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Rodrigo Gomes
6.171 seguidores
973 críticas
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4,5
Enviada em 5 de fevereiro de 2017
Muito mais que um filme sobre preconceito, esse roteiro trata de dores marcadas na vida, inocência, escolhas, amor e tomar as rédeas do seu destino. É profundo, triste e sofrido. Ótimas interpretações e trilha sonora, além de muito bem desenvolvido e estruturado. Como não amar Chiron do primeiro instante até se tornar um homem? O garoto expressa rios de sentimentos através de seu olhar marcante submerso em densa solidão. A realidade que a vida não sorri para todos.
Um grande filme, um drama familiar e na vida de Chiron, personagem principal. O tema principal é sexualidade, dessa vez na vida de um negro, filho de mãe solteira, prostituta e viciada, num ambiente onde a droga é um meio de vida. A história se prende na vida de Chiron, desde a infância, passando pela adolescência e chegando ao adulto. Os atores infantil e adolescente, embora sem muito brilho, não comprometeram o filme. A direção compensou com muita qualidade e principalmente com os atores adultos, Mahershala Ali e Trevante Rhodes (Chiron), excelentes. A questão da sexualidade é tratada de forma bem sutil, como deve acontecer em todas as pessoas. Primeiro a desinformação e insegurança da criança, quando tem dúvida se é ou não viado. Depois a descoberta de sentimentos escondidos em uma personalidade introvertida, fechada e inibida e finalmente a fase onde se abre para uma realidade. Todas essas fases são filmadas de forma discreta e sem estereótipos ou apelações. No final fica um filme poético e agradável, embora o tema seja um pouco complexo. Vale a pena.
Adiei por um ano esse filme pensando que seria mais um drama qualquer sobre um jovem negro em um bairro pobre americano, e ainda bem que eu não poderia estar mais enganado. Fui agraciado com um dos filmes mais tocantes e sensíveis, de uma beleza única e que foge de todos os padrões de produções da mesma temática. O primeiro aspecto que não poderia deixar de comentar são as atuações, e que escolha de casting perfeita, todos os atores entregam performances dignas de Oscar, não a toa que Naomie Harris e Mahershala Ali foram indicados e um deles até levou a estatueta pra casa. Naomie nos entrega um atuação tão real em uma personagem detestável, que percebemos o estudo e a entrega dela à sua atuação, retratando fielmente uma mulher perdida que não sabe como ajudar e reagir as escolhas do filho os mesmo tempo que luta contra seu vicio as drogas. Ali por outro lado, mesmo que na pele de um homem que era pra ser deplorável nos mostra um lado paternal e carinhoso que pode estar presente em qualquer um e somente é necessário uma oportunidade para demonstrar tais sentimentos guardados. Mas os três atores que foram escolhidos para interpretar Chiron durante os três atos do filme dão um show a parte, criando um senso de coesão entre suas atuações realmente passando a sensação que as consequências das ações e decisões enquanto criança refletem em sua fase adulta, a dor e desamparo no olhar e até mesmo sua postura são diferentes em cada parte do filme e ao mesmo tempo são uma só, completando umas as outras. Além das atuações impecáveis, o longa ainda conta com uma direção incrível com cenários e cores deslumbrantes, com um ótimo trabalho de iluminação e pós-produção fazendo cada ato do filme ser completamente diferente do anterior com cada vez mais cores saturadas e azuladas e que dizem muito sobre a situação emocional do protagonista e do seu ambiente. A montagem do filme é milimetricamente calculada, com todas as cenas passando alguma mensagem, nada é em vão nesse filme. O único defeito para mim foi simplesmente o fato de faltar mais, eu queria mais do filme, algumas situações e explicações para alguns acontecimentos teriam me dado uma experiencia mais gratificante mesmo eu entendendo o que o filme queria dizer e onde ele queria chegar. Além de uma ou duas cenas que julguei desnecessárias ou sem algum significado real para a trama. O filme é brilhante e não deve ser perdido por nada, poucas vezes vi algo tão visceral e belo na tela, Moonlight é um exercício para reflexão e para quebras de expectativas e paradigmas que consideramos como certos.
Moonlight definitivamente não é para todos. É o oposto de um filme que o público em geral paga para assistir. É um filme diferente desenvolvido em três partes cada um com seu toque de emoção e desenvolvimento do personagem. É um roteiro muito bom! Com um elenco muito bom, total destaque para Naomi Harrie que rouba a cena. Vale destacar o excelente jogo de camêras durante o filme, uma bonita cinematografia. Entretanto Moonlight não me cativou em nenhum momento, não me trouxe emoções alguma e me peguei várias vezes com muito tédio durante o filme. Cenas muito longas e extensas em minha opinião foram usadas de forma errada e simplesmente não me agradaram. No fim das contas eu não sei exato o que eu sinto por esse filme. Não amei, já vi melhores, mas é bom, tecnicamente muito bom! Vale o ingresso.
O filme foi muito bom na minha opinião teve excelente atuações dos atores, excelentes fotografia e roteiro,além de retratar as dificuldades que o personagem tem em sua difícil vida de forma impressionante, fazendo com que o espectador sinta pena do personagem principal,ou seja, diretor fez um bom trabalho,mas o filme perde um pouco por praticamente não possuir lição social, além do fim bem longe dá perfeição.
Só não dou uma quinta estrela porque acredito que o filme poderia explorar melhor outras situações como o personagem Juan, a vida do protagonista na cadeia e depois dela, o que houve com o valentão que levou a caldeirada na cabeça, etc. O meio para o final perdeu o ritmo que nos prendia à história desde o início. Ainda assim, um excelente filme.
Ganhador de Oscar e por isso tenho que assistir. O filme foi muito bem produzido. Ponto para a produção. Ao iniciar o filme e no decorrer dele, o telespectador fica impactado com as três fases de vida do garoto. Como se pode ver pelo cartaz, três faces de uma vida. Alguns fatos da vida te acompanham para sempre, isso que forma a sua personalidade. E sempre tem que lembrar que há outras pessoas à sua volta e que podem ter as consequências desses atos, sejam inofensivos ou não. Ao abordar a temática de bullying, preconceito, homossexualismo e drogas, o filme é interessante, porém para mim pecou na sequência, pois ao final se tornou muito truncado.
Fraco, um Filme LGBT, Envolve o homossexualismo, tráfico de drogas e etc, é uma pena que toda essa frescura de LGBT consiga influenciar até mesmo o Oscar, dando a este filme fraquíssimo a estatueta de melhor filme do ano de determinada edição, não Recomendo, Filme fraquíssimo.
Roteiro confuso e clichê. Filme arrastado, monótono, chato. Não sei quem vota no Oscar, mas esses caras só podem estar de sacanagem! Foi quota isso: porque era sobre preto, pobre e gay??? Do bonequinho do Globo eu espero tudo, um bando de maluco maconheiro que adora Glauber Rocha (quem???)... mas da Academia??? Melhor terem deixado o erro e dado pra outra porcaria que foi La La Land!
Abrange um assunto delicado de forma mais contemporânea, porém o roteiro é muito simples, na verdade não só o roteiro, o filme em si. Cenas pressentidas e muito lineares na obra como um todo.
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