mãe!
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3,5
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cinetenisverde
cinetenisverde

29.471 seguidores 1.122 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de setembro de 2017
Darren Aronofsky é um diretor obcecado com perfeccionismo, gnosticismo, auto-superação e talento. E ele leva isso sério demais em “Mãe!”. Tão sério que a dupla-camada (ao menos) no filme é bem escondida, mas vai parecer óbvia depois que você termina. E de uma forma ou de outra, o filme irá revelar mais sobre o espectador do que sobre as opiniões de seu criador. Trocadilho intencional e hermético. Já escrevi o texto sobre o filme sem spoilers para o CinemAqui, e este é meu exercício COM SPOILERS. Isso é porque quero exercitar minha capacidade de interpretação do filme junto a vocês. Qualquer teoria maluca a mais por favor entrar em contato.

cinetenisverde.com.br
Diogo R.
Diogo R.

6 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de setembro de 2017
Filme confuso!! Queria ter sabido antes que se tratava de uma analogia a mãe natureza e deus. Teria feito sentido. Assisti o filme sem saber do que se tratava por insistência da minha esposa. Sai do cinema decepcionado. Lendo algumas críticas tudo fez sentido. Vou ter que ver novamente o filme. Realmente não é um filme para todo mundo!!!
Fael Moreira
Fael Moreira

13 seguidores 12 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de setembro de 2017
Ele faz em foco principal uma alusão a "CRIAÇÃO" de uma forma bem complexa. Tipo vi umas criticas com opiniões diferentes. Mas q tbm se encaixa. Deus, A mãe natureza, "Adão e Eva"?, e o fruto proibido q seria o "CRISTAL" q da vida a casa; O personagem do homem que chega na casa tem uma ferida na costela direita que aparece na cena do banheiro."FICAR ATENTA", logo depois aparece a personagem da MICHELLE PFEIFFER a mulher sem nome, "EVA"?, Depois aparece 2 filhos "Caim e Abel" sem nomes apenas irmão mais novo e irmão mais velho; assim como os pais tbm sem nomes "Adão e Eva" e se instaura o "CAOS" da criação. Até a morte e a recriação da mesma. É um filme muito muito complexo. Quem vai ver no branco dificilmente vai entender. Tem muitas interpretações do mesmo.
FODA D+
Mateus A.
Mateus A.

1 seguidor 4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de setembro de 2017
O filme não foi feito para PESSOAS COMUNS, foi feito para APRECIADORES. Darren Aronofsky me fez sair de casa para ir ao cinema e ficar orgulhoso de ter visto esta obra simplesmente impactante. É uma pena que a maioria das pessoas não tenha folego para aguentar esse tipo de filme, já que estão acostumados com os roteiros monótonos de hollywood.
Mauricio L.
Mauricio L.

2 seguidores 11 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de setembro de 2017
Foi um dos melhores filmes que já vi!
Um universo de desespero e agonia muito difícil de se encontrar no cinema.
Laila Q.
Laila Q.

1 seguidor 2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de setembro de 2017
Extremamente angustiante, incômodo e maravilhoso!!! Filme do ano!! O Diretor surpreende e, sua inteligência nos detalhes da metáfora é assustadora e impressionante!!
Giovane S.
Giovane S.

16 seguidores 4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 10 de dezembro de 2017
Magnifico, unica coisa que tenho a dizer desse filme, e sim, eu tbm terminei de assistir e me perguntei, que disgraça foi essa que eu acabei de ver aqui... E depois de algumas horas... me dei conta que o filme (Spoiler) spoiler: se tratava o tempo todo da biblia
.

Amo esse tipo de filme, que me deixa confuso e do por que eu nao entendi o que eu assisti e depois me dar conta que tudo estava esfregado na minha cara, assim como no filme 'A Chegada'...

Pra quem nao entendeu

Mae na verdade spoiler: se refere a mae natureza, a casa seria o mundo, por isso (guerras, festas, pobreza, inveja, odio etc.. O marido de Mãe seria Deus e seu bebe que nasce é Jesus, o fã do escritor(Deus) é Adão, ele tem um corte nas costas, que significa a retirada da costela para criaacao da mulher, surgindo assim no filme a esposa dele, Eva, seus filhos seriam Caim e Abel e assim por diante... A historia da biblia contada do comeco ao fim, e nos passando uma mensagem magnifica.


