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Almanaque Virtual
Com certa aparência de filme de arte, mas sem trejeitos limitadores, “Moonlight: Sob a Luz do Luar” levanta a bandeira das causas da população negra sem precisar recorrer ao tom panfletário; o longa só fez uso, em excesso, de uma perspectiva — o elemento humano.
Boston Globe
Algumas pessoas estão chamando este filme de "o melhor filme do ano", mas isso não é relevante. Durante suas duas horas de duração, "Moonlight: Sob a Luz do Luar" parece ser o único filme feito na história.
Ccine10
O roteiro [...] é cru, contundente, sem deixar de ser delicado. Seu grande mérito e talvez sua aposta “arriscada” é narrar seu filme sem mastigar a história para o espectador.
Chicago Sun-Times
"Moonlight: Sob a Luz do Luar" é um filme deslumbrante e sombrio, inspirador e sóbrio, sublime mas também baseado em algumas realidades imperturbáveis.
Cinema em Cena
"Moonlight" é, em suma, o tipo de obra cuja delicadeza e sensibilidade levam o espectador a se encantar com um clímax dramático que, no lugar de incidentes bombásticos ou de catarses grandiosas, traz apenas uma conversa – e nem mesmo uma conversa cheia de revelações, mas simplesmente de humanidade...
Cinepop
O roteiro é espetacular. A direção também. O elenco é maravilhoso. É muito elogio mas com toda verdade do mundo. Tudo é bem detalhado e há uma forma de poesia na maneira como Chiron enxerga o amor.
Collider
"Moonlight" é um filme pequeno, mas especial. Ele é delicado e completamente necessário. [...] Enquanto as crianças demonstram imenso talento ao lidar com temas amplos e momentos muito complexos, o lenco adulto efetua um trabalho magnífico e importante.
Critikat.com
Um filme que combina harmoniosamente a forma ao conteúdo, e nos lembra de que a escritura cinematográfica pode transcender por sua criatividade, sua habilidade em conjugar a linguagem das imagens e pela profundidade e inteligência da premissa.
Críticos.Com.Br
“Moonlight: Sob a Luz do Luar” encanta sem apelar para qualquer clichê, mérito raro, creio que será o único filme dentre os indicados ao Oscar desse ano que continuará relevante artisticamente no futuro.
Estado de São Paulo
"Moonlight - Sob a Luz do Luar" é um filme terno, mas nunca piegas. Percorre os caminhos difíceis da identidade sexual, mais ásperos ainda no meio social do protagonista. Esse é um trunfo, e também um desafio para o diretor Barry Kenkins.
New York Times
[...] "Moonlight: Sob a Luz do Luar" é um filme pessoal pesado, que nos desarma, ao mesmo tempo em que é um registro social urgente, um olhar duro sobre a realidade estadunidense e um poema escrito em luz, música e rostos humanos.
O Globo
O diretor tem a habilidade de criar uma empatia com seu protagonista pela forma humana como aborda as situações. Ele cria essa identificação com alicerces comuns a todos, para além de raça, gênero ou classe.
Observatório do Cinema
"Moonlight" é uma obra acima de tudo humana, que representa esse mundo cercado por hostilidades para investigar os sentimentos mais sensíveis a respeito da fragilidade.
Preview
"Moonlight" faz o mais necessário neste momento: apresenta um mundo novo, construindo uma ponte de empatia entre os espectadores e os personagens na tela, todos negros, pobres, morando numa Miami longe do cartão-postal.
Quarto Ato
Poético, intenso e crucialmente cheio de voz, "Moonlight: Sob a Luz do Luar" atinge aclamação em sua comovente empatia, trazendo ao público uma história que pode até soar distante para alguns, mas representando uma realidade próxima.
Rubens Ewald
Mas é um filme sensível, forte, poderoso, que pode ser chamado de gay (o que ainda dentre os negros norte-americanos é um tabu que evita se discutir), mas vai mais longe: é muito humano, muito delicado, muito verdadeiro.
Screen International
Ambicioso em seu escopo mas muito preciso em sua execução, "Moonlight: Sob a Luz do Luar", este estudo de personagem em pequena escala, reverbera compaixão e criatividade.
