Fui assistir ao filme com um misto de curiosidade e desconfiança. Confesso que me decepcionei e, a partir da metade do filme, consultei o meu relógio mais do que deveria, pois comecei a ficar entediado. O filme é um mix dos dois Nosferatus (Murnau, de 1922, principalmente, e Herzog, 1979) e Drácula (do Coppola). Guarda em comum com os Nosferatus a figura repugnante do Conde, o papel deste como disseminador da peste e, com o de 1922,
a salvação da cidade e do marido pela morte da moça. Já com o Drácula, do Coppola, guarda em comum, uma importância maior dada aos amigos do casal principal, ao contrário do que acontece nos Nosferatus, em que os amigos do casal são meros coadjuvantes sem grande importância, e o papel do dr von Franz, vivido por William Dafoe, que é o dr. van Helsing do filme de Coppola, um expert em ocultismo. Mas achei que o ritmo do filme é muito lento e, às vezes, o excesso de cenas chocantes me cansou. Você não vê esses excessos nem na obra de 1922 nem na de 1979. A fotografia tão elogiada é boa, mas o filme é escuro demais o tempo todo, e isso cansa. Vide o Nosferatu do Herzog, que também é colorido, mas que tem uma bela fotografia, que não fica na monotonia da fotografia dessa versão de 2024. Não voltaria a assitir e nem compraria o DVD ou blu ray se estes forem lançados.