mãe!
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3,5
1438 notas

232 Críticas do usuário

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Kamila A.
Kamila A.

7.940 seguidores 816 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 3 de outubro de 2017
*Atenção! O texto contém spoilers! Se não assistiu ao filme, aconselho a não ler a resenha crítica.

De uma coisa é certa: fazia tempo que o cinema não via um filme ser tão discutido quanto Mãe!, obra dirigida e escrita por Darren Aronofsky. Ao mesmo tempo em que a discussão é muito bem-vinda, uma vez que faz parte do papel do cinema, como forma artística, incentivar a discussão e a reflexão sobre os temas que trata; ao mesmo tempo, fica aquela pulga atrás na orelha: será que Aronofsky planejou esse filme intencionalmente, de maneira a que Mãe! ficasse totalmente no centro das discussões?

Tentar vislumbrar qualquer um desses planos é justamente entrar no jogo do diretor. A verdade é que Aronofsky fez Mãe! para que cada um pudesse interpretá-lo da sua própria maneira. Fugindo, então, dos preceitos comuns, que ligam a obra aos conceitos bíblicos e à relação com a mãe natureza, eis aqui a maneira como enxergamos Mãe!

O filme se centra na figura de um casal (Jennifer Lawrence e Javier Bardem), que mora numa casa isolada em uma área bastante arborizada e, aparentemente, calma e pacífica. A rotina deles é bastante simples: enquanto ela vive para os afazeres domésticos, ele se dedica aos escritos – a obra deixa subentendida que ele é um poeta que passa por uma crise de criação, após um trabalho muito bem-sucedido.

A história de Mãe! nos é contada do ponto de vista da mulher/esposa. Neste sentido, acredito que o filme trata do relacionamento que ela possui com o homem/marido, especialmente o papel dela como inspiradora da criação dele. Não como musa, mas sim, como a facilitadora de todo um ambiente para que ele tenha a tranquilidade necessária para criar e compor uma nova – e linda – poesia. A mulher/esposa é retratada como o alicerce emocional de seu esposo, não à toa ela é a responsável por cuidar e cultivar da casa deles com muito amor, cuidado e carinho (vejo a casa como um terceiro personagem principal, que representa o relacionamento que homem e mulher possuem).

Talvez, por isso mesmo, surpreenda a visão um tanto machista de Aronofsky sobre a personagem interpretada por Jennifer Lawrence. A mulher/esposa é retratada como alguém que vive para o homem/marido, sendo quase uma prisioneira do local onde eles vivem (prestem atenção que, no decorrer de Mãe!, em nenhum momento, ela se ausenta daquele ambiente); e, pior, tendo as suas vontades totalmente relegadas pelo marido – que nunca ouve a sua opinião, principalmente, quando estranhos invadem a casa e movimentam a rotina pacífica que os dois dividem. Enquanto isso, o homem/marido submete a sua esposa a todo tipo de transtorno emocional e abusos psicológicos, abandonando-a nos momentos em que ela mais precisava dele.

Em consequência disso, quando tudo se resume às cinzas, enxergo isso como uma metáfora sobre os desgastes que vão minando pouco a pouco até levarem ao fim de um relacionamento amoroso. Essa visão ganha ainda mais sentido quando percebemos que, após todos os cacos serem juntados, e o que restou do coração for recuperado, há uma reconstrução de tudo aquilo que foi destruído e uma nova história, com uma nova mulher/esposa/musa, é reiniciada. Ou seja, apesar de Mãe! retratar o quão doentio um relacionamento pode ser, existe uma visão final bastante otimista do amor, uma vez que se é dada uma nova chance ao sentimento.

Devemos, então, analisar Mãe! sob dois princípios diferentes. O primeiro deles, é o estético. Nesse ponto, Aronosfky foi quase perfeito, uma vez que o filme é muito bem feito, especialmente quando observamos o trabalho desenvolvido com a atuação sensacional de Jennifer Lawrence, pela direção de fotografia de Matthew Libatique, pela trilha sonora composta por Jóhan Jóhannsson e Clint Mansell e pelos efeitos sonoros da obra. O segundo deles leva em consideração a história e, aqui, é onde Aronofsky mais peca: durante boa parte de Mãe!, o filme perde totalmente o contato com a realidade e, pior, com a sua identidade – sem saber a que gênero pertence. Isso fica ainda mais claro quando o diretor passa totalmente a bola para a plateia tentar juntar as pistas e fazer com que a trama do filme ganhe sentido. Aronofsky pode mais – e ficou devendo – e muito – neste longa!
Sidnei C.
Sidnei C.

