Com A Bruxa nos deparamos com um diretor que sabe muito bem o quê está fazendo. Terror. Simples, profundo, atormentado. Sem muita firula, aquele terror que vem de dentro, que é o que mais assusta.
Nessa adaptação dos clássicos de 22 e 79 não é diferente, mas o protagonismo vai para a mocinha (que nessa versão com a filha do Jack Sparrow supera, em muito, a atuação e importância da Isabelle Adjani de 79). Ele está brilhante, com uns tremelhiques que, sozinhos, já me fizeram grudar na poltrona do cinema (a cena de abertura Meu Deus...).
Fotografia, Sonografia, Cinematografia...nota dez, mesmo levando em consideração que Eggers deixa de fora algumas cenas icônicas, que tinham grande peso nas versões anteriores e que, para mim, fizeram falta ou, no caso de estarem ainda presentes, foram meio corridas.
Agora o Nosferatu...não me ganhou. Nosferatu não é só o mal encarnado. É a tristeza, a solidão, é a delicadeza dos gestos de quem não aguenta mais. E não foi o apresentado. Esse vampirão de 2024 é a versão machista do homem do século XVI, com seu bigodão e vozeirão. Ficou pra trás a angústia de não conseguir morrer. E só isso meu amigo, já é terror suficiente pra vários filmes.
Enfim...filmaço, sensacional. Só queria que meu amigo Nosferatu não tivesse se transformado nesse vilão de novela mexicana da década de 80.