Nosferatu
Média
3,7
384 notas

98 Críticas do usuário

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magalhaesfc
magalhaesfc

8 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 4 de janeiro de 2025
O filme é visualmente lindíssimo. A fotografia e a direção de arte estão primorosas. Já no cartão de visitas o filme te dá um aviso do que está por vir, tipo: prepare-se! O final é pra sair arrepiado da sala!
NerdCall
NerdCall

60 seguidores 487 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de janeiro de 2025
O remake de Nosferatu, dirigido por Robert Eggers, chega como um dos filmes mais aguardados dos últimos anos. Desde o anúncio, a expectativa era alta: o cineasta, conhecido por obras autorais como O Farol e A Bruxa, assumiu a responsabilidade de revisitar um dos maiores clássicos da história do cinema. Mais do que uma nova versão da icônica história de Conde Orlok, Eggers entrega um trabalho meticulosamente pensado, que celebra o legado da obra original enquanto a reconstrói sob uma lente moderna e inquietante.

Eggers não se contenta em repetir fórmulas. Sua abordagem reinterpreta Nosferatu de forma autoral, mergulhando profundamente em simbolismos e explorando temas de misticismo, horror e erotismo. A ambientação é um ponto alto, com cenários que evocam o desconforto e a estranheza. Cenas filmadas no Castelo Pernštejn, local da versão de Werner Herzog em 1979, e a inclusão de diálogos em dácio, uma língua extinta, reforçam o compromisso do diretor com a autenticidade histórica e o impacto emocional.

Conde Orlok, interpretado de maneira magistral por Bill Skarsgård, é o coração pulsante do filme. Eggers transforma o personagem em algo grotesco e erótico, uma figura que alterna entre o misterioso e o repulsivo. Cada aparição de Orlok é cuidadosamente trabalhada para provocar desconforto. Seja pela presença física ou pela perturbadora entonação vocal, Skarsgård faz de Orlok um vilão icônico, revivendo o terror que o personagem trouxe ao público há mais de um século.

O elenco é um dos trunfos de Nosferatu. Lily-Rose Depp, em um papel carregado de dramaticidade, se consolida como uma atriz capaz de emocionar mesmo em narrativas densas. Nicholas Hoult reafirma sua versatilidade e talento, enquanto Willem Dafoe, ainda que em um papel menor, deixa sua marca com uma performance poderosa. Skarsgård, no entanto, domina a tela, provando mais uma vez sua capacidade de interpretar personagens complexos e perturbadores.

Apesar do impacto inicial e da construção atmosférica impecável, Nosferatu enfrenta um desafio em seu terceiro ato. Conforme Orlok se torna mais presente na trama, o mistério que o cerca começa a se dissipar, diluindo o medo que o personagem inicialmente inspirava. Eggers tenta compensar essa perda com simbolismos e um encerramento narrativo sólido, mas a transição inevitavelmente reduz o impacto inicial.

Nosferatu é mais do que um remake; é uma releitura ousada que respeita suas origens enquanto desafia as expectativas do público moderno. Eggers demonstra, mais uma vez, sua habilidade de criar obras visualmente deslumbrantes e narrativamente ricas. Embora o filme perca um pouco de força em sua reta final, ele se mantém como uma experiência cinematográfica única, capaz de causar desconforto e fascínio na mesma medida.
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 510 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 3 de janeiro de 2025
Sinopse:
Um vampiro antigo da Transilvânia persegue uma jovem atormentada na Alemanha do século 19.

Crítica:
A reimaginação de "Nosferatu" (2024), dirigida por Robert Eggers e produzida por Chris Columbus e Eleanor Columbus, é uma obra que honra e atualiza um clássico do cinema expressionista. A história de obsessão entre Ellen Hutter (Lily-Rose Depp) e o seu marido, Thomas Hutter (Nicholas Hoult), entrelaçada com a figura perturbadora do Conde Orlok (Bill Skarsgård), é uma narrativa que ressoa com profundidade emocional e estética envolvente.

Eggers, conhecido por seu estilo visual distinto e sua atenção meticulosa aos detalhes, utiliza sua habilidade única para criar atmosferas densas e sinistras. A ambientação e o uso de luz e sombra capturam perfeitamente a essência do terror gótico, evocando a mesma sensação de medo e fascinante estranheza que fez a versão original ser tão impactante. O elenco, repleto de talentos como Aaron Taylor-Johnson e Willem Dafoe, traz uma performance memorável, com Dafoe, em particular, entregando uma interpretação icônica como o vampiro de olhos penetrantes.

A cinematografia é um dos grandes destaques do filme, com cada cena cuidadosamente composta, criando imagens que parecem flutuar entre o onírico e o aterrador. O uso de técnicas tradicionais, mescladas com um sensível toque moderno, resulta numa experiência visual enriquecedora. A música e os efeitos sonoros incrementam essa atmosfera, reforçando a tensão e a inquietude presentes em cada momento.

A relação complexa entre Ellen e o Conde Orlok é explorada com sutileza, revelando não apenas o terror de sua presença, mas também a fragilidade da condição humana diante de forças obscuras. A interpretação de Lily-Rose Depp traz uma vulnerabilidade e força que fazem a plateia torcer por ela, ao mesmo tempo em que a chave para o horror se desdobra diante de seus olhos.

"Nosferatu" (2024) é mais do que uma simples homenagem ao original; é uma exploração profunda do medo, da obsessão e das relações humanas. Robert Eggers, por meio de uma narrativa envolvente e da colaboração de uma equipe talentosa, entrega um filme que não só respeita as raízes do terror, mas também estabelece um novo patamar para o gênero. Com certeza, será lembrado como um marco da cinematografia contemporânea.
sirnixxon
sirnixxon

2 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 3 de janeiro de 2025
As performances de Bill Skarsgård (Orlok) e Lily Depp (Elen) são de ficar na cabeça por dias,: marcantes, profundas, de um exagero dramático de rara qualidade, perfeitamente encaixadas nos cenários e clima do filme. Não vi O Homem do Norte, mas Robert Eggers constrói, com Nosferatu, uma tríade do horror de rara qualidade.
Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

1.008 seguidores 1.229 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de dezembro de 2024
Visual impressionante, mas perde o terror simples e impactante do original.
"Nosferatu" de 2024 é uma nova versão do clássico de 1922. A história segue o vampiro Nosferatu, que chega a uma cidade para espalhar a morte e o terror, mas a história ganha uma visão mais introspectiva e moderna. O filme tem uma fotografia interessante, com cores que criam um clima sombrio e misterioso. O monstro é mais humano e melancólico, ao invés de ser puramente assustador. A direção usa sons e música para aumentar a tensão, mas, em alguns momentos, perde a simplicidade do original. É uma versão visualmente impressionante, mas pode não agradar a todos os fãs do clássico.
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