Atuaçoes impecaveis, fotografia magnifica, uma verdadeira Obra do cinema, tudo explicado de forma perfeita em Arte..
Gerson R.
Gerson R.

83 seguidores 101 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 4 de outubro de 2017
Mãe! é um filme difícil de se acompanhar. Mas também é um filme fácil de acompanhar. Tanto quanto em outros de seus trabalhos – como Réquiem para Um Sonho, O Lutador, Cisne Negro ou Noé – este novo longa do renomado cineasta e roteirista Darren Aronofsky consegue ser um filme ao mesmo tempo simples e ao mesmo tempo complexo, profundo e lotado de simbolismos e metáforas sobre temas comuns a todos os seres humanos. Mas o melhor de tudo é que o espectador conseguirá aprecia-lo mesmo que não compreenda todos os seus pontos e ideias expressas em suas quase duas horas de projeção – dado o imenso talento do diretor em conferir uma dinâmica quase absurda em sua câmera – com movimentos, cortes e ritmos precisos – aos moldes do perfeccionismo que o cineasta havia exibido em Cisne Negro.

Não é a toa que Mãe! tem um trabalho de som que beira a perfeição – seja por ruídos de madeiras rangendo, portas se mexendo, o vento balançando a vegetação próxima a casa dos personagens principais – enfim, até o silêncio tem sua função dentro de um filme que não tem uma trilha-sonora musical – na verdade, a trilha – da mesma forma que o mestre Alfred Hitchcock fez em Os Pássaros – são os próprios efeitos sonoros. Além de um visual incrivelmente bem dosado de cores e tons em sua fotografia – a casa em que se passa toda a história realmente parece ser um ser vivo. E esse domínio completo da sétima arte, possibilita que Afonofsky conte uma trama tão simples de um jeito tão espetacular e visceral – como poucos diretores conseguem.

Antes de qualquer coisa: Mãe! é um filme de arte. Se você procura um filme de suspense comum ou propenso ao gênero terror, é melhor procurar outro longa para assistir. Mesmo que estruturalmente lembre muito o clássico do terror O Bebê de Rosemary, de Roman Polansky (que, inclusive, também nos faz lembrar da famosa trilogia do apartamento deste veterano cineasta), o novo trabalho de Aronofsky é um grande drama psicológico sobre um casal que vive em uma casa no campo. Composto por uma jovem (vivida por Jennifer Lawrence, e apenas mencionada como Mãe nos créditos) e um poeta (interpretado por Javier Bardem, e apenas citado como Ele), o casal tem sua paz dissipada com a chegada de um visitante, um Homem (Harris) misterioso, que, logo depois, trás para casa uma Mulher (Pfeiffer) – fazendo com que a Mãe fique desconfiada das intenções do casal visitante e da mudança de comportamento de seu marido – que passa por uma crise criativa para escrever seus poemas – principalmente por estar se recuperando de um terrível incêndio que enfrentou na casa anteriormente.

Com atuações excelentes de todo o elenco, principalmente de Jennifer, que consegue passar a inquietação e incomodo pelas visitas cada vez mais inesperadas a casa e de uma absurdamente irônica e quase insuportável (e talvez por isso marcante) Michelle Pfeiffer, os atores conseguem ir muito além do que seus personagens representam – sendo muito mais do que meros símbolos e metáforas (que discutirei mais a frente) – como é o caso do sempre intenso Javier Bardem e o veterano Ed Harris – passando ainda pela presença rápida, mas extremamente interessante (e importante) dos irmãos (dentro e fora do filme)Brian e Domhnall Gleeson.