The Guardian
"Moonlight: Sob a Luz do Luar" é um filme profundamente emocionante sobre o desafio de crescer e ter que se esconder como gay [...] É uma realização impressionante.
The Hollywood Reporter
"Moonlight: Sob a Luz do Luar", do diretor Barry Jenkins, nos puxa para dentro do mundo do introspectivo protagonista desde o início e nos transporta através das coisas que ele observa, com uma delicadeza incomum e de forma muito emocionante...
The Playlist
Jenkins e seu colaborador frequente, o fotógrafo James Laxton mergulham o filme em imagens maravilhosas, que lembram Malick, no bom sentido. Em particular, a cena com Kevin e Chiron na praia sob a luz do luar é tão incrivelmente bela que quase parece uma pintura.
Variety
[O diretor Barry Jenkins] entrega um filme firmemente comprometido em capturar a experiência de ser negro hoje nos Estados Unidos, resultado em uma obra de arte socialmente consciente, tão essencial quanto é criativa.
Washington Post
"Só existe amor nesta casa", diz a personagem de Janelle Monáe à certa altura. O mesmo pode ser dito deste filme de excepcionais ternura, beleza e alma.
Cinema com Rapadura
Em tempos de intolerância e preconceito, debruçar-se sobre a vida de um indivíduo (fictício, mas certamente muito real) marginalizado significa cumprir a função transcendental do cinema, extrapolando a esfera da arte autorreferente e repercutindo na consciência social.
Cinemação
Um dos méritos em "Moonlight" é tratar de assuntos universais, principalmente no que tange ao preconceito, mas sem ser panfletário. A condução dessa questão é a partir do drama de um homem. O tema não é abordado de forma verborrágica, o que vemos é algo mais contido – sem nunca soar banal.
Screen Rant
Complexo em sua temática e baseado em atuações discretas e poderosas, "Moonlight" é simplesmente um filme maravilhoso, além de representar uma grande façanha criativa para Jenkins.
ScreenCrush
O que "Moonlight" tem de mais notável é a maneira como explora a sexualidade e o desejo masculino com a máxima sutileza. Jenkins nunca vitimiza nem lamenta Chiron, e o filme tampouco envereda pelo melodrama do sofrimento gay.
CineClick
Um filme com verdades de sobra e sem apelos emocionais artificiais, nos lembrando de que o cinema não serve apenas como uma válvula de escape, mas também (principalmente) como veículo de reflexão.
Cineweb
Embora o caminho de Chiron esbarre na violência do ambiente em que vive, as vivências e soluções que ele acha são naturais dentro de sua perpectiva. De maneira geral, o enredo não responde a clichês no piloto automático...
Papo de Cinema
Os efeitos da pobreza, das drogas e da violência na dura vida dos personagens são perceptíveis nos detalhes, mas sempre permitindo espaços para a poesia. A fotografia luminar e as notas clássicas da trilha sonora original transportam o longa para esses respiros, de traços quase oníricos.
Rolling Stone
O longa não é exatamente um drama social, como o trailer e as descrições iniciais levaram a crer. É uma experiência cinematográfica sobre a busca por empatia. Cheio de poesia e interpretações marcantes, "Moonlight" é o filme obrigatório da temporada.
Folha de São Paulo
A jornada de Chiron o leva da delicadeza à brutalidade da idade madura. De vítima a algoz, talvez. Barry Jenkins tem a inteligência de reconstituir essa árdua travessia - nada fácil para ninguém - sem facilitar o percurso nem de seu personagem nem de seu espectador.
Télérama
O conceito visual e narrativo é audacioso, mas nem sempre bem-sucedido. É provavelmente uma questão de equilíbrio: a direção é pomposa demais quando o diretor filma a infância e a adolescência do herói... e depois rígida demais quando evoca sua metamorfose à idade adulta.
Chronic'art.com
O filme é apenas um pequeno objeto lustroso, estruturado demais e incrivelmente chato, dissimulando de modo penoso os seus efeitos de filme "de arte" por trás de uma sobriedade de falsa modéstia.