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Ricardo M.
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2,5
Enviada em 15 de outubro de 2018
Continuação direta do longa lançado em 2015, SICARIO - DIA DO SOLDADO tem uma proposta um pouco diferente para unir novamente os agentes Alejandro (Benicio Del Toro) e Matt Graver (Josh Brolin). O objetivo aqui envolve o sequestro da filha de um dos mais cruéis líderes dentre os cartéis mexicanos, tal ação visa fomentar a rivalidade com outros clãs e que pode gerar brigas internas e desestabilizar as ações comandadas pelas violentas organizações.
Apesar de oferecer um começo interessante abordando de forma política e estratégica as estruturas do enredo, o filme logo começa a se perder, pois não há muitas justificativas para as coisas "andarem" dentro do universo da história. Tudo se resume a um blá blá blá e supostos dramas que não funcionam bem, levando a ocorrências simples demais para um universo tão poderoso quanto o original propunha. Há algumas reviravoltas e uma situação tensa envolvendo o personagem de Alejandro, mas nada que seja realmente "salvador" desse mediano filme que, apesar de violento e realista, deixou a desejar.
O bom elenco que tem Del Toro, Brolin, Catherine Keener e Matthew Modine se esforçam como possível, mas o roteiro falho os coloca em situações que apenas os exaltam enquanto intérpretes, nada mais.
Bons atores em uma trama estilo os brutos também amam. Um agente americano vai com uma equipe ao México sequestrar a filha de um chefe de cartel. Muitas coincidências e obviedades. A missão perde o sentido e as ordens não são cumpridas em nome do amor. Fala sério.
É um filme que não sabe exatamente pra que lado vai, e nem mesmo consegue se apropriar dessa falta de direcionamento para articular algo notável.
Se utiliza muito de uma estrutura similar à do filme anterior, de inserir primeiramente os personagens dentro de um âmbito ordinário, para que a narrativa os desloque progressivamente ao conflito mais central do filme. O principal problema é que aqui esse recurso falha na articulação do suspense, ou até mesmo de alguma empatia maior para com os personagens.
Acaba resultando em algo mais protocolar, principalmente devido à montagem que mantém tudo demasiadamente distante da sensibilidade do espectador, aliada à uma trilha sonora genérica de filmes de ação/suspense da década que parece ter sido inserida como um mero filler de pós-produção.
A única coisa que salva é essa exploração mais brutal do personagem do del Toro no ato final. Seu aspecto após ressurgir na trama se assemelha a algum personagem psicopata dos filmes de Rob Zombie.
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