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Emanuel C
3 críticas
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4,5
Enviada em 26 de novembro de 2018
O filme começa de uma forma propositalmente despretensiosa, e quando percebemos estamos absorvidos na história. O roteiro é tocante, os atores estão muito bem interpretando o papel principal. Um destaque ao ator que representa o papel do protagonista adolescente, as cenas são as mais chocantes do roteiro e ele faz um ótimo trabalho! Incrível!
O pior filme de todos os tempos. Atuações fracas, roteiro pífio e final de dar dó! Sinceramente, tô até agora tentando comprender como esse filme desbancou "estrelas além do tempo", por exemplo...
Adiei por um ano esse filme pensando que seria mais um drama qualquer sobre um jovem negro em um bairro pobre americano, e ainda bem que eu não poderia estar mais enganado. Fui agraciado com um dos filmes mais tocantes e sensíveis, de uma beleza única e que foge de todos os padrões de produções da mesma temática. O primeiro aspecto que não poderia deixar de comentar são as atuações, e que escolha de casting perfeita, todos os atores entregam performances dignas de Oscar, não a toa que Naomie Harris e Mahershala Ali foram indicados e um deles até levou a estatueta pra casa. Naomie nos entrega um atuação tão real em uma personagem detestável, que percebemos o estudo e a entrega dela à sua atuação, retratando fielmente uma mulher perdida que não sabe como ajudar e reagir as escolhas do filho os mesmo tempo que luta contra seu vicio as drogas. Ali por outro lado, mesmo que na pele de um homem que era pra ser deplorável nos mostra um lado paternal e carinhoso que pode estar presente em qualquer um e somente é necessário uma oportunidade para demonstrar tais sentimentos guardados. Mas os três atores que foram escolhidos para interpretar Chiron durante os três atos do filme dão um show a parte, criando um senso de coesão entre suas atuações realmente passando a sensação que as consequências das ações e decisões enquanto criança refletem em sua fase adulta, a dor e desamparo no olhar e até mesmo sua postura são diferentes em cada parte do filme e ao mesmo tempo são uma só, completando umas as outras. Além das atuações impecáveis, o longa ainda conta com uma direção incrível com cenários e cores deslumbrantes, com um ótimo trabalho de iluminação e pós-produção fazendo cada ato do filme ser completamente diferente do anterior com cada vez mais cores saturadas e azuladas e que dizem muito sobre a situação emocional do protagonista e do seu ambiente. A montagem do filme é milimetricamente calculada, com todas as cenas passando alguma mensagem, nada é em vão nesse filme. O único defeito para mim foi simplesmente o fato de faltar mais, eu queria mais do filme, algumas situações e explicações para alguns acontecimentos teriam me dado uma experiencia mais gratificante mesmo eu entendendo o que o filme queria dizer e onde ele queria chegar. Além de uma ou duas cenas que julguei desnecessárias ou sem algum significado real para a trama. O filme é brilhante e não deve ser perdido por nada, poucas vezes vi algo tão visceral e belo na tela, Moonlight é um exercício para reflexão e para quebras de expectativas e paradigmas que consideramos como certos.
O drama da sexualidade é uma aventura que pode ser boa ou ruim ou, os dois. Moonligth trás a nós uma exploração na vida de um garoto onde mergulhamos de cabeça em suas expressões, que por muitas vezes, mesmo sem pairar no ar o som de uma palavra, sabemos o que se passara. Subitamente vamos além do preconceito e bullying, e podemos ver no horizonte de tudo isso, aquele olhar. Há sim uma descarga de raiva, onde enfaticamente, contemplamos a grande atuação de Pequeno(Alex R. Hibbert). Em meio ao contexto que o enredo nos proporciona, podemos notar, mesmo que, provisoriamente as coisas boas e inusitadas que nos ocorrem, sem esperarmos, é claro, esse é o sentido de inusitado. Porém estamos sempre abertos a compreender uma trajetória, de consequências, julguem-nas da forma que acha melhor, mas não esquecendo o alívio em saber que somos diferentes, e isso é uma coisa boa.
Ganhar o Oscar com um filme desse! Quando alugávamos filmes essa informação fazia toda a diferença, hoje em dia não quer dizer nada! Fala sério! Péssimo!!
Incrível. Denso nas discussões sobre a solidão do protagonista, complexo na construção de sua homossexualidade, abrangente no mérito de usar uma linguagem palatável até mesmo ao limitado e viciado universo hollywoodiano. De grande qualidade artística, atuações excelentes, fotografia precisa. Destaque para a belíssima cena final, desde q o protagonista tira sua dentadura dourada, até encostar no peito de seu amigo/paixão.
Ótimo filme, mas pela indicação ao Oscar achei que fosse melhor. Enfim, não acho que perdi tempo e o começo do filme me prendeu bastante, mas achei que o roteiro se perdeu na terceira parte da vida de Chiron. Trilha sonora massa e eu só vi atores que eu gosto muito. Mais merecido que La La Land, realmente.
Tinha tudo pra ter um grande roteiro pois a historia em si é bem bacana e possui um amplo leque que poderia ser melhor explorado pelo roteirista , nem as boas atuações dos atores salvam o filme que ate agora não entendi o porque de terem ganhado o Oscar; fraco, lento e sem emoção nenhuma, esperava muito mais.
Ponto de vista e gosto não se discute, apenas se argumenta, contra ou a favor. Impressiona-me a agressividade manifestada nos comentários simplesmente por não se alinhar ao mesmo tipo de pensamento do autor a quem se responde. E crítica não significa oposição ou “falar mal”, e sim uma interpretação baseada no conhecimento, na bagagem de argumentos que cada um tem para falar do tema em pauta, seja para elogiar, seja para desfavorecer. Haverá sempre quem goste muito do A e quem prefere mais o Z. Tenho observado essa agressividade em todas as páginas de discussão na internet, quer seja em críticas de filmes, quer seja dentro de um embate político e por ai vai. Talvez o anonimato, a covardia, a distância virtual entre os debatedores e a segurança aparente libera o lado obscuro de cada um e a catarse psíquica se manifesta na forma mais pura. Enfim, voltando ao filme MOONLIGHT, manifesto apenas que não gostei, achei um exagero ter cacife para o OSCAR e parece estar virando moda discutir e expor assuntos “tabus”, ou seja, quanto mais se mostra a idiossincrasia alheia, mais tolerância se finge ter, e mais “status” se consegue. Meu argumento é que o roteiro foi sofrível, pois nos deixou a sensação de cortes que poderiam melhor delinear o amadurecimento do rapaz, cenas até incômodas, que poderiam apenas induzir o imaginário do espectador mais introspectivo, falta de maior engajamento, ou melhor, faltou instigar maior envolvimento entre o personagem principal e o público. Comportamento tímido ou um olhar triste não são suficientes para criar empatia (eu disse empatia, e não dó). Talvez a história possa ter sido mal contada! Fiz minha crítica dentro do meu ponto de vista e baseando em meus gostos, portanto, haverá quem concorde e quem discorde, normal, mas o dispensável aqui são as agressões gratuitas, devendo prevalecer o respeito!
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