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Adriano Côrtes Santos
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1.229 críticas
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5,0
Enviada em 5 de março de 2019
Nise — O Coração da Loucura, filme de 2016 dirigido por Roberto Berliner é a cinebiografia da psiquiatra Nise da Silveira, e todas as possibilidades que a tornaram o turbilhão revolucionário do tratamento mental no Brasil, com repercussões pelo mundo. Alagoana, nascida em Maceió, em 1905, uma das mulheres mais importantes do século XX que conceituou a arteterapia como catarse psíquica dos doentes mentais. Nise foi presa pelo Estado Novo de Getúlio Vargas, nos 18 meses de reclusão, dividiu a cela com a militante Olga Benário e manteve contato com o escritor Graciliano Ramos, que faria relatos sobre a médica em seu famoso livro Memórias do Cárcere. Depois de liberta em 1944, retorna ao trabalho no Hospital Psiquiátrico Pedro II, Engenho de Dentro, no subúrbio do Rio de Janeiro. Encarregada da área de terapia ocupacional, desprezada na época e comandada por serventes, Nise reorganiza o ambiente iniciando um longo processo de transformações naquele setor. Implanta paulatinamente uma nova forma de tratamento com os pacientes psicóticos, submetidos até então à barbaridade da lobotomia e eletrochoque. O jovem funcionário Almir, interessado por belas-artes, propõem a Nise o início de um ateliê de pintura, que se expande para outras propostas artísticas. Aos poucos o contato com essa nova forma de expressão acalma os internos que exteriorizam seus traumas e mazelas interiores através de mandalas em um desenvolvimento lento, e catártico. Filme rodado no próprio hospital que Nise trabalhou, o que dá mais veracidade ao longa. Glória Pires interpreta Nise da Silveirta, além dela o filme conta com Fabrício Boliveira, aqui em um trabalho excepcional, Roberta Rodrigues e Zé Carlos Machado. O diretor e documentarista Roberto Berliner é bastante realista, mostrando sem pudores a degradação, a sujeira, a precariedade inicial, os corpos nus e uma cena de sexo entre um casal de internos inserida com bastante naturalidade, sem subterfúgios. Bela fotografia, atores coadjuvantes contracenando com vivacidade, e Glória Pires em um momento brilhante de sua carreira. Falha somente no roteiro pouco explorado em relação a Nise da Silveira e sua trajetória até ali. Nota máxima por evidenciar a monumental psiquiatra alagoana, marco na revolução da medicina mental no Brasil. “Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Vou lhes fazer um pedido: Vivam a imaginação, pois, ela é a nossa realidade mais profunda. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas ajuizadas” (Nise da Silveira).
Nise da Silveira, revolucionou no tratamento de pacientes com esquizofrenia, contrária ao método do eletrochoque e lobotomia, utilizado no mundo inteiro e ganhador do prêmio Nobel, inova ao permitir a liberdade de seus clientes e não pacientes, todos apresentam melhoras significativas através de manifestações culturais e artísticas, expressam os sentimentos e produzem verdadeiras obras de arte, sem conhecerem nenhuma técnica de pintura ou estudo. Superando o preconceito por partes de seus colegas de trabalho e as péssimas condições do hospital, e com muita luta e dedicação, o trabalho da doutora é reconhecido por especialistas da arte e vai à a exposição para todos admirarem. O filme faz justa homenagem a uma das MAIORES brasileiras de TODOS OS TEMPOS. É UM ESPETÁCULO DO CINEMA BRASILEIRO !!!
Um filme que emociona e faz refletir sobre o inconsciente dos doentes mentais, especialmente dos esquizofrênicos. A psiquiatra Nise da Silveira revolucionou os métodos de tratamento da doença, até então empregados, que se restringiam aos eletrochoques e à lobotomia. Ela começou seu trabalho em Engenho de Dentro (RJ) em 1944, preferindo chamar os doentes de "clientes", porque achava que o termo "pacientes" deveria ser aplicado a quem cuidava deles. Deixando-os livres, respeitando sua individualidade, tentando entender o porquê da agressividade de alguns, Nise enfrentou a descrença dos psiquiatras reacionários. A terapia da pintura, aliada à música, fez aflorar inúmeros talentos e entrou para a história. A exposição dos quadros, organizada pelo crítico de Arte, Mário Pedroza, surpreendeu a todos. Gostei especialmente de uma frase dita por Nise a um colega: "Eu uso o pincel, e você usa um picador". Algumas cenas marcantes foram ao do primeiro passeio ao ar livre, a quadrilha, o amor transmitido na relação entre os clientes e os animais. A própria Nise tinha dois gatos. Muito boa a ideia de, ao final do filme, mostrar imagens da verdadeira Nise da Silveira e dos seus clientes. Fantástica atuação de Glória Pires, muito sóbvtia e discreta, e do elenco. Recomendo assistir com atenção e emoção.
baseado na história real da psiquiatra Nise da Silveira que usou a arte ao invés da lobotomia ou do eletrochoque conseguindo grandes resultados no tratamento de pacientes com esquizofrenia, como já repeti várias vezes o cinema nacional não é divulgado quando o filme é realmente bom Isso sim é realmente uma história a ser divulgada
Desde a primeira cena do filme eu já fiquei fascinado por ele. O filme meio ao tom de documentário mostra Nise implantando a arte terapia no Brasil, interpretações primorosas, filme emotivo na dose certa é com certeza uma das perolas brasileiras, o filme e a Dra. Nise.
O filme é um documentário, que conta a vida de uma médica que foi incrível. Uma pena que filmes como esses são poucos divulgados pela mídia. A atriz Glória Pires deu um show de interpretação, assim como, todo elenco.
Nise foi insistente desde o 1º minuto de filme. A insistência da baixinha revolucionou o tratamento da ala psiquiátrica. Foi muito bem retratada. Filme muito bem dirigido.
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