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Eduardo Santos
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183 críticas
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4,0
Enviada em 1 de março de 2017
Um jovem negro, da periferia de Miami, homossexual, pobre, que vive sendo vítima de bullying na escola, sem pai, e cuja mãe é viciada em crack, tem a ajuda de um traficante que se solidariza com o menino. Se fosse visto somente com essa trágica descrição, Moonlight poderia facilmente ser enganado por um filme melodramático e exagerado, mas não é isso o que ocorre. Apesar de todos os dramas do jovem Chiron, a narrativa do filme é tão interessante e foge da apelação e do lugar comum, trazendo cenas incríveis e com um elenco excepcional. O filme é divido em três partes. Na primeira, Chiron é ainda criança, interpretado por Alex R. Hibbert, No segundo ato, Chiron é adolescente (Ashton Sanders), e na terceira parte, Chiron torna-se Black (Trevante Rhodes). Não darei detalhes sobre as três fases para não quebrar possíveis surpresas. Um dos pontos mais fortes do filme certamente é o incrível elenco, não só dos atores que interpretam Chiron, mas também do incrível elenco de coadjuvantes, com destaque para Naomie Harris, interpretando a mãe do rapaz, e Mahershala Ali, como o traficante de bom coração, ambos indicados ao Oscar por seus papeis aqui. Destaco ainda as pequenas participações de Janelle Monáe, Andre Holland e Jharrel Jerome. A direção e roteiro de Barry Jenkins são cativantes. Fica sempre aquele clima de tensão para saber o que acontecerá em seguida. É um filme que traz todos os elementos bem trabalhados em conjunto e o resultado final é uma belíssima e impactante obra sobre dificuldades, aceitação, e sobrevivência. Um lindo filme, bastante humano e extremamente sensível.
Bom filme e nada mais! Esperava muito desse filme, mas por parte me decepcionei, pois o roteiro é bom, mas tem falhas sérias de desenvolvimento, muito meloso, chegando a ser chato, a parte afetiva e descobrimento da sexualidade de gays tem foco muito exagerado, uma forma forçada da direção de mostrar o Homossexualismo, tendo em vista que tem que mostrar isso com naturalidade, assim fazendo com que torne comum as escolhas de cada um! Destaque do filme com certeza é Ali como ator coadjuvante, onde terá seu 1° óscar, pois sua atuação mesmo sendo pequena no filme, se torna grandiosa pelo seus três jeito e diálogos compenetrantes, sua elegância na atuação é marcante,tendo a primeira parte do filme o melhor do entretenimento.
Moonlight A história se passa em três atos, Little (Alex E. Hibbert) é uma criança negra que vive na periferia de Miami, com a mãe, viciada em drogas que sempre poe Little pra fora, para se prostituir, o jovem ainda sofre bulling por ter um jeito feminino e numa fuga para não apanhar dos valentões é encontrado por, Juan (Mahershala Ali) um traficante que praticamente adota o garoto, cuidando e o ajudando a sobreviver nas ruas perigosas do bairro, no segundo ato Little é tratado como Chiron (Ashton Sanders) um jovem triste que é totalmente abandonada e esculachado pela mãe, tenta sobreviver as ameaças e bulling no colégio até levar uma surra e se vingar de uma maneira que acaba o prejudicando, no terceiro ato já adulto como Black (Trevantes Rhodes) quase um 50 cent, muito forte fisicamente devido o tempo na prisão, traficante e calado como sempre, recebe a ligação de um amigo de infância, onde teve o primeiro e único contato sexual, resolve fazer uma visita para se descobrir interiormente. Bom galera o filme é muito bom e eu acho que o roteiro poderia ser melhor aproveitado, o filme levou 3 Oscars e o mais merecido foi de ator coadjuvante para Mahershala Ali, que fez um trabalho realmente notável, ainda prefiro Até o último homem e em segundo Lion, mas esse filme ter ganhado o Oscar de melhor filme, mostra que até a academia está mudando e apoiando filmes com histórias que muitos vivem nesse mundo. Recomendo galera.
Moonlight – Sob a Luz do Luar faz muito pelas minorias que retrata, e deve ser exaltado por tal. Mas o fato de ser capaz de superar as barreiras do preconceito é algo mais que necessário em tempos nos quais enfrentamos tantos retrocessos. A história de Barry, Tarell, Little, Chiron, Black e Juan é deles, e só deles. Aqui eles se apropriam do que lhes é seu por direito. Aqui, numa escolha nada simples, eles se apropriam de suas próprias vidas.
Filme sobre o autoconhecimento ao longo da vida. garoto que sofre bullying na escola e convive com mãe viciada, se apega ao apoio de um traficante e após experiência homossexual na escola resolve revidar de forma violenta ao bullying e acaba indo para a prisão, de onde sai como traficante, mas uma visita a mãe e ao colega de escola irão provocar uma reflexão e contato com a sua própria pessoa na sua individualidade. muito humano e sensível.
Merecedor de suas 3 estatuetas no Oscar e nas outras apresentações, filme faz muito com pouco e se destaca pelo intimismo e pela poesia visual e narrativa sem se ater ao vitimismo na descoberta pessoal de seu personagem.
Ponto de vista e gosto não se discute, apenas se argumenta, contra ou a favor. Impressiona-me a agressividade manifestada nos comentários simplesmente por não se alinhar ao mesmo tipo de pensamento do autor a quem se responde. E crítica não significa oposição ou “falar mal”, e sim uma interpretação baseada no conhecimento, na bagagem de argumentos que cada um tem para falar do tema em pauta, seja para elogiar, seja para desfavorecer. Haverá sempre quem goste muito do A e quem prefere mais o Z. Tenho observado essa agressividade em todas as páginas de discussão na internet, quer seja em críticas de filmes, quer seja dentro de um embate político e por ai vai. Talvez o anonimato, a covardia, a distância virtual entre os debatedores e a segurança aparente libera o lado obscuro de cada um e a catarse psíquica se manifesta na forma mais pura. Enfim, voltando ao filme MOONLIGHT, manifesto apenas que não gostei, achei um exagero ter cacife para o OSCAR e parece estar virando moda discutir e expor assuntos “tabus”, ou seja, quanto mais se mostra a idiossincrasia alheia, mais tolerância se finge ter, e mais “status” se consegue. Meu argumento é que o roteiro foi sofrível, pois nos deixou a sensação de cortes que poderiam melhor delinear o amadurecimento do rapaz, cenas até incômodas, que poderiam apenas induzir o imaginário do espectador mais introspectivo, falta de maior engajamento, ou melhor, faltou instigar maior envolvimento entre o personagem principal e o público. Comportamento tímido ou um olhar triste não são suficientes para criar empatia (eu disse empatia, e não dó). Talvez a história possa ter sido mal contada! Fiz minha crítica dentro do meu ponto de vista e baseando em meus gostos, portanto, haverá quem concorde e quem discorde, normal, mas o dispensável aqui são as agressões gratuitas, devendo prevalecer o respeito!
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