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Ricardo L.
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3.227 críticas
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3,5
Enviada em 7 de fevereiro de 2017
Bom filme e nada mais! Esperava muito desse filme, mas por parte me decepcionei, pois o roteiro é bom, mas tem falhas sérias de desenvolvimento, muito meloso, chegando a ser chato, a parte afetiva e descobrimento da sexualidade de gays tem foco muito exagerado, uma forma forçada da direção de mostrar o Homossexualismo, tendo em vista que tem que mostrar isso com naturalidade, assim fazendo com que torne comum as escolhas de cada um! Destaque do filme com certeza é Ali como ator coadjuvante, onde terá seu 1° óscar, pois sua atuação mesmo sendo pequena no filme, se torna grandiosa pelo seus três jeito e diálogos compenetrantes, sua elegância na atuação é marcante,tendo a primeira parte do filme o melhor do entretenimento.
Filme sobre o autoconhecimento ao longo da vida. garoto que sofre bullying na escola e convive com mãe viciada, se apega ao apoio de um traficante e após experiência homossexual na escola resolve revidar de forma violenta ao bullying e acaba indo para a prisão, de onde sai como traficante, mas uma visita a mãe e ao colega de escola irão provocar uma reflexão e contato com a sua própria pessoa na sua individualidade. muito humano e sensível.
Moonlight - mais um dos possíveis filmes concorrentes ao Oscar 2017, também muito elogiado pela crítica, Mas eu não achei essas coisas todas achei até meio sem graça história meio arrastada e com final tão sem graça
O que faz um filme notório? É seu estilo? Ou a história que quer contar? Ou seriam os dois? Moonlight, do diretor/roteirista Barry Jenkins, tem uma bela história com personagens de alguma forma genéricos, em uma época genérica, mas com alguns pequenos traços… genéricos também. E isso é narrado através de uma estilo forte, que bate no enquadramento, bate na trilha sonora, bate na fotografia, mas em nenhum deles parece conseguir extrair significado dessa história. Perdido com diálogos óbvios e atores mecanizados, o que temos é um filme muito bonito, desses que quem gosta de “filme de arte” deve gostar, mas que não diz muita coisa ou se posiciona sobre nada.
Chiron é um jovem garoto que, sempre buscando fugir de colegas que o reprimem, encontra no traficante Juan (Mahershala Ali) o primeiro indicativo de que sua vida será marcada por momentos de descobertas. E é justamente esse o propósito de MOONLIGHT: SOB A LUZ DO LUAR, que trafega por três grandes momentos da vida do protagonista, desde a infância, adolescência e a fase adulta.
Trata-se de um filme curioso por não levantar bandeiras para nenhum dos lados citados dentro da narrativa, deixando que a reflexão pessoal de cada um decifre a importância daquilo que foi exibido, inclusive do final. São momentos em que as dificuldades da vida surgem e se mostram quase que intransponíveis, já que o amadurecimento pode ser reflexo direto das experiências em que uma pessoa é levada a vivenciar.
MOONLIGHT - SOB A LUZ DO LUAR é um filme sobre auto-descoberta, aceitação e solidão. Apesar de tecnicamente impecável, não é para qualquer público, visto que existem alguns elementos que desafiam o preconceito a aceitar. Mas para os que admiram arte sob qualquer circunstância, sem dúvida será um bom entretenimento.
A cena mais importante de Moonlight: Sob a Luz do Luar, filme dirigido e escrito por Barry Jenkins, é justamente aquela que explica o título do longa, na qual Juan (Mahershala Ali, numa performance vencedora do Oscar 2017 de Melhor Ator Coadjuvante) explica para Little (Alex R. Hibbert) o momento em que ele decidiu a pessoa que ele iria ser. Little ainda não conseguirá entender a mensagem de Juan, devido à sua pouca idade, mas o que ele quis dizer é que nunca devemos nos deixar levar pelo olhar que os outros possuem sobre nós, e sim nós que devemos decidir a maneira pela qual os outros devem nos enxergar.
Essa cena diz muito também sobre a trama de Moonlight: Sob a Luz do Luar. Por meio dela, acompanhamos a jornada de crescimento de Little/Chiron (Ashton Sanders)/Black (Trevante Rhodes) nas três fases mais importantes – digamos assim – da sua vida: a infância, a adolescência e a vida adulta. É interessante perceber que as três fases da existência de Chiron possuem elementos bastante comuns, com os quais ele terá que lidar recorrentemente, como a falta de um ambiente familiar sólido; a mãe (Naomie Harris, em atuação indicada ao Oscar 2017 de Melhor Atriz Coadjuvante) viciada em drogas; a tentação do mundo da criminalidade; o bullying na vida escolar e a repressão da sua sexualidade e de sentimentos básicos como a raiva, a dor, a tristeza.
Todo esse background será fundamental para o homem no qual Chiron se transformou e que se apresenta a nós no terceiro capítulo de Moonlight: Sob a Luz do Luar. Ao emular a grande figura masculina que teve em sua vida (Juan) e ao modificar seu físico por completo, Black pode ter resolvido boa parte de seus problemas; entretanto, para ele se tornar alguém de verdade, ele tem muitas coisas no seu lado íntimo para trabalhar. Por isso mesmo, o final aberto do filme nos deixa com a sensação de que, talvez, Black esteja pronto para enfrentar os seus medos mais íntimos, se enxergando de verdade, como a pessoa que ele verdadeiramente é.
Vencedor do Oscar 2017 de Melhor Filme, Moonlight: Sob a Luz do Luar é um filme que representa muito bem a sua personagem principal, com a opção de uma narrativa repleta de silêncios e de lacunas que deverão ser preenchidas por nós (plateia). Por falar no roteiro, este é o elemento mais irregular do filme, especialmente pela maneira como não desenvolve a contento as personagens (com exceção de Chiron) e nos deixa por fora de muitos acontecimentos que seriam importantes para o desenrolar desta história. Fica a sensação de que este é um filme que promete mais do que cumpre.
Muito mais que um filme sobre preconceito, esse roteiro trata de dores marcadas na vida, inocência, escolhas, amor e tomar as rédeas do seu destino. É profundo, triste e sofrido. Ótimas interpretações e trilha sonora, além de muito bem desenvolvido e estruturado. Como não amar Chiron do primeiro instante até se tornar um homem? O garoto expressa rios de sentimentos através de seu olhar marcante submerso em densa solidão. A realidade que a vida não sorri para todos.
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