127 seguidores 101 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 10 de outubro de 2017
Mãe! tem realmente uma proposta radical. E por isso tem despertado sentimentos tão opostos tanto em críticos quanto no público em geral. Apesar de toda a polêmica que cercou o filme desde seu lançamento, não concordo com opiniões que categoricamente determinaram que somente é possível adorá-lo ou detestá-lo. Há coisas que gostei no filme, outras não. Minha admiração pelo filme está menos ligada ao produto final e mais ao que filme representa no panorama atual do cinema mundial, principalmente hollywoodiano. É louvável um diretor amparado por uma produção de grande estúdio ter a ousadia de uma proposta tão “fora-da-caixa” como este Mãe! (se ele foi bem-sucedido ou não, é outra questão). E também admirável que um grande estúdio tradicional como a Paramount tenha tido a coragem de financiá-lo (embora tenha cometido o erro, na tentativa de recuperar o dinheiro investido, de vender o filme como mais um tradicional filme de terror, o que ele definitivamente não é).

Mãe! tem qualidades. O principal mérito é o trabalho de direção, que consegue criar no espectador uma empatia com a personagem principal, sabendo nos transmitir a crescente sensação de desconforto, opressão, desespero e impotência experimentados por ela. A montagem consegue impor ao filme uma atmosfera de caos e pesadelo que vai sendo construída num ritmo gradual, que só se intensifica em sua parte final. O elenco principal está bem, embora seja digno de nota que Jennifer Lawrence é ofuscada pela presença de Michelle Pfeiffer num papel secundário. O filme não é algo “sem pé nem cabeça” e confesso que já vi filmes bem mais complicados de interpretar. Há claras referências bíblicas, mas também é possível vislumbrar o filme como uma crítica ao machismo/submissão feminina; às relações doentias entre artista e público – a vaidade narcisista dos que criam e a idolatria e posse por parte dos que admiram as celebridades; e até à maneira como a humanidade vem tratando a “mãe” Terra nos últimos tempos.

Talvez Aronofsky peque exatamente pelo excesso de significados e leituras possíveis, perdendo o foco – o que compromete totalmente o desenlace da narrativa. É como se o diretor tivesse organizado um brainstorm com uma equipe de roteiristas, e resolvido aproveitar todas as ideias que surgiram, ao invés de filtrá-las e indicar uma direção. É extremamente positivo um filme fazer referências, metáforas e analogias. Isso enriquece o filme. Mesmo aqueles que se destinam basicamente a divertir o público, um típico “filme-pipoca” como o primeiro Star Wars (hoje conhecido com o subtítulo Uma Nova Esperança). Embora sendo uma fantasia de aventuras sci-fi, que se passa numa “galáxia muito, muito distante”, há claras referências à Segunda Guerra Mundial (nazistas versus aliados), ao universo do clássico O Mágico de Oz, à filosofia dos samurais (e oriental, por extensão). Mas esses elementos são secundários, ou seja, você pode admirar e acompanhar o filme sem nem se dar conta que eles estão lá. Seu uso se torna um problema quando o excesso de referências, alegorias e símbolos transforma o filme num simples convite ao espectador a brincar de identificá-los.

Muitas pessoas podem ficar admiradas que eu não tenha ficado particularmente entusiasmado com o filme. Como cinéfilo, costumo declarar que gosto muito quando surgem filmes diferentes, originais e criativos – na forma e no conteúdo. São filmes necessários para reacender a minha paixão pelo cinema. O diretor Aronofsky já demonstrou que tem talento, muitos de seus filmes são originais e ambiciosos. Mas isso não basta. Talvez, como costuma ocorrer com tantos outros diretores, seu talento como diretor é superior a seu talento como roteirista (função que não deveria acumular, e que talvez somente o faça com medo de perder o controle sobre sua obra). Como não sou crítico de cinema, apenas um cinéfilo metido a comentar filmes, me reservo o direito de citar algum crítico quando ele teve uma mesma impressão sobre o filme mas que eu não encontrei as palavras certas para expressar. Assim comentou o crítico James Berardinelli, do site ReelViews: “talvez a chave para apreciar Mãe! (não necessariamente “gostando” ou “curtindo”) é entender que a última coisa que Aronofsky tinha em mente era fornecer um produto comercial facilmente digerível. Para esse fim, ele se entrega a seu ego com demasiada frequência e se torna míope sobre sua visão. Mãe! oferece uma experiência – se é boa ou má, isto está muito no olho do espectador¨.
Luiz Antônio N.
Luiz Antônio N.

