Em uma fase em que Hollywood insiste em renovar franquias já conhecidas em vez de arriscar ideias novas, Truque de Mestre: O 3º Ato tenta aproveitar essa onda e se posicionar como um novo começo para a série, ao mesmo tempo em que pretende ser uma continuação direta dos dois filmes anteriores. No papel, essa proposta até funciona: reunir a velha guarda dos Cavaleiros, apresentar uma nova geração de mágicos e, assim, construir uma espécie de ponte entre passado e futuro. Na prática, porém, o filme acaba refém de uma trama previsível, recheada de clichês, sem a energia necessária para justificar sua própria existência. Diverte em alguns momentos, mas entrega uma sequência esquecível.
Truque de Mestre: O 3º Ato até entretém, mas apenas porque a franquia ainda carrega um charme próprio e memórias positivas de filmes melhores. Quando analisado sozinho, o longa se perde na indecisão: não sabe se quer conquistar um novo público, não sabe se quer satisfazer os fãs antigos e tampouco sabe como equilibrar essas duas vontades. E, ao tentar fazer tudo ao mesmo tempo, acaba não fazendo nada de forma marcante.
É um filme que reúne personagens amados, introduz novos rostos promissores, mas entrega pouco. Saímos com a sensação de que vimos uma sequência feita apenas para manter a franquia viva, sem algo realmente novo a oferecer, além da promessa de mais continuações. Um truque repetido demais, que já não surpreende como antes.
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