotinho atormentado que se torna um adulto problemático é rapidamente absorvido, sem delongas tediosas.
Sem spoilers, digo apenas que King acertou novamente.
VEJA!!!
Filipe N.
Filipe N.

28 seguidores 52 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 18 de novembro de 2019
Filme incrível, me surpreendeu. Já era fã de carteirinha de O Iluminado de Kubrick e achei a continuação à altura. O estilo e a história são diferentes, mas há mta ligação com o filme anterior. Por coincidência já havia lido o livro Doutor Sono e conhecia a história. O filme é bem fiel ao livro. Não esperava que fosse tão bom. O melhor suspenses dos últimos tempos.
Luiz Antônio N.
Luiz Antônio N.

30.873 seguidores 1.298 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 12 de dezembro de 2019
Na infância, Danny Torrance conseguiu sobreviver a uma tentativa de homicídio por parte do pai, um escritor perturbado por espíritos malignos do Hotel Overlook. Danny cresceu e agora é um adulto traumatizado e alcoólatra. Sem residência fixa, ele se estabelece em uma pequena cidade, onde consegue um emprego no hospital local. Mas a paz de Danny está com os dias contados a partir de quando cria um vínculo telepático com Abra, uma menina com poderes tão fortes quanto aqueles que bloqueia dentro de si.

Achei muito bom não lembrava muito sobre o primeiro filme do iluminado Mas em compensação esse daí foi um grande suspense Me deu até vontade de assistir de novo o primeiro o filme para poder lembrar tudo que aconteceu gostei muito e recomendo⭐⭐⭐
Guilherme M.
Guilherme M.

104 seguidores 154 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 24 de janeiro de 2020
O começo é bom e nostálgico, mas depois deu sono, longa duração roteiro nada dinâmico, 1:30 de duração daria pra contar essa história. Fraquíssimo. Nota: 4/10
Carlos Castro
Carlos Castro

989 seguidores 339 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 20 de novembro de 2019
O melhor jeito de se apreciar este filme é se desprender do que foi O Iluminado, pois ele não carrega 1/3 da profundidade, subversao e visceralidade de seu antecessor. Comparando-os, Dr. Sleep pode até ser considerado "bobinho".
Mas se você se permitir adentrar no espectro místico da história que o Stephen King tanto chilicou de não ter sido explorado em The Shinning, vai poder acompanhar um bom entretenimento com alguma mensagem a ser dita.
Essa escolha de abordagem do material fonte é uma faca de dois gumes. Se por um lado não trilhar o caminho que Kubrick seguiu é uma excelente retaguarda e torna o filme independente, por outro sente-se falta da carga psicólogica e dramática que tornou o filme de 1980 tão celebre.
E mesmo sendo violento, imperdoável e X-rated, o desenvolvimento central da história soa pueril, com uma aura de filmes YA
genéricos.
Carlos Henrique S.
Carlos Henrique S.

13.791 seguidores 809 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 25 de fevereiro de 2020
Quando falamos em um clássico irretocável como The Shining temos em mente um dos melhores filmes de terror já feito,contando com una magistral direção do mestre Kubrick.Eis que quase 40 anos depois a continuação do filme veio aos cinemas,o que poderia ser controverso mas se Stephen King continuou nos livros,a adaptação cinematográfica poderia dar certo,para isso foi escolhido o diretor Mike Flanagan.O diretor Mike Flanagan é conhecido por trabalhar bem o horror tendo já feitos filmes e séries de qualidade e talvez a escolha dele para seguir o projeto tenha sido boa pois ele mostra um controle da narrativa e entrega um filme redondinho em muitos aspectos.A começar pelo trabalho técnico que é muito bem apurado,a cinematografia é muito boa,a câmera flutua em certas cenas e rende bons momentos e a fotografia tem uma palheta esverdiada com um toque cinza que entrega um filme esteticamente incrível.O design de produção da obra é espetacular em seu 3° ato,quando revisitamos o Hotel Overlook temos a impressão do tempo que ele ficou abandonado,é um ambiente frio,sombrio e continua tão tenebroso quanto em 1980.O roteiro do filme segue o Danny depois dos traumas vividos na infância,sua fase adulta e seus problemas de alcoolismo,ao conhecer uma garotinha com poderes de Iluminação,ele resolve ajudá -la contra um grupo que se alimenta dos poderes de crianças.Esse roteiro pode desagradar alguns,principalmente por ser um pouco lento,aliás a duração do filme é um pouco longa demais,talvez uns minutinhos à menos seria ainda melhor mas mesmo assim não tira o que o filme fez com seus personagens.Eles tem um desenvolvi mento muito bom que é ainda mais profundo graças as boas atuações,o Ewan McGregor como Danny está muito comprometido com o filme,ele vende bem a figura atormentada e com problemas de alcoolismo, a Kyliegh Curran é outra que manda bem e tem presença e a Rebecca Ferguson é uma vilã forte,intimidadora e tem seus objetivos claros.O terceiro ato é o que vai agradar mais ainda quem é fã do clássico do Kubrick,a revisita do hotel é nostálgica e passamos a ver inúmeras referências e easter-eggs do filme de 80,é mesmo não tendo o mesmo impacto do primeiro filme,vale uma conferida.Doctor Sleep não vai agradar a todos,seu ritmo lento chega a atrapalhar em certos momentos,mas que é recompensado por uma boa direção,atuações muito boas e um trabalho estético muito vistoso
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