Mais palavrão, mais nudez, mais piadas prontas, mais pastelão e pouca qualidade. É isso que se pensa em mais uma comédia produzida pelo nosso peculiar cinema brasileiro. Foi isso que eu pensei e, como muita gente, errei. 'O Roubo da Taça' aborda um fato histórico com um tom inteligente e divertido. O até então desconhecido diretor Caíto Ortiz consegue trazer para as telonas um filme sem interferência de piadas exaustivas e repetitivas. Você se delicia a cada cena pelo filme. A fotografia também é bem distante da já manjada e preguiçosa fotografia do nosso cinema, com enquadramentos perfeitos e originais. Caíto acerta em quase tudo na película, talvez o que mais incomode seja o leve atraso no desenvolvimento de certos personagens. O roteiro e o ritmo do filme dançam a mesma música. O filme faz suas críticas aos nosso complicados problemas sociais de forma leve e engraçada. As atuações são feitas todas com boa qualidade, destaques para um excelente Peralta de Paulo Tiefenthaler, o investigador do sempre bom Milhem Cortaz e a ótima surpreendente atuação de Taís Araújo na pele de Dolores. Dito isso, ficamos aliviados e felizes em saber que comédia no Brasil pode ser feita por pessoas que visam, não somente o dinheiro, mas a qualidade também.
Filme espetacular. Comédia de qualidade Elenco de primeira. Atuações estonteantes. Fotografia maravilhosa. Figurino perfeito. Obra de arte. O Brasil sendo BRASIL.
Depois de tantas comédias brasileiras ruins, todas com aquele estilo Zorra Total de ser, e com Ingrid Guimarães ou o Hassoum, finalmente algo bom no reino do estilo escrachado de um verdadeiro filme brasileiro, que mostra ao que veio. Um assunto policial que marcou o Brasil no final de 83, o roubo da Taça Jules Rimet, que por si só já causou espanto pelo inusitado, pois a réplica estava guardada e a verdadeira em exposição, na sede da CBF, no Centro do Rio. O caso já foi tema de muitos programas televisivos, mas aqui com um roteiro maroto, e um malandro bem no estilo Hugo Carvana ainda mais ensaboado e escrachado, um tal de Portela, que leva uma vida bagunçada, entre vender seguros e perder dinheiro em jogatinas, ele resolve dar o golpe definitivo. O tal roubo da Taça. O filme tem uma ótima reconstituição de época, com tudo certinho, e personagens obtusos e que fazem a fauna da pilantragem carioca, entre cervejas e pequenos delitos, mas tudo bem sintonizado, com um elenco encaixado, com destaque para o Portela, que bola e executa o roubo, vivido por Paulo Tiefenthaler, uma revelação, e a marota dona de casa esbanjando charme e gaiatice sedutora, em papel de Tais Araújo. Realmente uma surpresa esta ótima comédia que resgata alguns personagens que parecem sair daqueles filmes que Hugo Carvana gostava de mostrar, como em VAI TRABALHAR VAGABUNDO, com muita malandragem e burrice, onde eram devorados pela própria esperteza e ingenuidade.. Como eram bons os anos 80, a década perdida, onde até a Taça Jules Rimet a nação perdeu para um bando de desmiolados e que um argentino derreteu.
o roubo da taça - o filme conta a história do roubo da taça jules rimet, achei que a história está mais pra comédia do que qualquer outra coisa, não sei se essa é uma história baseada na história verdadeira mas o filme é bem interessante
Muito divertido !!! Mostra que a zorra deste país não é de hoje. Ladrões amadores roubam uma joia que era uma especie de conquista nacional.Vale a pena ver o fvilme, que mistura a história real com ficção , adicionado de muito bom humor !!!
Péssimo filme, pra ser ruim teria que fazer outro com muitas melhoras. É um filme "baseado em fatos reais", mas ficou tão longe dos fatos reais, que dá até pra pensar que teve um outro roubo da taça. Ninguém vai se arrepender de não assistir.
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