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João Baron
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54 críticas
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4,5
Enviada em 26 de maio de 2017
Estudo e desenvolvimento de personagem. É isso que 'Moonlight' traz para seu espectador. Em um belíssimo drama, Barry Jenkins e sua câmera incontrolável mostram a vida de um garoto negro pobre, que vive em Miami com sua mãe. O longa dividido em três atos bem definidos é literalmente uma obra-arte. Digo literalmente pois se você não pensar e refletir sobre a película após a subida dos créditos, você provavelmente não vai gostar da produção. O filme indie é para poucos, ele precisa ser trazido para perto do espectador. O protagonista, Chiron, (muito bem vivido pelos três atores) é um personagem introspectivo e inseguro, não só sobre sua sexualidade, o tema mais pertinente do filme, mas também sobre seu caráter e sobre seu verdadeiro eu. Com uma fotografia linda e muito chamativa , que traz o azul do título (Moonlight em inglês é Luar) progressivamente durante a jornada do pobre menino. É um filme onde os diálogos são muito bem feitos, mas o que chama atenção mesmo é o silêncio, que torna o trabalho dos atores ainda mais geniais. O silêncio é o filme. É uma produção que precisa ser apreciada com os olhos e não com os ouvidos. As atuações são sublimes. Mahershala Ali (Juan) é o destaque do primeiro ato, que ator genial (vide seu Oscar de Melhor ator coadjuvante); Naomie Harris (Paula, mãe de Chiron) que trabalha durante todo o longa também faz um trabalho esplêndido, que descoberta para Hollywood; Janelle Monaé (Teresa) é outra grande descoberta, apareceu em cenas pontuais e foi muito bem; Alex R. Hibbert (Chiron criança) tem uma agonia e uma incerteza que dão uma identidade para o personagem-título que Rodes vai buscar no último ato. Ashton Sanders (Chiron adolescente) descobre o verdadeiro Chiron e faz uma grande atuação e confirma a identidade do menino antes desconhecido; Trevante Rhodes (Chiron adulto) tem o trabalho mais difícil dos três (além de ser sua estreia no cinema), tem que buscar a insegurança da criança e aceitar a identidade conquistada na adolescência, tem que ser inocente e frio, e é. Grande atuação, que cena final ! Também conseguem manter o alto nível os três atores que fazem Kevin (Jaden Piner, criança; Jharrel Jerome, adolescente e Andre Holland, adulto). Acredito que a duração dos filme deveria ser mais longa e a história um pouquinho mais bem contada. A imparcialidade no tempo dos três atos incomoda um pouquinho, faltou tempo para o Chiron criança e o Chiron adulto. Mas fora isso, o filme é perfeito. Ele não vai te deixar maravilhado quando você acabar de assistir, você precisará digerir Moonlight, como eu disse, precisará estudar a obra de arte que está na sua frente.
Moonlight A história se passa em três atos, Little (Alex E. Hibbert) é uma criança negra que vive na periferia de Miami, com a mãe, viciada em drogas que sempre poe Little pra fora, para se prostituir, o jovem ainda sofre bulling por ter um jeito feminino e numa fuga para não apanhar dos valentões é encontrado por, Juan (Mahershala Ali) um traficante que praticamente adota o garoto, cuidando e o ajudando a sobreviver nas ruas perigosas do bairro, no segundo ato Little é tratado como Chiron (Ashton Sanders) um jovem triste que é totalmente abandonada e esculachado pela mãe, tenta sobreviver as ameaças e bulling no colégio até levar uma surra e se vingar de uma maneira que acaba o prejudicando, no terceiro ato já adulto como Black (Trevantes Rhodes) quase um 50 cent, muito forte fisicamente devido o tempo na prisão, traficante e calado como sempre, recebe a ligação de um amigo de infância, onde teve o primeiro e único contato sexual, resolve fazer uma visita para se descobrir interiormente. Bom galera o filme é muito bom e eu acho que o roteiro poderia ser melhor aproveitado, o filme levou 3 Oscars e o mais merecido foi de ator coadjuvante para Mahershala Ali, que fez um trabalho realmente notável, ainda prefiro Até o último homem e em segundo Lion, mas esse filme ter ganhado o Oscar de melhor filme, mostra que até a academia está mudando e apoiando filmes com histórias que muitos vivem nesse mundo. Recomendo galera.
Não vi nada demais no filme... Tedioso e muito fraco. Na minha opinião só levou os 3 Oscar pra calar a boca da mídia que reclamou da ausência de indicações de artistas negros no ano passado. Dar o Oscar de melhor ator coadjuvante para Mahershala Ali que aparece uns 10 minutos apenas no filme, foi o fim da picada. Acredito que outros que disputavam a estatueta teriam mais chances de levar.
O filme foi muito bom na minha opinião teve excelente atuações dos atores, excelentes fotografia e roteiro,além de retratar as dificuldades que o personagem tem em sua difícil vida de forma impressionante, fazendo com que o espectador sinta pena do personagem principal,ou seja, diretor fez um bom trabalho,mas o filme perde um pouco por praticamente não possuir lição social, além do fim bem longe dá perfeição.
Um jovem negro, da periferia de Miami, homossexual, pobre, que vive sendo vítima de bullying na escola, sem pai, e cuja mãe é viciada em crack, tem a ajuda de um traficante que se solidariza com o menino. Se fosse visto somente com essa trágica descrição, Moonlight poderia facilmente ser enganado por um filme melodramático e exagerado, mas não é isso o que ocorre. Apesar de todos os dramas do jovem Chiron, a narrativa do filme é tão interessante e foge da apelação e do lugar comum, trazendo cenas incríveis e com um elenco excepcional. O filme é divido em três partes. Na primeira, Chiron é ainda criança, interpretado por Alex R. Hibbert, No segundo ato, Chiron é adolescente (Ashton Sanders), e na terceira parte, Chiron torna-se Black (Trevante Rhodes). Não darei detalhes sobre as três fases para não quebrar possíveis surpresas. Um dos pontos mais fortes do filme certamente é o incrível elenco, não só dos atores que interpretam Chiron, mas também do incrível elenco de coadjuvantes, com destaque para Naomie Harris, interpretando a mãe do rapaz, e Mahershala Ali, como o traficante de bom coração, ambos indicados ao Oscar por seus papeis aqui. Destaco ainda as pequenas participações de Janelle Monáe, Andre Holland e Jharrel Jerome. A direção e roteiro de Barry Jenkins são cativantes. Fica sempre aquele clima de tensão para saber o que acontecerá em seguida. É um filme que traz todos os elementos bem trabalhados em conjunto e o resultado final é uma belíssima e impactante obra sobre dificuldades, aceitação, e sobrevivência. Um lindo filme, bastante humano e extremamente sensível.
Moonlight – Sob a Luz do Luar faz muito pelas minorias que retrata, e deve ser exaltado por tal. Mas o fato de ser capaz de superar as barreiras do preconceito é algo mais que necessário em tempos nos quais enfrentamos tantos retrocessos. A história de Barry, Tarell, Little, Chiron, Black e Juan é deles, e só deles. Aqui eles se apropriam do que lhes é seu por direito. Aqui, numa escolha nada simples, eles se apropriam de suas próprias vidas.
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