Eu sou espírita e por isso fui ver o filme. Achei muito chato e arrastado. Diálogos muito teatralizados, nada parece natural. Fiquei olhando o relógio toda hora pra ver se já estava perto de terminar. Perde-se uma ótima oportunidade de tocar as pessoas não-espíritas com a doutrina, porque o filme não tem essa capacidade. Só os espíritas o compreenderão.
O filme começa bem, mas perde força no desenrolar da trama, um filme legal pra conhecer melhor a história do Kardec e espiritismo, porém esperava mais. Nota: 5/10
O filme foi dirigido e roteirizado por Wagner Assis na qual tem experiência em filmes com essa temática espírita, uma vez que já dirigiu “Nosso Lar”. Porém, o filme é uma cinebiografia muito mal organizada e não consegue mostrar a densidade, importância e legado de Allan Kardec. No geral, a história começa quando o professor Rivail (ainda sem adotar o seu nome de outra vida: Allan Kardec) acaba decide se aposentar enquanto professor, por conta da interferência da igreja Católica na educação francesa. Além de professor, o mesmo era um cientista racionalista e bastante cético. Logo, por meio de amigos cientistas, acaba sabendo dos fenômenos das mesas falantes e passa a se interessar com fim de investigar tal situação. A medida que vai se envolvendo acaba deixando o ceticismo de lado e com apoio de métodos científicos passa a publicar o que seria as primeiras obras codificadas da doutrina espírita. Apesar da trajetória interessante, o filme tem diversos problemas, entre eles está a interpretação de Kardec vivenciada por Leonardo Medeiros. Até então não existe problemas em sua atuação, mas que o mesmo não sustenta o filme sozinho. Vendo isso, o roteiro busca o tempo inteiro criar inimigos pessoais contra Kardec. Existe até momentos em que vemos o confronto entre espiritismo e catolicismo. Algo que poderia ficar em um campo ideológico, mas parte para um campo pessoal. Além de inimigos espíritos que apenas fazem ameaçar o protagonista com um caráter extremamente pessoal. No geral, o filme tem uma ótima direção de arte, pois a ambientação foi perfeita. Mas a trama consegue ser muito superficial até mesmo quanto o tema é espiritismo (tema central do filme). No fim, o filme aborda temas interessante como a questão da educação e religião e o Estado laico.
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