Bom filme. Não espere sustos de pular da cadeira, e sim, muita nostalgia, melancolia e interpretações carismáticas, tudo em meio a uma excelente fotografia. Poderia ter uma sonoplastia bem melhor, mas, talvez esteja dentro do tom gótico que a produção quis passar. Vale a pena, mas, se for do tipo que tem nojinho, melhor não gastar seu dinheiro.
A fotografia tem seus méritos, mas a apresentação repetitiva de determinados recursos de corte e transição acabam tornando-a cansativa. O enredo não convence (ao contrário das excelentes versões de Coppola, Herzog e do marco de Murnau, aos quais o filme tenta em alguma medida emular) porque a obcecação de Orlok pela mulher não recebe desenvolvimento e, assim, ao final do filme, tudo se revela como uma premeditação desleixada, seja do coração das trevas, seja de alguma virtude no alvor humano. O roteiro é pífio, fala-se inglês na germânia e por que raios atravessar algum mar qualquer dos Cárpatos até a germânia? A atriz é muito fraca e seus recursos corporais não são acompanhados da mesma carga dramática. Tudo soa tenebroso, mas pelo excesso, não porque somos de fato ensombrecidos. A versão ocultista do caçador também não convence, vai beirando uma "caricatura teosófica" no lugar da obstinação contra o mal digna de um Van Helsing. A compleição de ogro com passadas pesarosas pode até ser vista como um bom ponto original para o vampiro, mas de novo o roteiro transforma isso apenas em excesso, de modo que se apresenta mais como sonoplastia do que filme. Robert Eggers segue buscando construir seu estilo, tarefa árdua em um século de decomposição do Capitalismo, o Nosferatu do mundo real e sua vil apetência.
O original de 22 é um clássico, mas inegavelmente datado. E embora o Drácula de Coppola seja um espetáculo visual, ele romantiza o vampiro a ponto de esquecermos a criatura que realmente nos assombra.
Eggers sabe como ninguém criar atmosferas que prendem o espectador. Cada detalhe da direção de arte traz a construção de época que é tão imersiva quanto sufocante. Somos transportados para uma Alemanha desolada e enigmática, onde a escuridão parece se espalhar por cada canto.
Outro ponto a favor desse remake é o resgate do vampiro como criatura vil. Na cultura pop, os vampiros foram transformados em adolescentes de corpos dourados, sedutores melancólicos ou piadas prontas. Eggers puxa o freio e nos lembra do que eles realmente são: monstros. Seu Conde Orlok (interpretado magistralmente por Bill Skarsgård) é repulsivo, faminto, uma força da natureza que busca apenas a exploração. Essa é a essência do vampiro que havíamos perdido — o ser asqueroso que causa repugnância.
A fotografia também é um destaque. Além dos visuais hipnotizantes, a luz e a sombra são usadas para compor a presença macabra do nosso terrível vampiro. A trilha sonora, e a sonoplastia também se destacam para a imersão.
Em um filme de jumpscares orquestrados e cenas de exorcismo digna dos primeiros exorcistas, Eggers nos traz o verdadeiro terror, que não está no sangue ou nos sustos fáceis, mas na sensação de que algo, em algum lugar, está à espreita.
Saudade de Drácula de Bram Stoker e a interpretação fabulosa de Gary Oldman...e quem é fã do filme dá para ouvir claramente que usaram por três ou quatro vezes um certo efeito de som usado em Drácula. Vale pela fotografia mas o filme em sí é arrastado e cansativo.
Esse filme é uma obra de arte e virará um clássico nos próximos anos. Sem dúvida vai ser um dos melhores filmes já feitos na história. Tudo nele é Excelente! Vale a pena ir assistir uma, duas vezes no cinema!
Pesado, delirante, horrifico: o "Nosferatu" do Robertt Eggars passa longe do filme de aventuras sobrenatuais para jovens adultos e se aproxima do "Exorcista" do Wiilliam Fredkin ao apresentam uma jovem envolvida com uma entidade maléfica que ela inadivertidamente invocou; o diretor/roteirista não se furta a apresentar cenas que retratam necrofilia, possessão demoniaca, infanticidio e bestialidade, mas navega entre estes temas sem cair na obviedade. Todo o elenco tem oportunidade para brilhar mas William Defoe e Rosie Depp tem atuações diignas de premiaçao
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