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Um visitante
5,0
Enviada em 25 de dezembro de 2020
Uma Obra-prima sinjela, mas arrebatadora, eu realmente não esperava me envolver tanto nesse filme, mas a atuação impressionante de Dave Johns e a humanidade tocante com que Ken Loach aborda seus temas e desenvolve seus personagens não me deixa outra escolha, é nota máxima!
O melhor filme do ano até agora e se tivesse estreado em 2016 seria o melhor do ano com certeza. Uma história tocante, envolvente e emocionante que te prende desde o primeiro segundo até o final do filme. As atuações são verdadeiras, tanto dos adultos quanto das crianças. Dave Johns e Hayley Squires estão mais do que perfeitos, temos aqui uma sintonia dramática pouco vista no cinema. Este é o tipo de filme que te envolve com os personagens, faz você refletir sobre situações e ações que toma no dia a dia. Resumindo a história, ela mostra que o sistema de ajuda social de Londres é tão burocrático e ineficiente quanto o nosso do Brasil.
Esse filme é maravilhoso. É uma denúncia muito realista da opressão que o homem médio sofre diante do Governo. É um filme muito tocante, que nos traz para a realidade dura da vida, a realidade que não está nos jornais e revistas, na mídia que foca tanto no mundo surreal das celebridades. É a vida de cada um, é a humilhação diária, a subjugação, o desespero, o desemprego, o medo de não sobreviver. Saí do cinema profundamente tocada, até chorei e aplaudi no final. Eu, Daniel Blake cumpre sua missão, é um filme que deixa uma msg muito forte. Bons atores, boa direção e uma história simples retratada de uma maneira grandiosa.
De acordo com o trabalho de diversos autores especialistas no assunto, "A administração burocrática é a maneira mais racional de exercer o controle. A burocracia possibilita o exercício da autoridade e a obtenção da obediência com precisão, continuidade, disciplina e rigor." Se a ideia inicial parava por aí e tinha como meta colocar a casa em ordem, numa espécie de meritocracia, não se sabe, mas o capitalismo levou o conceito original às últimas consequências criando mecanismos quase intransponíveis com o objetivo de fazer com que cidadãos e cidadãs desistam de reivindicar seus direitos adquiridos tamanhas as dificuldades impostas através de idas e vindas sem fim até que se consiga preencher todas as suas estapafúrdias exigências. Em resumo, a burocracia é uma das mais devastadoras armas de manipulação e controle das massas. Rico não corre esse risco. Em caso de necessidade ele paga alguém pra fazer o trabalho sujo e estressante de passar pelo inferno burocrático, ele paga alguém pra fazer o trabalho.
Este é o tema do extraordinário "Eu, Daniel Blake". Extraordinário porque direção, atores, produção e edição funcionam como uma só peça onde não há furos ou deslizes, muitas vezes parecendo um documentário, tamanha é a integração com os personagens não deixando espaço para interpretações mas sim identificação emocional e existencial com os mesmos. Todos são brilhantes, desde os protagonistas Daniel Blake (Dave Johns) e Katie (Haley Squires) até os coadjuvantes como China (Kema Shikazwe) e Daisy (Briana Shann), a criança, filha de Katie, que rouba a cena por sua beleza estonteante e natural espontaneidade, demonstrando maturidade prematura exigida pela situação.
A direção de Ken loach é perfeita por deixar fluir com pouca ou nenhuma interferência o desempenho dos atores e o roteiro de Paul Laverty não tenta inventar dramas desnecessários além dos que já são evidentes. É uma crítica aberta e direta a um sistema social cruel, injusto e excludente que tende a piorar na medida em que os robôs são aperfeiçoados e tomam os lugares dos seres humanos.
Belíssimo filme; desconstrói uma visão romantizada de uma Europa humana e justa. A questão da exploração do homem pelo próprio homem também se mostra de forma contundente, especialmente nos momentos de desamparo dos personagens.
Um dos melhores filmes que 2017 me trouxe, sem sombra de dúvidas. Essa obra retrata a realidade de um trabalhador que, após passar por um grave problema de saúde, recebe um laudo médico contestando que está inapto para trabalhar. Entretanto, embora os laudos periciais e médicos atestem essa triste realidade, o sistema da seguridade social de seu país, através dos "agentes de saúde" discordam, forçando-o a ingressar novamente no mercado de trabalho. Durante essa batalha para receber o que é seu por direito, Daniel Blake convive com uma família e pessoas próximas mostrando quem ele realmente é, um cidadão normal, contribuinte de seus tributos e bastante amoroso com o próximo, afinal ele trata as pessoas como humanos e não como cães ou números inseridos na tela de um computador. Eu, Daniel Blake é o filme para se apreciar e levar em consideração a realidade política e social do mundo, deixando de lado todos os preconceitos criados por visões políticas e passando a analisar a realidade humana do sistema.
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