30.872 seguidores 1.298 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de dezembro de 2017
Uma mulher pensa que terá um final de semana tranquilo com o marido em casa. Porém, começam a chegar diversos convidados na residência dos dois. Isso faz com que o casamento deles seja testado das mais variadas maneiras.

tive que ir no Google e procurar o significado desse filme Pois realmente não entendi o quê esse final quis dizer depois que eu li até conseguir simpatizar um pouco mas para qualquer pessoa normal o filme é totalmente insano e sem sentido⭐
Alan David
Alan David

17.183 seguidores 685 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 3 de outubro de 2017
Da para entender a proposta do diretor Darren Aronosky, mas assim como Noé e Cisne Negro, o jeito exagerado de finalizar a trama acabam estragando a experiência ok que você tinha até então.

critica completa no meu blog;

http: //parsageeks.blogspot.com .br/ 2017/10 /cinema-419-mae. html
Mário Sérgio P.Vitor
Mário Sérgio P.Vitor

96 seguidores 138 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 4 de outubro de 2017
Embora não gostando de filmes alegóricos, estava curioso para ver MÃE! A exclamação no título já soa pretensiosa e é. Assim como errônea é sua classificação como filme de terror. Do mesmo diretor, o irregular Darren Aronofsky, RÉQUIEM PARA UM SONHO é uma obra-prima, O LUTADOR é um bom filme, mas CISNE NEGRO já desce alguns degraus. A sorte dele é sempre contar com excelentes atores e tentar, em filmes como CISNE E MÃE! nos levar ao centro dos seus delírios visuais. No começo de MÃE!, ele consegue nos impressionar um pouco e poderia contar sua história/delírio alegórico, usando de recursos interessantes como um certo suspense e a nossa curiosidade pelos minutos seguintes do filme. Mas, ele põe tudo a perder. E, tentando não desencorajar demais os também curiosos e corajosos (como eu), não entregarei spoilers que possam dar à obra (?) seus alegados significados. Ao cabo de tudo, exceto poucas boas cenas e as excelentes Jeniffer Lawrence e Michelle Pfeiffer, o resto é absolutamente esquecível,
Palatinu
Palatinu

13 seguidores 7 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 12 de dezembro de 2017
A comparação do filme com o deus cristão (Jeová), Eva, Mãe Natureza, Adão, Cain, Abel, humanidade, Jesus... saiu muito mal feito. Gostei apenas, por mostrar um deus que necessita ser adorado apesar de tudo. De resto... que filme chato.. se eu não lê-se a interpretação após ter assistido eu teria dado uma nota mais baixa de classificação. Óbvio que vai ter muitos metidos a cineastas por aí rasgando elogios ao filme. Este filme nem se compara ao Cisne Negro que é para o público em geral.
Alan
Alan

16 seguidores 357 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 3 de novembro de 2024
O filme não tem sentido nenhum, fiquei sem saber o que estava acontecendo do início ao fim. Fora que é muito cansativo a personagem principal ficar gritando e chorando o filme inteiro. Não vale a pena assistir.
anônimo
Um visitante
2,0
Enviada em 7 de abril de 2019
O filme mais autoindulgente de 2017. Esvazia tanto sua dramaturgia com metáforas pretensamente reflexivas e inócuas que torna-se redundante. Vá assistir "Repulsa ao Sexo" ou "A Noite dos Mortos-Vivos" que você ganha mais. Não ensinaram Aronofsky que o simbolismo e seu referente não bastam para fazer cinema. Tão rico de significados quis ser, tornou o filme uma sucessão de ligações religiosas ora abjeta, ora exaustiva. Lawrence se resume à respiração ofegante e gritos.
matthew_samuel_  *movie*view*
matthew_samuel_ *movie*view*

1 seguidor 15 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 24 de outubro de 2020
Na minha teoria o diretor se viciou em Lars von Trier... ;-;
Não superou minha expectativas de ser um bom filme...poxa Jennifer Lawrence :(...
Henrique B
Henrique B

1 seguidor 12 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 23 de julho de 2023
Depois de pesquisar sobre do que se tratava o filme até entendemos o que ele quer nos dizer. Mas é muito difícil você interpretar durante o filme, tudo muito confuso. Mas te prende pela curiosidade de querer saber o final.
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