ALERTA! SPOILERS à frente! Não é recomendável ler os próximos parágrafos caso você ainda não tenha assistido o filme

spoiler: Os atores poderiam ser meros bonecos na mão de um diretor que não tivesse experiência ou estilo visual e narrativo para conduzir uma trama tão cheia de possibilidades e mensagens iguais as de Mãe! Através deste plot simples, Aronofsky traça toda a história da humanidade, desde seu nascimento, passando por inúmeros conflitos que o ser humano criou, até chegar ao apocalipse. Obviamente, trata-se de um fundo extremamente religioso ou critico ao religioso – pois não precisamos ser nenhum Sherlock Holmes para notarmos que os personagens de Jennifer e Bardem representam, respectivamente, a Mãe Natureza (e/ou a Virgem Maria) e Deus. Sendo assim, o filme começa mostrando uma mulher (que não é a Jennifer Lawrence) morrendo em meio às chamas – para, logo em seguida, mostrar a casa (que representa a terra ou a própria natureza, também) sendo reconstruída, através de um cristal que representa o “fruto do conhecimento”, após um incêndio. Desta maneira, o filme indica que Deus acabou de criar o mundo, despertando a Mãe Natureza, que, convenientemente, desperta e levanta da cama, caminhando até a porta da casa, mas sem sair – afinal, ali é o paraíso e ela não consegue sair – com Deus logo chegando e a impedindo de terminar de passar pela porta. Presa na casa e sem intenção de sair dali, a Mãe Natureza parece apenas trabalhar para Deus – pintando a casa e ajudando o “criador” com seus planos – ainda que sinta algo errado acontecendo – mostrado através da forma como ela toca as paredes e visualiza um coração (de bebê?) batendo – cada vez mais lentamente à medida que o filme avança – representando, possivelmente, o estado da natureza e da terra mesmo. Com a chegada do Homem e da Mulher – que fazem a metáfora mais obvia do filme, ao representarem, respectivamente, Adão e Eva – com direito a passagem onde Deus parece ter tirado a costela de Adão, para criar Eva/Lilith, já que a personagem de Michelle Pfeiffer aparece após isso – algo que Aronofsky já havia “brincado” em Noé – as coisas começam a perder o controle e a Mãe passa a sofrer por isso – oras, e os homens sempre incomodaram a natureza, não é mesmo? Principalmente ao notar que Deus está mais interessado em dar atenção à família do Homem do que a ela – que, ainda sim, quer cooperar com Ele e tenta impedir que os visitantes adentrem no quarto do personagem de Bardem – quarto este que representa o Jardim do Éden, onde Adão e Eva consomem o fruto proibido – aqui representado pelo fato de quebrarem o cristal que Ele havia guardado no quarto – fazendo com que Adão e Eva sejam expulsos da casa/paraíso. Pensando que agora as coisas voltariam ao normal, a Mãe é surpreendida pela visita dos irmãos que representam os filhos de Adão e Eva, Abel e Caim, que acabam por brigar e fazendo Abel ser morto por Caim – em uma cena onde o sangue de Abel escorre pelo piso do quarto e entra até o subsolo, onde a Mãe, posteriormente, irá encontrar o instrumento para o apocalipse – representado aqui pela enorme fornalha no solo da casa - e sendo uma alusão clara ao fato de que o homem matar seu semelhante nos leva a um caminho de destruição – que vai contra nossa inteligência – demonstrado pelo sangue escorrendo sobre uma lâmpada (sabedoria), que acaba explodindo (deixando de existir) graças ao choque que leva com o sangue gerado pela violência no mundo. A partir daí, Deus começa a tentar dar mais atenção à Mãe – momento no qual Aronofsky parece soar uma critica quanto a divindade que o catolicismo dá a genitora de Jesus Cristo – escarado na hora em que a Mãe diz a Ele: “Você quer que eu seja uma mãe mas nem transa comigo”. Eis o amago do filme: Deus precisa do amor da Mãe para existir. Sem a natureza ao seu lado ele não pode concretizar seus planos – mas, como o diretor insinuou em Noé também, Deus aparenta ser uma figura vaidosa – que necessita de “plateia” ou atenção – e, logo após saber que a Mãe estava gravida, consegue inspiração para escrever um poema maravilhoso – que nem sequer é mostrado, na intenção de refletir o conforto das palavras do evangelho sobre as pessoas – que passam a querer entrar na casa para seguir Deus – mesmo que viole o ambiente (natureza) da forma que bem queiram e sabem que estão prejudicando – passado pela forma como a personagem de Lawrence pede inúmeras vezes para os seguidores/visitantes não se apoiarem na pia de cozinha, que não está chumbada, sendo fácil de quebrar. A partir daí que o filme pode parecer uma loucura – ou melhor, um pesadelo – e está é claramente a intenção do diretor – especialmente através do trabalho de som inquietante e barulhento aqui – ao mostrar a casa tomada pelos homens – representando o fanatismo religioso e as interpretações erradas que a bíblia teve através da história da humanidade – gerando guerras e conflitos entre os seres humanos – a personagem de Kristen Wiig (a editora que publica os poemas dEle), representa muito bem isso, assim como os soldados que invadem a casa – alguns maltratando a Mãe (aqueles que não acreditam na Virgem Maria) e outros defendendo (católicos). Enfim, a Mãe concebe seu filho – sob o olhar onipresente de Deus – que não hesitará em mostrar seu filho como um salvador/herói – que o povo interpretará da forma que bem entender – revelando aqui o momento mais chocante de todo o filme, onde o bebê recém-nascido acaba tendo o pescoço cruelmente quebrado pela multidão – através de um efeito sonoro angustiante – e, antes ainda, urinando sobre as pessoas – expressando algum tipo de doutrinação errada sobre os homens, talvez? E, ao mostrar as pessoas devorando a carne da criança, o diretor representa de forma pitoresca o fanatismo religioso mundo a fora. Finalmente, a Mãe se revolta – pois em algum ponto (através do aquecimento global, poluição, queimadas, etc) a natureza se voltará contra o homem – e ela acaba por matar e ferir as pessoas, consumida pela raiva por ter perdido seu filho – mas o ser humano não deixa de se defender e, violentamente, agride a Mãe – através de uma trucagem intensa, onde Jennifer Lawrence parece realmente levar chutes e socos no rosto. Deus, ainda assim, quer que ela perdoe os humanos por seus erros – mas já seria tarde e a Mãe acaba causando o apocalipse, matando todos dentro da casa e se ferindo gravemente – mas, antes de morrer, acaba dando seu amor (coração) a Deus – algo que possibilita que o criador se motive a continuar e comece um novo plano – conforme mostrado pela reconstituição da casa e o despertar de uma outra mulher – da mesma forma que a Mãe abre o longa – e indicando que se inicia mais um plano de Deus – que parece ser algo continuo.


