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Um visitante
4,0
Enviada em 18 de maio de 2019
Okja é uma singela fábula juvenil, uma ode à essas criaturas maravilhosas que coexistem conosco, um filme que explora a nossa imaginação, fazendo uso do lúdico para nos trazer questões muito reais sobre o mundo e a sociedade de hoje, principalmente no tocante a forma como nos relacionamos com os animais, levantando assim questões provocativas e que precisam ser seriamente discutidas. O assalto das instâncias públicas pelas grandes corporações privadas, o impacto das mídias sociais na opinião pública, consumo excessivo de carne animal perpetrado pelas indústrias alimentícias que só almejam o lucro desenfreado às custas do sacrifício de milhões de animais inocentes, organizações que nunca se preocupam em fazer negócios de forma sustentável, contribuindo para a continuidade do desequilíbrio ambiental matando seus seres para produzir alimentos pouco saudáveis que vão NOS matar...É um filme doce e extremamente bem feito tecnicamente e com um ótimo elenco(tirando uma ou outra atuação over-the-top deslocada, que tira uns pontos do filme, além do humor um tanto bizarro demais pro meu gosto, mas nada muito grave), que toca em temas relevantes de forma muito astuta e de fácil compreensão do público.Não esperava que fosse tão bom, mas me surpreendi, felizmente! Okja é um entretenimento muito bom, divertido de se assistir e também informativo.
Chorei muito principalmente na parte do filhote no final 蠟蠟蠟蠟蠟蠟蠟 porém não consigo virar vegano mesmo tudo que é mostrado no filme é real e acabei de ver à uns minutos a trás e ainda choro
A ideia do longa é muito boa, mas é muito mal executada, apesar de ter um primeiro ato interessante mostrando a amizade de Mija e de Okja. Depois Okja vai embora e com ela vai embora toda a essência do filme, os coadjuvantes são todos muito caricatos, o humor presente no filme é muito bobo, o roteiro é todo tresloucado e várias coisas não fazem sentido, por exemplo nenhuma polícia ter arma de fogo, ou até mesmo o destino escolhido para Okja, já que no início é dito que os super porcos vão para fazenda de fazendeiros respeitados, e Okja acaba parando numa fazenda miserável no alto de uma montanha gigantesca. O último ato no frigorífico é muito bom, sendo bem forte, mas tudo é resolvido de forma muito simples. Se você não se importa que um filme seja verossímil, vá em frente e bom filme, mas pra quem se importa, ver ótimos atores com papéis insuportáveis e um roteiro absurdo, o que vale mesmo a pena é ver os porcos, sim, esses tem funções cativantes no longa.
Bom o filme! Gostei muito que eles não mataram Okja recomendo todos mais com o lenço a mão pois o filme não recomendo tanto para crianças até 10 anos por muita tristeza
Na íntegra h t t p s : / / rezenhando . wordpress . com /2017/09/11/rezenha-critica-okja-2017/
E de repente neste fim de semana prolongado pude colocar em dia minha lista de filmes “quero ver”, no caso um que estava procrastinando há meses chamado Okja, original Netflix. Eu imaginava que por trás da obra havia algumas mensagens subentendidas de algum movimento pró animal, e quando tem algo do tipo seja qual for o movimento já torço o nariz para a imparcialidade. E mesmo assim, se você também pensou como eu tire o cavalo da chuva e assista. Se quer saber o porquê confiram a “rezenha” crítica de Okja.
A obra trata da empresa Mirando, que comercializa carnes e cria o projeto de super porcos transgênicos. Para que essa imagem seja discretamente convertida para algo orgânico, enviam por 10 anos estes super porcos a pequenos fazendeiros espalhados pelo mundo, um destes é o avô de Mija.
A jovem garota cria afeto por Okja, nome dado ao super porco. Porém após 10 anos a empresa a recolhe da fazenda contra a vontade de Mija, então a premissa é criada.
Um elenco sensacional começando pelos antagonistas Tilda Swinton e Jake Gyllenhaal, caricatos mas sem tornar-se bizarro, pelo contrário dão raiva em quem está assistindo. A atriz mirim que interpreta Mija também está sensacional, faz você fica a todo momento tenso e torcendo por ela.
O que incomodou é novamente a preguiça da produção em fazer algo real, por exemplo, a Okja poderia ter sido fabricada uma fantasia para que fosse utilizada por atores e não captação de movimentos, por mais que seus movimentos em algumas cenas seriam limitados ainda sim deixaria o filme mais emocionante e perto da perfeição, tudo que um filme que conta com um animal “fantástico” exige, exemplos não faltam como não canso de citar: Labirinto do Fauno, Labirinto a Magia do Tempo e História sem Fim, fora muitos outros bons exemplos.
Fora esse detalhe de um cinéfilo exigente, vale a pena cada minuto da obra, emociona, te deixa tenso, arranca algumas risadas, tudo em nome do bom entretenimento.
A crítica ao modo como os animais são tratados para alimentar o mundo está lá de forma ferrenha. Engana aos desinformados (que não leem sinopse) achando que é um filme infantil sobre amizade. O desenvolvimento da história em paralelo a esta crítica soam sem forçar e fazendo você repensar muita coisa.
Logicamente não fará eu parar de comer carne, mas o objetivo da obra foi concluído com sucesso, trazendo à tona no mínimo uma reflexão de não apenas como os porcos são tratados, mas os demais animais num todo (bois, frangos, etc) e este sistema inescrupuloso de produção que permeia pelo mundo sem respeito algum a eles, bem ao estilo nascido para morrer, onde em muitos casos nem ver a luz do sol conseguem.
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