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Ric Brandes
123 seguidores
102 críticas
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3,5
Enviada em 27 de janeiro de 2017
Sempre que surge um novo filme de Lasse Hallström, automaticamente se remete a drama (e choro). Afinal, o diretor sueco fez fama com filmes melodramáticos de muito sucesso, como Regras da vida (1999, Chocolate (2001) e Sempre ao seu lado (2009), entre outros. Em seus melhores filmes, nos tempos áureos, os críticos sempre recomendavam um lenço ao espectador, para enxugar as lágrimas no final dos filmes de Lasse. E seu novo trabalho, Quatro vidas de um cachorro (2017), o diretor traz uma história mais leve, sem tantos exageros dramáticos. Baseado no best seller de W. Bruce Cameron, o filme traz a história de um cachorro e suas quatro vidas. Entre encontros, aventuras e surpresas, o cachorro Bailey procura um sentido para a vida, enquanto convive com seu dono Ethan. Apesar de não trazer grandes atuações em seu elenco de atores (com exceção de Bryce Gheisar, que interpretou com qualidade o personagem Ethan quando criança), a obra tem na fofura dos animais sua força motriz: o cachorro Bailey, em suas quatro vidas na terra; seus companheiros, o gato, o burro e seus amigos caninos, todos muito expressivos e com boa presença em cena. Por si só, já valem o ingresso! A belíssima Fotografia do filme, rodado em Winnipeg, no Canadá, também contribui para a qualidade da obra, que traz uma interessante caracterização de época que vai evoluindo com o passar do tempo através dos carros, cenários e figurinos. Com uma boa trilha sonora e momentos de alegria, tristeza e fortes tensões, Quatro vidas de um cachorro é um filme leve, mas com um bom conteúdo e resultado final. Apesar de se apoiar em alguns clichês, o diretor Lasse Hallström conseguiu acertar o ponto mais uma vez, em uma obra capaz de cativar o público, despertando risos, emoções variadas e surpresas, sem o chororô tradicional de seus maiores filmes melodramáticos. Aprecie este belo filme, e reflita sobre o verdadeiro sentido da vida, junto com o cão Bailey Bailey Bailey Bailey Bailey Bailey!
Por Ricardo Brandes
P.s. Sim, vale lembrar que o filme teve uma cena de bastidores que gerou polêmica, ao caracterizar maus tratos a um animal, que foi forçado a entrar na água contra sua vontade durante as gravações. Mas nada que descaracterize o bom trabalho do genial Lasse Hallström.
Sobre as acusações de maus tratos, deixemos que as autoridades cuidem disso, sobre o filme, uma linda história, embora clichê, emociona a todos os públicos!
Legalzinho e só! Passa uma boa mensagem, com cenas comoventes, mas quando envolve desenvolvimento, ae vem um montão de falhas, como um lindo cão que passa de geração em geração tendo os mesmos três jeitos, dando lições a todos que o envolvem e suas traquinagens são sempre as mesmas. O elenco conta com Dennis Quaid, mas que infelizmente entrou numa fria, aparece no fim do filme, sem expressão alguma, assim como todo o elenco sem sal. Poderia ter focado numa bonita trilha sonora, mas praticamente é inexistente. Quatro vidas de cachorro poderia ter sido mais marcante.
"Legal" está entre "regular" e "bom". Filme de Sessão da Tarde. Quem gosta muito de animais pode chegar a se emocionar. Soube que houve uma polêmica com relação às filmagens por conta de supostos maus tratos, o que está sendo apurado.
Experiente neste tipo de produção, o diretor Lasse Hallström comanda uma obra em que um cão reencarna diversas vezes ao longo da produção. Embora nesse percurso ele conheça pessoas diferentes e com vidas bem distintas, ele possui em seus "retornos" o desejo frequente de reencontrar um antigo dono.
Simpático e agradável, QUATRO VIDAS DE UM CACHORRO mostra um lado canino sentimental e raramente visto no cinema, pois humaniza o cão protagonista de maneira a manter sua vida sempre como elemento principal da narrativa. Suas idas e vindas mostram como pessoas diferentes também se comportam de forma diferente com seus animais, sejam de estimação ou não. A busca pelo antigo dono evoca uma deliciosa sensação, pois faz com que cachorro demonstre seu lado amigo inabalável, apostando no acaso para trazer a tona antigos sentimentos.
Tendo no elenco o ótimo Dennis Quaid e o sempre carismático John Ortiz, o filme entretém de forma casual e mostra-se um ótimo passatempo.
Boom... como diz o filme, o cão tem 4 vidas, na primeira a história é bem contada, depois o filme corre muito rápido,e as 2 vidas do meio ficam rápidas. Sem falar que é estranho esse negocio de encarnar em outro cão, mas no mais, o filme é legal.
Geralmente os filmes baseados na relação "homem-cão" focam mais no aspecto do homem, seus sentimentos para com o cachorro, e o peso da despedida do amigo canino. Mas em Quatro Vidas de um Cachorro o eixo é deslocado, partindo inteiramente da perspectiva do animal. Essa é a maior façanha do filme, e pode ser considerado seu maior empecilho pro sucesso. Digo isso pois, por mais "humanizado" q possam ser as vidas do cão é difícil realmente se identificar com elas. E um filme de drama precisa muito que o laço emocional entre espectador e personagens seja forte. E isso fica ainda mais difícil pq a cada vida encarnada tudo muda drasticamente. A história mesmo gira em torno da primeira encarnação de Bailey e no forte laço de amizade entre ele e seu dono. Essa relação é muito bem construída e certamente emociona à todos. É ela q ocupa maior parte da trama, sendo as outras três vidas bastante descartáveis, como se estivessem lá apenas pra fazer jus ao título do filme, que nos promete quatro vidas. Mas isso é uma interpretação superficial, há uma razão pra que seja assim. Usando como metáfora a vida de um cão, a mensagem que esse filme realmente passa é sobre a vida humana. Lealdade, solidão, coragem e determinação de Bailey são no fundo aspectos da existência humana. Esse é um tema recorrente, exposto através da imagem da reencarnação: Qual o sentido da vida? Pq estamos aqui? Essa é uma pergunta que encanta e assombra a humanidade desde o início das eras. Surpreendentemente é um cão quem apresenta a resposta. Com todos os clichês dos filmes sobre amizade canina, este filme consegue comover mesmo assim, abusando do apelo passional de todo dono de cachorros do mundo.
Um filme estilo "sessão da tarde"; da pra ver com toda a família, sem problema; Sobre a temática, bem, já vi muito filme sobre animais, que me comoveram bastante - amo-os, porém nesse não vi nada de mais. Com relação às histórias, não consegui me apegar em nenhuma, com exceção da primeira, do Ethan. As outras foram bem rasas (talvez, propositalmente). Enfim...
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