fim dos SPOILERS

Em meio a tudo isso, o filme vai além de ser uma mera critica a bíblia ou a crença em Deus – ele também pode ser interpretado como uma visão sobre a submissão impostas as mulheres – que ainda sofrem por ficarem a mercê dos homens – consumidas e abaladas pelo machismo, onde homens parecem colocar as mulheres como meros objetivos para se motivarem ou ficarem felizes na vida. A verdade é que Aronofsky apenas expõe alguns de seus questionamentos e pensamentos sobre o assunto e tema, deixando o espectador captar a mensagem da melhor forma que puder e, ainda assim, poder também apreciar o filme como entretenimento apenas – e, assim como o cineasta brasileiro Glauber Rocha dizia sobre seus longas, Mãe! acaba sendo mais um filme para ser visto do que comentado – afinal, poderá gerar diversas interpretações – como a desta humilde pessoa que vós escreve.

Dentre os filmes lançados em circuito comercial este ano, com certeza é o melhor e mais criativo até o momento.
Birovisky
Birovisky

229 seguidores 196 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 23 de outubro de 2017
Sem espaços acessem e compartilhem d amesma experiência amigos: h t t p : / / rezenhando . wordpress . com

Não consegui nem deixar o costumeiro título que normalmente faço para as “rezenhas” de filmes tamanho o choque pós sessão de Mãe! Não que isso seja ruim, pelo contrário, se você está assim como eu antes de ir assistí-lo, ou seja, cru e bem VIRGEM, sem muita informação do filme apenas com o trailer em mente continue assim, e vá ao cinema vê-lo, você precisa disso, o processo de conscientização e renovação será fatal. Confiram a “rezenha” crítica de Mãe! com alguns spoilers, é impossível tecer algumas palavras sem.

Se você é um daqueles telecpectadores que fica muito preso à sinopse, desprenda-se, o filme desde seu PRIMEIRO SEGUNDO te dá a chance de abrir a mente e estar pronto para o que der e vier com a chuva de simbolismos por suas duas horas de duração. A imersão ao universo de Aronofsky é clara (ou seria melhor negra? ksksks), trazendo à tona diversos temas atritais de forma metafórica e subliminar. Isso já podia ser notado em vários de seus trabalhos passados como Réquiem para um Sonho e Cisne Negro, ambos fantásticos, sendo que último enrolei um ano paara assistir com certo preconceito e me arrepdendi depois d enão ter ido ao cinema ver. Um que já adicionei a minha lista e desconhecia era Pi, de 1999 e que em breve vou conferir.

Você não precisa sentir-se pressionado a querer entender o filme como um todo, eu por exemplo só consegui uma compreensão maior no pós sessão discutindo com minha mulher (que foi comigo). Na mesa redonda que fizemos na lanchonete consegui expor alguns pontos e ela os completou chegando a algumas conclusões superinteressantes.

Eu não sou um leitor assíduo mas Aronofsky bebeu muito da ácida fonte biblíca narrada por José Saramago, quem leu Caim e O Evangelho Segundo Jesus Cristo ficará chocadamente feliz como o filme é dirigido, mesmo até sem querer, o filme consegue traduzir tudo o que imaginei destas duas obras se um dia fossem adaptados como filme.

Os planos de filmagem incomodam de uma forma positiva, fogem do convencional com uma câmera móvel acompanhando por toda a casa Jennifer Lawrence sempre em movimento sem proecupar-se com enquadramento, uma desconstrução técnica de filmagem que neste caso funcionou bem com o clima claustrofóbico de uma casa com dois andares sendo reformada em meio a ausência e o silêncio que a dupla demonstra no começo do filme.

Eu sou muito fã do Javier Bardem mas aqui fico de joelhos ao que Jennifer Lawrence conseguiu finalmente entregar, algo digno de tanto clamour que ela desfrutava de seus fãs e não via nada demais. Esteve sob vários aspectos, situações de calmaria, de amor até a ápices de stress absoluto como por exemplo parir uma criança em meio ao caos, e conseguiu em todos estes planos chegar no limite de uma excelente atuação, se o Oscar não for para ela, será uma tamanha injustiça. O espanhol Bardem mostrou também porque é um baita ator, pelo que seu personagem representava ele manteve-se alienado e a todo momento indiferente e iludido com as situações, incrível a sensação de indiferença que ele mantinha, era desconfortante, mas positivamente, e a obra toda é assim um incomodo bom CARALHO! Além do arco principal, dois coadjuvantes de peso, Ed Harris e Michelle Pfeifer destroem durante todo o filme, em alguns momentos irreconhecíveis… CARALHO, CARALHO e CARALHO!!! Não sei alguém aí leva estatueta, mas são sérios candidatos.

spoiler: Desde o princípio estamos diante de Deus, figura mitológica que durante o filme é descontruído por Aronofsky e tenta nos mostrar como Ele, uma figura adorada, corrompe-se diante de tamanha adoração e como isso pode ser um caos para uma sociedade que começa a tomar para si os pensamentos de seu ídolo adorado disseminar com sua visão própria a mais gente sobre o que entende ser o certo. Deus na visão de Aronofsky é uma figura egoísta que só pensa em como ele, com o seu poder de dissernimento e criativo, pode ajudar as pessoas que o procuram, ignorando aquilo que já criou e teoricamente para na visão dele está “tudo bem”. Ele também por estar em processo criativo fica a todo momento na busca pela obra perfeita, e quando uma artista desenvolve projetos e o mesmo, o desenvolvedor está insatisfeito muitas vezes é mais fácil criar do zero algo novamente do que simplesmente remendar, o que explica muita coisa diante das voltas que o filme dá sempre com uma roupagem diferente a cada nova criação. Em contrapartida Jennifer Lawrence interpreta a tal “Mãe” que podemos entender de duas formas, como a natureza, criada por Deus ou como a fé, que só existe porque as pessoas a têm por algo que acreditam ser maior e poderosa que elas. Ela é quem ajuda o Javier Bardem a construir a casa e sempre tenta manter um relacionamento íntimo com ele. Quando deus e a fé realmente se relacionam profundamente é que se gera um filho, que é visto depois como um salvador da humanidade… JESUS CRISTO! À partir do momento em que os homens começam a idolatrar Deus, cada vez mais cegamente, a fé vai se perdendo. Isso porque os homens começam a interpretar as palavras de Deus com visões cada vez mais individualistas, se preocupando apenas consigo mesmo, fazendo com que a pura fé que existia no início esteja se perdendo e ficando cada vez mais ferida. A casa como um todo, podemos subentender como nosso planeta, afinal é nele que o filme todo ocorre e onde todos os conflitos, pecados entre outras atrocidades ocorrem, como por exemplo dois fatídicos e midiáticos homícidios. A analogia não é só em relação a bíblia, mas também à realidade. Toda essa confusão acontece no mundo o tempo todo e só suportamos porque estamos vivendo num ciclo vicioso, estamos cegos, nos destruindo. destruindo a nossa “casa”, e com isso a nós mesmos pois “não temos para onde ir” (como em dado momento do filme que a Mãe nunca consegue sair da casa ou até mesmo os cegos de espiríto que estão desolados à procura da palavra do personagem Ele). Além das metáforas bíblicas, nos confrontamos com muitos outros momentos que marcam a quem assiste como a submissão que a mulher “precisa” ter diante do seu homem, e a não obrigatoriedade desta reciprocidade do homem para com a mulher dando margem à indiferança, as guerras e conflitos civis sem nenhuma justificativa, o ESTUPRO que o ser humano faz com o planeta Terra, arrancando seus bens como se fossem seus e levando consigo (estes momentos ocorrem quando as pessoas sem mais nem menos passam a quebrar tudo na casa do casal e levar embora). “Mãe!” é uma poesia crua e melancólica, visceral (amo essa palavra) chafurdada no desterro e lamaçal de uma sociedade envenada e suicida. Você sente… você sabe que não haverá um final feliz, você não imagina o que te espera se logicamente você ir tão virgem quanto Maria conferir esta obra prima do cinema, sério candidato ao Oscar de melhor filme, se bem que academia priveligia mais dramalhões chorosos sendo em suma sempre injusto com quem realmente merece. Pesado, abstrato, desfila por vários simbolismos foi feito estritamente para instigar, ficar pensando por várias horas e dias sobre o que acabou de ver, se como você pensa e age está certo, e a partir daí você auto definir-se. Um divisor de águas. Iria assistir de novo? Com certeza, inclusive um dia depois de ter assistido a primeira vez. Minha nota é 5/5.
Eder Brito
Eder Brito

48 seguidores 119 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de outubro de 2017
Ta ai sem sombra de duvidas o MELHOR filme que assisti em 2017 quiçá de toda minha vida!!! Nem sei se filme é o nome correto a dar essa obra de arte que Aronofsky nos deu. Confesso que até eu pescar a metáfora por trás do filme eu estava olhando como um filme bem simples e comum. Mas ao perceber o que o diretor estava querendo nos mostrar e as peças foram se encaixando perfeitamente a obra ficava cada vez mais completa e mais brilhante. O filme é muito além do que os olhos podem ver, cada detalhe cada simbolo cada dialogo tudo perfeitamente arquitetado e colocado perfeitamente em seu lugar. Pretendo assistir muitas vezes mais pois tenho certeza que a cada vez descobrirei algo novo. Eu já gostava mas virei totalmente Fã de Aronofsky que nos presenteou com grandes obras Requiem for Dream já foi um filme espetacular. Mas Mãe é uma obra prima. Assistam não é um filme pipoca, mas é uma experiência unica!!
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